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CBLOL 2026: “Fui pego de surpresa”, diz Samkz após assumir titularidade na paiN

CBLOL 2026: “Fui pego de surpresa”, diz Samkz após assumir titularidade na paiN

Após seis anos, a paiN Gaming não terá Cariok como jungler da equipe. O jogador seguirá na organização, mas cederá a titularidade para Samkz na estreia do CBLOL 2026 1º Split.

A mudança pegou não apenas a comunidade de surpresa, mas também o próprio jungler de 23 anos, que terá sua primeira experiência iniciando um split no Tier 1. Em entrevista exclusiva ao Mais Esports, o novo jungler da paiN falou sobre seu início no time, suas expectativas e por que não teve oportunidades no Tier 2 após vencer o Academy em 2023, com a KaBuM!.

E aí Samkz, animado para estrear?

Pô, estou bem animado. Fui meio pego de surpresa, mas está indo bem, estou aprendendo bastante coisa durante a semana. Está bem diferente do que eu esperava.

Também foi uma surpresa pra gente. Quando chegou essa notícia, como você recebeu?

Na hora eu pensei: puts, era algo que eu estava esperando, mas não tão rápido assim, tá ligado? No meu pensamento, eu jogaria uma Academy, tentaria me destacar, assistir ao CBLOL para ver o que poderia absorver de insight para melhorar e tudo mais, e talvez, no próximo split, conseguir subir se estivesse melhor.

Daí, quando veio, pensei que preciso melhorar rápido agora, porque o Tier 1 é outra coisa.

Acha que foi algo nos treinos? De repente você entrou e o time melhorou?

Eu joguei alguns treinos, sim. Não sei se foi melhor, porque eu não estava antes e não sabia como estavam sendo os treinos deles, mas acredito que talvez tenha sido algo novo para eles, já que eu e o Cacá temos estilos de jogo diferentes.


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Foto: Reprodução/Riot.

O Cariok é o último remanescente de uma base antiga da paiN. Imagino que com sua entrada, a equipe mude muito também. Acha que é isso que o time está buscando?

Para mim, eu falo para eles que meu forte é mais mecânica. Eu jogo muito soloqueue, já peguei top-1 em outros servidores. Meu forte é mecânica, teamfight e skirmish, que é o meu diferencial em relação ao Cacá. Como ele está há mais tempo, é bem mais experiente do que eu, sabe muito mais coisas, e eu estou tentando aprender com ele também.

E o Cariok tem te ajudado?

Ele não está como um inimigo, não. Está me ajudando. Eu cheguei no lugar dele, então poderia pensar ‘não vou ajudar esse cara, porque posso voltar’. Mas não é assim. Ele me ajuda em tudo o que eu peço. Quando falo: ‘Cacá, consegue me ajudar aqui?’, ele vem e ajuda, tranquilo.

Talvez outro jogador não faria o mesmo, mas não consigo enxergar o Cariok não te ajudando. Então, tem rolado essa troca mesmo?

Bastante. Eu termino um jogo e já vou perguntar: ‘Cacá, o que você achou aqui? Consegue me ajudar nisso? Onde eu errei?’. E aproveito para absorver o máximo possível para ser o melhor.


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Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr.

Como tem sido essa primeira experiência no Tier 1, já com três coreanos? A comunicação dentro e fora de jogo está fluindo?

Então, a comunicação dentro de jogo é bem mais fácil do que no dia a dia, mas fora dele também está tranquilo, porque já estou me entrosando com eles. A gente brinca, eu e o Kuri já estamos bem amigos, com o mid também estou trocando bastante ideia, e com o ADC também.

Uma coisa que achei incrível é que, por eu ser o mais novo, é natural que eu cometa mais erros, principalmente nos treinos. E, quando isso acontece, eu sei que errei, mas eles vêm e me ajudam. Me senti acolhido, eles me dão muito feedback. Dentro de jogo é mais fácil, mas fora dele também está tranquilo.

Comunicação é bem importante, afinal, você é jungler. Tem conseguido dar as calls dentro de jogo?

Agora, comecei mais acuado, porque, por exemplo, eu entrei e pensei: ‘pô, tem o Robô no top, o cara é muito bom, já ganhou vários títulos. Tem mais três coreanos, f*deu’. Fiquei com receio de falar e acabar prejudicando o jogo, mas não posso pensar assim, afinal é treino.

Tenho que ser confiante e falar: ‘vamos fazer isso aqui, vamos fazer aquilo ali’. E, se errar, a gente conserta depois. Agora estou fazendo mais isso, porque é a minha função. Não posso deixar eles tomarem o jogo por mim.


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Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr.

Você mencionou o Robo. Como tem sido a experiência de jogar com ele?

Pô, o pior é que eu já estive com ele quando eu estava na LOUD Academy. Lá ele estava no CBLOL e era mais bravo; aqui, está mais tranquilo.

Acho que ele entende também pelo fato de eu ser novato. Ontem eu estava trocando ideia com ele sobre coisas que eu preciso melhorar e já consegui aplicar. Ele falou: ‘calma, vai com calma, porque isso você vai pegando com o tempo. Dia após dia, você vai melhorando um pouquinho e, logo, já chega no nível’.

Quando os coreanos estão falando entre eles, eu fico conversando com o Robo aqui de vez em quando.

A paiN anunciou a chegada do Von. O que teve de primeira impressão dele?

