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CBLOL 2026: “A LOS tem o melhor early-game”, diz FURIA Guigo

CBLOL 2026: “A LOS tem o melhor early-game”, diz FURIA Guigo

A FURIA perdeu para a LOS na sua estreia no CBLOL 2026 1º split. Ainda no sábado, o top laner Guigo falou, em entrevista exclusiva ao Mais Esports, sobre as peculiaridades do Gnar jungle, a força do Zest e da própria Onda Laranja.

Queria entender, onde você acredita que o jogo 3 se perdeu a ponto de, mesmo com a sua gameplay conseguindo criar jogadas no mapa, pegando eles fora de tempo e encontrando pick-offs, não conseguir voltar para as mãos da FURIA?

É um jogo em que a gente precisa ser muito disciplinado jogando macro, porque eles têm Camille e Galio, o Ezreal que é muito móvel e o Bardo que, se você errar o timing, vai buscar pick-off também, ultando na sua cabeça. Então acho que faltaram alguns fundamentos de disciplina.

Eu lembro de um momento em que fui puxar a wave do top e a Camille saiu da wave para buscar pick-off no Xin Zhao. Então acho que a LOS foi um time que jogou bem nesse sentido, aplicaram bem a composição deles.


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Foto: Reprodução/Riot.

E acho que é difícil jogar quando o seu tank está forte, mas o resto do time está fraco. Isso acontece muito na vida de um top laner. E acredito que é mais difícil carregar um jogo estando forte de tank do que, por exemplo, se eu estiver de Camille ou Ambessa.

Então o K’Sante é um campeão que, mesmo que eu estivesse ganhando o x1 e estivesse forte, é difícil de jogar para estourar side, criar pressão para ir mid, fazer uma play. Meu boneco acaba sendo mais um bloco de status ali. Então é difícil rodar o mapa jogando de K’Sante.

Cara, eu achei curioso, porque achei que você ia comentar sobre a play do dragão. Porque ali também a coisa se perdeu bastante no mapa pra vocês. Não sei se você lembra.

Ah, o primeiro drake do early game? Quando o Tatu vai atrás do portal do Bardo?

Ali complicou, não?

Sim, ali foi tragédia. A gente já tinha pego o drake, ganhou a fight, os dois saíram com pouca vida. A bot lane deles, se não me engano, era o Zaheen.

E aí o Tatu foi atrás, quis cobrar, acabou morrendo. E, sim, acho que a partir dali o jogo virou. Se não me engano, o jungler deles voltou com Trinity, o Ezreal também com Trinity, e a gente sem spike. Então eles ficaram muito mais fortes para rodar o mapa.

Mas acho que é entendível. Eu provavelmente também teria entrado naquele portal. Não é possível que eles iam sair vivos.


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Foto: Reprodução/Riot.

Mas então, vou pegar um pouco no seu pé: você não acha que esse é o perigo da FURIA?

Acho que sim. Grande parte dos nossos sucessos no Americas foi porque nossas lanes estavam muito boas e fortes, e a gente conseguia chegar no early game bem sincronizado, na mesma página.

Geralmente, os jogos que a gente mais perde são quando perdemos o early game ou quando alguma lane fica muito atrás. Então acredito que sim, é uma parte em que precisamos ter mais disciplina.

E, querendo ou não, é a parte mais difícil do jogo, na minha opinião. Essa de lanear bem, estar em uma condição boa e sincronizar o que você quer fazer na lane com a wave e com o jungler.

Então acho que precisamos evoluir bastante nesse quesito. E a LOS provavelmente é o time com o melhor early game do campeonato, então, se conseguirmos bater de frente com eles no early, dá pra chegar no mid e late game mais fortes.


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Foto: Reprodução/Riot.

Então você já esperava uma match complicada contra a LOS por conta desse early game?

Sim. Acho que as lanes deles são bem fortes. Na minha opinião, o Zest é o melhor laner da top lane hoje. Ele é o cara que mais sabe explorar vantagem, crescer em CS, te forçar a dar um reset ruim e pegar plate.

Eu, pessoalmente, gosto bastante de jogar contra ele, porque aprendo muito. É um cara que me pune bastante.

Então, no jogo 1, por exemplo, independente da nossa composição estar meio estranha, se você laneia daquele jeito contra esse cara, ele consegue dar um 1v9. Então eu também precisava estar melhor nesse aspecto.


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Foto: Reprodução/Riot.

Em relação à composição do jogo 1: de onde veio esse Gnar? Vocês realmente tiveram treinos que fizeram vocês acreditarem que dá pra ganhar um jogo competitivo com isso?

Sim. A gente teve bastante sucesso jogando de Gnar jungle nos treinos. Eu, pessoalmente, não sou muito fã do campeão no sentido de montar uma composição em volta dele, porque sinto que ele faz tudo, mas não faz nada muito bem.

Então acho que você precisa ser muito clutch para jogar de Gnar. E, apesar de eu achar que o Tatu é um jogador muito clutch, que sabe criar jogadas, acho que o campeão em si é meio limitado.

Se você entrar no river de mini Gnar com uma Lulu do seu lado contra Jarvan e Ahri, você está em uma situação difícil. O campeão não consegue jogar.

Ele tem recursos para ajudar no jogo, mas a gente fez funcionar nos treinos e por isso escolhemos hoje.


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Imagem: Reprodução/Riot.

Eu gosto sempre de lembrar do segundo split da FURIA, e lembro que, no terceiro split, vocês falavam muito sobre inovar na gameplay. Vocês estão nessa pegada agora, de trazer coisas novas, principalmente depois do sucesso no Americas?

Não diria que estamos exatamente nessa mentalidade. Acho importante ter alguns picks mais “wildcards”, que o adversário não espera e não sabe jogar contra.

Mas isso funciona melhor quando é surpresa. O Tatu abriu live jogando Gnar jungle, então todo mundo já sabia.

Quando a gente pickou, eu estava olhando pro coach deles, acho que era o Enatron, e ele começou a rir, tipo: “não é possível que eles vão jogar com isso”. Então funciona melhor como surpresa, mas o Tatu é um desgraçado (risos).

Foto: Reprodução/Riot.

Para fechar: eu entrevistei o Tatu na reta final do último split e ele falou bastante sobre se incomodar. Você também está nessa pegada da “auto incomodância”?

Sim, mas acho que, como competidor, isso já é natural. Se você chegou nesse nível e está jogando contra os melhores, isso já faz parte.

A diferença, principalmente em jogadores mais novos, é saber comunicar e expressar isso de forma positiva. Acho que é aí que as pessoas e os ambientes se perdem. É mais sobre como a gente comunica, como trabalha isso e como entende a urgência desses incômodos.

Foto: Reprodução/Riot.

Queria deixar um espaço pra você mandar um recado final para a torcida da FURIA.

Queria dizer que estamos vindo bem confiantes, apesar da derrota de hoje. Todo mundo está com sangue nos olhos, dando o melhor nos treinos, para que não aconteça o que aconteceu nos splits passados, de começar instável e ter que correr atrás no final.

Queremos mostrar confiança desde o começo. Acho que todo mundo do time está bem empenhado nisso. No geral, me sinto confiante com o time e comigo mesmo. E é isso: continuar melhorando, porque acredito que somos melhores do que todos os times que estamos enfrentando.

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Foto: Reprodução/LoL Esports Flickr.
Sérgio 'Correslol' Fiorini

Sérgio 'Correslol' Fiorini

Jornalista nos Esports desde 2022. Tropa da Edificação. Jornalismo que incomoda.

Publicado emAtualizado

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