Duduhh vive uma situação singular no cenário profissional de League of Legends no Brasil. Apesar de representar a LOS no CBLOL 2026 1º Split e manter a rotina de treinamentos, o ADC de 17 anos está proibido de jogar fora do servidor oficial de torneios da Riot, e, portanto, sem acesso às filas ranqueadas do jogo.
A restrição ocorre por conta da Lei 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que estabeleceu novas regras para serviços online acessados por crianças e adolescentes. Em entrevista exclusiva ao Mais Esports, o jogador afirmou que recebeu a notícia com surpresa e até choque em um primeiro momento, mas que vem se adaptando:
Foi um pouco complicado, porque, querendo ou não, 80% do meu dia era jogar Solo Queue, tá ligado? Sempre que acabava scrim, ou antes de começar, eu estava jogando Solo Queue, sempre jogando LoL. Isso me afetou bastante; foi estranho me acostumar com essa nova rotina.
Mas, depois da primeira semana, começou a ficar um pouco mais tranquilo, e eu passei a lidar melhor com isso.
Confira, abaixo, a entrevista na íntegra com Duduhh, atirador da LOS.
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Vê evolução no macro de vocês em comparação ao primeiro split?
Em dois jogos, acabei morrendo em momentos em que não deveria, sabe? Acho que isso é algo com que preciso tomar mais cuidado. Mas, no geral, foram jogos que nos deixaram felizes; acredito que evoluímos bastante nesse quesito de mid game, de consciência também.
Isso seria mais pra não cair na ideia de que, porque ta ganhando, tá tudo perfeito, né?
Acho que é mais uma questão de manter o pé no chão, para a gente se manter consciente de que ainda não está no nível que precisa estar. Isso é importante para ninguém perder o foco ou se distrair, achando que já é bom o suficiente — é uma mentalidade importante de se ter.
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Você, hoje, é o único jogador brasileiro afetado pela Lei Felca, que proíbe menores de 18 anos a jogar LoL. Como foi seu primeiro contato com a notícia?
No primeiro momento, sendo sincero, a gente estava de férias depois do primeiro split. Eu estava viajando para ver meus avós, que eu não via há muito tempo, e lá nem tinha computador, então eu realmente não estava jogando.
Aí, pouco antes de eu voltar, recebi a notícia: a Riot falou com a LOS, e a LOS falou comigo que eu não poderia jogar Solo Queue. No começo, eu não entendi muito bem, fiquei meio em choque, porque foi algo que chegou do nada. Eu nem sabia se poderia jogar o CBLOL, por exemplo, porque ainda não tinham me explicado direito.
Depois, quando me explicaram melhor que eu não poderia jogar Solo Queue, mas que o CBLOL seguiria normalmente, eu fiquei mais tranquilo. Ainda é ruim ficar um mês inteiro sem poder jogar, mas é um sacrifício que precisa ser feito, não tem muita escolha.
Você e a LOS têm feito alguma adaptação? Você tem jogado mais scrims, ou assistido mais VODs?
Então, o que a gente está fazendo é continuar os treinos normalmente, porque o restante não foi afetado, e acho que parar não seria produtivo também. No meu caso, tenho assistido bastante review; às vezes jogo alguma outra coisa só para manter o dedo aquecido, sabe? Um FPS ou algo do tipo, mais para passar o tempo.
No geral, fico mais assistindo mesmo: vejo VODs, acompanho eles jogando Solo Queue de vez em quando, analiso algumas coisas, e os coaches também têm me ajudado bastante. No fim, é isso, preciso ocupar meu tempo de alguma forma.
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Você é um ativo de longa data da LOS. Se não me engano, entrou com uns 15 anos, não?
Eu entrei na LOS quando tinha 15 para 16 anos, no começo de 2025. Entrei como Trainee, jogamos um split da Liga GG e, no split seguinte, subi para o Academy pela primeira vez. Desde então, sigo com eles, tive esse split emprestado para a KaBuM!, mas continuo vinculado à organização.
Na line da Trainee, éramos eu, Nero, jmz, Kita e a Nicole, que hoje está na KaBuM! Trainee, além do jmz, que atualmente joga na RED Academy.
Imagino que eles tenham ficado preocupados com um possível atraso no seu desenvolvimento, com toda essa situação.
Sim, foi algo que também afetou um pouco eles, porque nem eles sabiam muito bem o que iam fazer, pegou todo mundo de surpresa. Mas eles me ajudaram bastante a lidar com isso, falaram comigo, conversaram, explicaram melhor a situação e me apoiaram durante o processo.
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Como tem sido a sua experiência no CBLOL até aqui?
Pra ser sincero, tive um pouco de dificuldade no começo do primeiro split. Eu ainda estava me acostumando, não tanto com a rotina, mas com o nível. Senti que estava um pouco abaixo. Mas meus teammates me ajudaram muito nesse processo, todo mundo teve bastante paciência, assim como os coaches, que me explicaram bem o que eu precisava fazer.
Depois disso, foi mais sobre manter a confiança. Saber que eu tenho nível e que todo mundo ali confia em mim, a torcida, os coaches, meus companheiros de equipe, foi algo que me ajudou bastante.
Eles sempre demonstraram essa confiança. Então acho que é isso, manter a cabeça no lugar, saber que posso estar ali e que consigo entregar um bom jogo. Isso com certeza me ajuda bastante.
Você considera que sua dupla com o Ackerman forma a melhor bot lane do campeonato?
Cara, eu acho que sim, eu acho que hoje a gente pode se considerar a melhor botlane do campeonato, eu acho que sim, Ceo e Kaiwing também são bem fortes, mas eu acho que como dupla, assim, eu acho que eu e o Ackerman estamos um pouco melhor que eles.
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Recado final para os fãs?
Bom, acho que é mais um recado de agradecimento para todo mundo que está torcendo por mim, que confia no meu trabalho e sempre me apoia. No fim, não tem muito segredo, é só agradecer mesmo. Muito obrigado pela confiança de todos.
Agora é aguardar as próximas notícias. Espero poder voltar a jogar Solo Queue em breve. Faço aniversário no dia 18, que coincide com o jogo contra a paiN, então é isso — vamos ver como as coisas se desenrolam.
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