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CBLOL 2026: “Bane Ashe e Seraphine ou vão perder”, diz Tatu sobre combo da bot lane da FURIA

CBLOL 2026: “Bane Ashe e Seraphine ou vão perder”, diz Tatu sobre combo da bot lane da FURIA

Com mais uma grande atuação utilizando Ashe e Seraphine na bot lane, a FURIA venceu no CBLOL 2026. A vítima até muda — desta vez, foi a Vivo Keyd Stars. No entanto, o combo furioso segue empilhando vitórias na principal competição do League of Legends brasileiro contra diversos adversários.

Em entrevista exclusiva ao Mais Esports, o jungler Tatu valorizou o desempenho da equipe com os picks e mandou um recado aos adversários: é melhor não deixar a dupla aberta quando enfrentarem a FURIA:

A gente já pensou bastante nisso. Fomos precursores de Ashe e Seraphine no mundo. Quando ninguém estava jogando, a gente já pegava aqui e ganhava todas as vezes.

Cara, existe um cenário em que a gente tem a melhor Ashe e Seraphine do mundo. A gente executa isso todos os dias. Quando jogamos de Ashe e Seraphine contra os caras lá fora, a gente bagaçou.

Confira, abaixo, mais trechos do bate-papo com Tatu.

Vocês atropelaram a Keyd hoje. Era algo esperado?

Eu não vim para cá esperando que seria assim; achei que os jogos seriam mais disputados. Mas, durante a partida, já depois dos primeiros 10 minutos do jogo 1, percebi que todo mundo estava falando o que precisava ser dito, se comunicando bem.

Quando estamos assim, em um bom ritmo, com tranquilidade, todo mundo centrado e alerta, sem ninguém desligado ou com a sensação de que seria fácil, eu já senti que teríamos mais tranquilidade nos jogos.

Claro, mantendo o que vínhamos fazendo. Se parássemos de fazer as mesmas coisas ou mudássemos de direção, precisaríamos ajustar novamente para voltar a esse caminho.

Contra a LOS, você não teve esse sentimento de que era o dia de vocês logo no começo?

O dia da LOS, para mim, passa muito por termos tido uma semana podre de treino. Na verdade, duas semanas podres, porque voltamos uma semana antes também. A gente claramente estava meio desligado.

Eu até falei com a psicóloga depois: “mano, tô achando que a gente vai perder de 0-2”. Para o time, eu disse: “galera, a gente tá meio desligado; vamos assumir o 0-1 e depois buscar a virada”.

Mas, se conseguirmos entrar mais alertas, mais ativos e mais atentos desde antes, seria melhor, seria mais maneiro.


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Foto: Reprodução/Riot.

Encontrar constância tem sido o maior desafio de vocês?

Para mim, que falta constância é evidente. Dá para ver isso pelos resultados e pelas tendências. Mas o desafio não é entender se falta constância ou não, para mim, essa resposta já está resolvida, e sim entender o porquê disso acontecer.

Existem algumas hipóteses, algumas teorias em que estamos trabalhando, e eu vou dar o meu máximo para que isso não aconteça novamente. Espero ter sucesso desta vez. Já tentei outras vezes impedir que isso acontecesse, mas acredito que agora vou conseguir.

Vocês foram um dos poucos times que tirou um jogo da G2 nas scrims do First Stand. Eles terem ido bem no torneio dá mais esperança pra vocês?

A gente imaginou que ia ganhar deles. Os dois jogos começaram com a gente tendo, sei lá, 4k de vantagem, e aí a gente entregou do nada, isso deixou a gente muito puto. Pelo menos eu fiquei muito puto, na real.

Depois disso, a gente tomou um cacet*. O mid game deles era muito melhor que o nosso, eles eram muito superiores. Com o passar dos jogos, isso foi ficando cada vez mais evidente, escancarando o quanto eles estavam à frente, e a série começou a ficar mais complicada.

Ainda conseguimos tirar um jogo no final, acho que foi o quarto, não lembro exatamente, mas eles executaram muito bem como time.

Os scrims do First Stand foram… alguns mais complexos. Tivemos bons resultados contra equipes muito fortes, mas também enfrentamos desafios que estamos trabalhando para corrigir.


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Foto: Reprodução/Riot.

Como vocês trataram os resultados dessas scrims de First Stand internamente?

Cara, sendo sincero, nesses scrims do First Stand eu acho que me importei mais com os resultados. A gente estava tendo alguns problemas muito cedo no jogo, o que dificultava jogar Jungle da forma como ela deve ser jogada normalmente.

E, tipo, todo mundo do time falava que estava aprendendo, mas eu não estava aprendendo muito, porque o jogo não estava acontecendo como deveria. Estava tudo muito anormal. Então, na Jungle, eu acabava treinando coisas muito atípicas, nem interagia direito com o jogo dos caras, nem chegava a pensar em tempo de jogo, ou em decisões deles que eu poderia punir.

Fiquei um pouco mais frustrado com alguns resultados negativos que tivemos. Mas, quando a gente começou a jogar bem e a desempenhar melhor, saindo na frente, indo bem, eu fiquei bem hypado. Sabia que conseguia jogar no mesmo nível dos caras. Nas scrims que a gente ganhou, fiquei bem feliz.

A gente não se importa tanto assim quando ganha treino, não é tipo “ganhamos, somos incríveis”. Mas, quando perde, pesa mais. É tipo: “perdemos, estamos errados, precisamos fazer alguma coisa”.

Porque a gente é um bom time de treino. Um excelente time, na verdade. Então, quando perde, é porque realmente fez muita coisa errada.


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Foto: Reprodução/Riot.

É aquilo do split passado, de se incomodar mais com as derrotas, né?

Sim. Se a gente está ganhando, é porque provavelmente está fazendo mais coisas positivas do que negativas. Se a gente está perdendo, é porque provavelmente está fazendo coisas piores.

Então, para mim, ignorar o que o resultado significa não é o caminho correto. Também não é o fim do mundo, nem significa tudo.

Sobre o draft do primeiro jogo, achou estranho o fato de vocês terem tantos powerpicks, como Pantheon, Ryze, Ashe e Seraphine? Imaginou que poderia ser uma preparação da VKS?

Com certeza eles tiveram uma preparação, um plano em relação a isso. Mas acho que não tem muito o que fazer contra a FURIA: tem que banir Ashe e Seraphine, senão vão perder.

Então fico feliz que, enquanto esse pick está forte, a gente vai puxar bastante ban. E, se não banirem, a gente vai pegar. Na maioria das vezes, vão ter que gastar ban com Ashe e Seraphine, ou tirar um dos dois, roubar um deles.


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Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr.

Pra fechar, você falou que foram os precursores da Ashe e Seraphine. Acha que a gente cria pouca coisa em termos de estratégia no Brasil?

Cara, acho que depende bastante dos times. Por exemplo, tem alguns times do CBLOL que você sabe o que vão fazer na semana seguinte só de assistir, dá para ver o que estão pegando e já entender qual vai ser a prioridade deles.

Tem outros que seguem uma linha um pouco diferente, preferindo jogar mais respondendo aos picks do meta do que propondo picks do meta. Alguns fogem um pouco da curva da LCK, por exemplo. Então varia bastante. A FURIA, por exemplo, é um time que gosta de experimentar.

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Foto: Reprodução/Riot.
Ian Teixeira

Ian Teixeira

Mais Esports desde 2025. Esta é a minha personalidade séria; a outra eu guardo para as lives.

Publicado emAtualizado

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