CBLOL 2026: “Aprendi com as pessoas certas. Tive sorte nisso”, diz LOUD Xyno

CBLOL 2026: “Aprendi com as pessoas certas. Tive sorte nisso”, diz LOUD Xyno

Resiliência define a LOUD. Xyno, em entrevista exclusiva ao Mais Esports, concordou com isso. O top-laner em 10 minutos de entrevista, logo após jogar a LOS para a Chave Inferior, contou mais sobre sua trajetória na Copa CBLOL 2026.

De FURIA, até Vivo Keyd Stars e finalmente chegando nesta LOUD. Conheça o jovem talento que vem sendo um dos melhores jogadores no ano, conheça Xyno.

A LOUD é o time mais resiliente do CBLOL?

Sim. Com certeza.

E como se tornou o time mais resiliente do CBLOL?

Acho que nas nossas conversas em time, nós conseguimos realmente trabalhar a resiliência. Sempre falávamos que era preciso saber como a gente iria virar o jogo, qual era a nossa melhor chance de ganhar.

Depois do primeiro jogo, que foi muito close, mesmo que eu estivesse muito frustrado por ter perdido, eu sabia que ainda dava para ganhar. Então, a gente só concentra no que dá pra gente fazer, e a gente tem mandado bem até agora.

A parte que me chama a atenção é que parece que essa resiliência vem muito de você. Geralmente, quando a gente vê um time que tem os jovens talentos e os coreanos, isso costuma vir muito dos coreanos. É de fato você quem puxa mais este lado da resiliência nessa LOUD?

Talvez, todo mundo quer muito ganhar, né? Os coreanos estão meio que num “do or die” (faça ou morra), assim. Uh… quando eles vêm para o Brasil, os coreanos ficam nessa situação, então que eles querem muito ganhar também. E eu acredito neles.

É muito da gente acreditar nos outros, que a gente quer vencer, que a gente quer dar o nosso melhor. Independente do que as outras pessoas falem, acho que a gente precisa focar no nosso grupo, na nossa rotina, no dia a dia. E talvez isso seja meu, porque eles veem que eu tô dando o meu máximo. Realmente estou me esforçando muito.

Então eu penso que, talvez tendo esse exemplo e puxando o bonde, talvez sim. Talvez saia de mim, mas acho que é todo mundo.


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Foto: Reprodução/Riot.

Você está orgulhoso do seu split até aqui? O coach Raise, quando eu perguntei sobre você, disse que ele tem muita sorte de ter você. Porque quando ele fala, você entende e você executa e ele diz que isso é muito raro no mundo.

Até agora tá sendo um split muito legal, que eu não imaginava que seria assim. Ir para a LOUD é uma responsabilidade muito grande, mas também é um privilégio muito grande. Tenho me esforçado muito para realmente entender a galera e eu vejo que essa é a chave de você ser um jogador bom.

Converso muito com o Raise, e a gente tem bastante conversas um a um. Conseguimos arrumar bastante do que a gente pensa sobre o time. Acho que ele confia bastante em mim pra dar a minha opinião, e ele me dá uma responsabilidade grande também, porque ele confia em mim.

Eu confio bastante no Raise pra dar a nossa orientação. Sendo assim, o que ele falar eu vou meio que fazer, como se fosse um robozinho… Eu tento, pelo menos, né?

Às vezes você é falho e você não consegue executar, mas se eu erro duas vezes a coisa que ele já me falou, eu já fico meio… “ah, por que eu tô fazendo isso?”. Tipo, eu tô cansado ou alguma coisa assim, sabe?

Pra mim, temos uma relação muito boa até agora, estamos indo muito bem e eu também sou muito sortudo de ter ele como coach, porque ele me ajuda bastante, sabe?


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(Imagem: Divulgação/CBLOL)

No mundo de empresas, sempre se diz que a melhor forma de você ter uma empresa de sucesso é quebrar primeiro. Você viveu aquele split com a FURIA em que você teve que ir pro CBLOL e assumir uma bomba. Acha que isso te ajudou a criar essa maturidade sua?

Acho que me ajudou em tudo. Penso que sou uma pessoa muito diferente e, na minha opinião, você pode lidar de muitas formas com a frustração, porque teve outras pessoas que ficaram nessa mesma situação.

Mas esse split na FURIA me deu… Mano, eu duvidei se eu queria ser jogador depois daquele split, porque foi muito difícil pra mim, sabe? Era muito frustrante, eu saía chorando todos os fins de semana, porque tava dando meu máximo. Talvez tenha sido a época que eu mais joguei LoL, junto de hoje em dia, só que, claro, em contextos muito diferentes.


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Foto: Reprodução/Riot.

Então, eu vivi o LoL. Eu só falava de LoL e eu tava longe da minha família, com 16 anos, primeira vez atuando no CBLOL. Foi algo muito pesado pra mim, de verdade.

Com certeza cria casca. Então, eu não sei se eu sou o cara mais maduro, mas eu aprendi que as coisas têm horas: as pessoas têm horas e têm momentos. Se eu perder o próximo jogo, não tem problema, uma hora eu sei que eu vou ganhar. Então, eu acho que me ensinou muito sobre respeitar o momento.

O que te fez não desistir do LoL naquela época?

Acho que meu segundo split com a FURIA daquele ano, que foi muito bom no Academy. Eu lembro que conversei com o Jaime, o dono da FURIA, que era o cara mais próximo, assim, de pessoas mais, vamos dizer, poderosas. Eu conversei com ele e com o Maestro. Eu falei: “Galera, eu só quero um split inteiro, sabe? Eu só quero jogar”.

