Casimiro fala do primeiro contato com o LoL e torcida pela paiN

Geral
De:Victor Hugo Porto-
May 26, 2021

“Meteu essa?“, “Simplesmente o Adam Sandler do entretenimento“. Esses são alguns dos bordões provenientes da live de Casimiro Miguel, resumida como “uma bagunça bacana“ pelo próprio streamer em entrevista ao Mais Esports.

“É difícil demais resumir a minha stream porque é uma bagunça bacana. É um pouco de tudo. O foco principal acaba sendo o futebol porque eu venho do jornalismo esportivo e eu tenho essa veia do futebol, mas a gente também fala de Esports. Jogo FIFA, já joguei LoL na live, recentemente, vi alguns highlights de CS, R6. O que vier, nós reagimos. Eu brinco que a live é uma conversa de bar. Conversamos sobre tudo, falo minhas histórias e experiências. Não tenho nenhuma barreira, o que vier pra fazer eu faço e tem dado certo“, explicou Cazé.

Furar bolhas é uma das características da live do Cazé. A transmissão conta com espectadores que acompanham mais o futebol enquanto outros que acompanham mais os Esports.

“É muito bacana tudo se conversar ali na live. Quando você começa a falar de um tema que algumas pessoas não gostam tem alguns comentários chatos, um pessoal sai. Há um tempo eu me importava muito com os números, mas hoje eu não ligo tanto para isso. Eu ligo para fazer o que eu gosto. Eu gosto muito de LoL, assisto bastante, e tem uma galera do futebol que também assiste LoL“.

Casimiro relembrou a época em que começou a jogar LoL e a vez que conheceu o cenário competitivo.

Eu comecei a jogar “velho“, com 18 anos, e eu já estava trabalhando. Um amigo falou “vamos jogar um LoL?“ e eu respondi: “Tá maluco, tô estagiando, fazendo faculdade, não tenho tempo para isso“, mas baixei e é um jogo fantástico. Gosto muito. Hoje não jogo tanto, mas ainda dou uma brincada.

“Eu não deixo de ver [o competitivo]. Vi o MSI e comentava na live, via os melhores momentos em live e conversava com a galera sobre o que achei. Meu primeiro contato com o competitivo foi natural. Na época que comecei a assistir foi ali em 2015, quando começou de fato a se consolidar, deixar de ser um cenário amador. Gosto muito do brTT, do Mylon, era um time fenomenal. Eu torço pra paiN, gosto muito da organização como torcedor“, continuou Cazé.

Embora conheça, Casimiro diz que não acompanha o competitivo de outros jogos como CS:GO e R6 de forma assídua.

“Eu assisto bem por alto. Quando tá tendo algo grande de CS, por exemplo, eu paro pra ver. Meus amigos gostam muito de CS, então eles me falam “oh, hoje tem um jogo bom“, e aí eu assisto. Mas acordar pra ver, eu acordo para ver o CBLOL, não só a paiN. Sabadão, assisto o CBLOL e depois já emendo com o futebol. Eu sou amigo do boltz, então paro pra ver o jogo dele, vejo da FURIA, mas não assisto todos os jogos, vejo mais de curioso. Assim como foi o R6, que teve o Six Invitational, a galera pediu pra eu ver e conheci um pouco mais desse nicho. Eu gosto de conhecer novas paradas“.

No início de maio, Casimiro participou do MIBR Day, evento beneficente do MIBR que aconteceu com membros da organização, jogadores e streamers. Mais de R$ 60 mil foram arrecadados para o combate à Covid em parceria com a Central única das Favelas (CUFA).

Foi um evento bem bacana. Fiquei surpreso com o contato, não esperava que seria chamado e estaria do lado de caras como boltz, gaules, lindinho. É muito surreal. Conheço o tamanho do MIBR, da história, e foi muito surpreendente. O contato veio por rede social porque eu interajo, brinco muito com o pessoal, então muitos times, jogadores e marcas me conhecem por conta disso e depois vira algo sério. Foi muito bacana ter participado e ter ajudado, e que venham outras vezes

Um dos pontos altos da stream de Casimiro foram os jogos da Copa do Brasil no modo carreira do FIFA. Com o Resende, clube carioca, Cazé levantou o título nacional em uma transmissão hilária e revelou planos já para a Libertadores, próximo compromisso da equipe.

“A maioria das coisas que a gente faz é no improviso, é do coração. Não tinha nada preparado para a primeira vez que isso aconteceu. Eu estava jogando de madrugada, chamei o Octavio Neto para narrar um jogo e ele topou. Ele entrou, gritou, vibrou, acordou a esposa, o filho, e a galera achou o máximo. Nós chegamos a ter 34 mil pessoas nas quartas de final da Copa do Brasil, mas eu fui eliminado. Daí decidimos fazer algo mais organizado para a segunda vez, com um evento de fato, patrocinadores, show do Duzão, e foi sensacional. Jamais imaginaria ter 50 mil pessoas me assistindo, ainda acho muito surreal esses números em uma terça-feira de madrugada. Agora com o título da Copa do Brasil, vamos pra Libertadores, então agora é hora de elevar esse nível“, comentou.

“Nós vamos encerrar a temporada com o Resende agora nesse início de mês de junho com a Libertadores. Temos muitas ideias, mas ainda não há nada confirmado. O Luis Felipe Freitas quer narrar um jogo inteiro em espanhol e estamos vendo situações que podemos fazer algo de forma engraçada. Mas no fim das contas, vai ser do nosso jeitão, na brincadeira, na amizade. A gente faz as coisas ali de coração“, finalizou Casimiro.