Eu tive a experiência de jogar o CBLOL e depois voltar pro Academy. Joguei o playoff do Academy e a gente perdeu. E eu falei: “Ah, galera, eu só quero um split inteiro com um time só”. E foi com pessoas que eu gostava muito.

Então eu tive essa sorte. Acho que as pessoas me ajudaram muito, tanto essas pessoas quanto a minha família. Eu conheci minha namorada também, então os relacionamentos me ajudaram muito nessa parte em que eu tava tendo problemas.

Eu comecei a gostar muito de jogar e me dedicar pra isso. Quando você tá com pessoas ao redor que apoiam e vivem o mesmo sonho que você, isso realmente te ajuda, sabe?


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(Imagem: Divulgação/CBLOL)

Você falou uma frase numa coletiva que eu gostei muito, que é sobre entender que essas oportunidades do mundo dos esports passam muito rápido e você tem que aproveitar. De onde você se inspira pra falar esse tipo de coisa?

Acho que isso vem muito do SeeEl. Eu trabalhei um ano com ele, com ele e com os coachs do Academy e ele sempre falava muito isso. Quando me perguntam do SeeEl, eu sempre falo que ele é um cara muito intenso.

Então eu aprendi um pouco a ser intenso com ele nesse meio. Sempre que acaba o jogo, eu quero vir aqui, quero falar, quero mostrar meu ponto, quero mostrar o que eu penso no nosso time. Porque eu vejo que tem muita galera que gosta da gente, que vem aqui ver a gente jogar. E isso me deixa muito feliz.


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Foto: Reprodução/Riot Games.

Me sinto muito privilegiado, sabe? De estar vivendo esse momento, de estar aqui, até estar aqui dando essa entrevista. Então, aprendi muito disso com ele, de viver realmente o momento, de ser intenso. E com as outras pessoas que passaram na minha vida.

Com a FURIA eu tive muitos caras muito importantes, na Keyd e agora na LOUD. Então acho que aprendi com as pessoas certas. Eu tive muita sorte nisso, sabe?

Você contou um arco que diz muito sobre superação. Você tem um cara que tem que viver isso diariamente, que é o Mago. Como você auxilia ele, tendo essa experiência?

Cara, o Mago tem menos jogos que eu, né? E eu sempre falo que estive na situação dele, passei por isso, eu sei o que é. Claro que agora, como ele tá na LOUD e não é o primeiro split dele, as críticas nele são muito maiores.

Então eu penso que ele tem que realmente manter a cabeça dele blindada – teve que manter e agora ainda continua tendo que manter – porque as pessoas falam bastante e você não pode ligar. Apesar de ser muito legal essa interação, fã e jogar, você tem que manter a sua cabeça firme e precisa saber o que você é.

Então eu converso muito com ele. Falo que eu assistia ele quando era criança. Eu tenho tweets antigos falando sobre ele. Na pandemia eu ficava assistindo, o Mago fazia live da meia-noite a meio-dia, eu ficava assistindo a live dele. Então é um cara que eu falo: a gente pode dar certo com outro midlaner, mas eu quero que seja você, porque você é um cara muito bom. Eu sei que você tem muito pela frente ainda.

Foto: Reprodução/Riot.

Quando eu fui olhar o GolGG dele, eu falei: ‘Que isso, o cara tem menos jogos que eu’. E já tá no CBLOL, como a gente tá fazendo isso com ele, sabe? Tem que dar chance. Se ele errar mil vezes, a gente tem que falar mil e uma vezes.

Então eu sou muito defensor disso. E ele tá mudando muito bem, tanto hoje como ontem ele jogou muito. Tem muito crédito dele também na nossa conquista, apesar de eu ter ganhado os destaques, acho que ele está mandando muito bem. Na side a gente está conseguindo conversar e estamos indo bem até.

Ninguém esperava que fosse 2-0 contra a Keyd. Ninguém esperava que você fosse aplicar uma vitória de série contra a LOS. Como você reflete sobre essas coisas?

Sendo sincero, eu não esperava muito também a vitória contra a LOS. Mas a nossa semana de treino foi muito boa e quando a gente tem uma semana de treino boa, a gente sabe o que a gente quer fazer, temos nossas ideias na cabeça e podemos ser o melhor time do CBLOL.

Quando a gente não sabe, talvez a gente pode ser o pior time. Isso é louco, mas acho que a gente mandou muito bem e eu estou muito feliz. Foi uma surpresa, claro, mas a gente tem que continuar mantendo o trabalho bom e focado. A gente não tem nada garantido ainda, mas estou muito feliz com a performance de todo mundo, estou muito orgulhoso.

Foto: Reprodução/Riot.

Vamos fechar com você mandando um recado final para a torcida que está te amando tanto.

Eu já falei muitas vezes, mas eu sou muito grato por todo mundo que tá mandando mensagem, tirando tempo pra falar coisas positivas. Eu sei que às vezes é um pouco complicada a relação de fã e pro player, mas até agora tem sido muito positivo em todos os lugares que eu já passei.

Então, muito obrigado. É um privilégio estar aqui, é um privilégio jogar para tantas pessoas. E eu espero que eu continue mandando bem. Ainda quero fazer muita coisa. Eu acho que eu tenho muita coisa pra fazer ainda. Muito obrigado pela torcida e esperem mais de nós. Acho que a gente tem bastante coisa para entregar ainda.

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Foto: Reprodução/Riot.

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Sérgio 'Correslol' Fiorini

Sérgio 'Correslol' Fiorini

Jornalista nos Esports desde 2022. Tropa da Edificação. Jornalismo que incomoda.

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