Pior que eu tomei um susto. Falei: ‘caraca, você está aqui?’. Eu não sabia, mas ele chegou e tudo mais. Aí troquei ideia com ele, passei os pontos que precisava de ajuda nesses pontos, consegue olhar comigo?’.

Nos reviews também, quando o Xero está fazendo com os outros, eu chamo ele e pergunto o que acha. Estou tentando usar ao máximo as ferramentas que tenho para melhorar rápido.


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Reprodução: Riot Games/Bruno Alvares

Você chegou a vencer o Academy em 2023. Mas, depois, não teve tantas oportunidades. O que acha que rolou?

Pior que eu nem tive oportunidade. O que rolou, na época, foi o seguinte: surgiu uma comunicação de que eu era uma pessoa ruim de time, que não conseguia lidar com as pessoas, o que, na minha opinião, foi errado.

Com isso, ninguém veio falar comigo para perguntar se eu era assim mesmo. Os times simplesmente aceitaram isso e me ignoraram.

Na minha cabeça, eu pensava em sair da KaBuM! e esperar algum time me chamar, nem que fosse para um tryout. Nem precisava ser para entrar direto, só uma oportunidade de teste. Mas nem isso aconteceu, e acabei ficando nisso.

Era estranho ver você no topo da SoloQ e ninguém te chamar. Foi mais uma fofoca errada mesmo que te prejudicou?

Na época, eu era meio chato em relação aos treinos. Para mim, se a gente está levando o treino a sério, o que fazemos ali é o que vamos fazer no stage.

Só que tinha dias em que o pessoal estava mais na resenha, sem querer treinar de verdade, tipo ‘vamos jogar qualquer coisa’. Isso me incomodava.

Eu chamava a atenção, não de forma agressiva, mas falando: ‘e aí, mano, isso não está certo’. Como eu era o único fazendo isso, às vezes a sensação era de que, como os outros quatro estavam de boa, acabavam tirando quem estava se incomodando.


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Samkz nos tempos de KaBuM! Foto: Reprodução/Riot.

Acha que a presença nas lives acabou ajudando você a reconstruir sua imagem?

Então, isso me ajudou muito, porque, depois que eu saí do time, ninguém me conhecia ainda. Fui começar a ficar conhecido quando estava na KaBuM no final, peguei top 1, 2 e 3 e comecei a fazer lives mais direto.

Aí o pessoal começou a me conhecer, mas o que me fez continuar jogando mesmo foram as lives. A galera falava: ‘não desiste, continua, você consegue’. Com isso, fiquei cerca de dois anos nessa persistência, tentando encontrar um time.

Como foi a experiência no Tier 2 europeu?

Então, o time em que eu estava era um Tier 2 da República Tcheca. Quando cheguei lá, eles falaram que eu podia jogar com o que quisesse, porque eu tinha uma mecânica muito boa. Então, basicamente, eu ganhava no dedo. Eu dava call pra algumas coisas, mas eles falavam que se eu tivesse forte, a gente ganhava.

Mas você foi pra lá e morou com os caras do time?

Eu estava em Portugal para fazer um bootcamp e, do nada, os caras chegaram para jogar a liga deles por uns dois meses. Aí juntei o útil ao agradável: ‘vou jogar um pouco aqui também’, já que era em inglês e daria para treinar.

Acabei jogando de Portugal mesmo, sendo que eu só ia fazer o bootcamp. Do nada surgiu a oportunidade e eu pensei que era uma boa. Ficamos em terceiro, mas na fase de pontos, terminamos em primeiro isolado e perdemos só um jogo, acho.

Eles já queriam me chamar antes da paiN esse ano.

Samkz (segundo da direita para a esquerda) Foto: Divulgação.

A paiN é um dos times com mais pressão do CBLOL. Como você encara isso?

É uma pressão no sentido de que eu preciso entregar bons resultados, jogar bem, porque quero me manter no Tier 1. É aquele frio na barriga, estou me sentindo pressionado porque me importo.

Não é uma pressão que vai me atrapalhar em jogo. Para mim, o que a gente executa durante a semana de treino é o que vou levar para o stage. Eu filtro o que há de melhor e aplico lá. Não entro com medo de jogar.

Algum recado final para a torcida?

Mano, primeiro quero agradecer ao pessoal das lives, que continua me apoiando e falando para eu não desistir até hoje. É por isso, e por eles, que eu também estou aqui.

A torcida da paiN pode esperar o meu máximo. Vou me esforçar muito, estou fazendo bastante VOD review, o coach está comigo todos os dias. Ele me chama: ‘vem cá, vamos ver isso aqui’. Estou praticamente como um filho dele, onde ele vai, eu vou junto, para absorver o máximo de informação sobre o que devo e o que não devo fazer.

Então, podem esperar o meu melhor. Tenho certeza de que vamos evoluir semana após semana para buscar esse título.

Sem medo. O coach está me dando autonomia para fazer o que eu quiser. Posso ser agressivo da forma que achar melhor; se eu tiver vantagem, ele disse que posso ir, e depois a gente ajusta.

Quando começa o CBLOL 2026 1º split?

O CBLOL 2026 1º split começa no dia 28 de março, com a série entre LOUD e RED Canids Kalunga abrindo oficialmente a competição brasileira de League of Legends. A paiN Gaming atuará somente no dia seguinte, estreando contra a Vivo Keyd Stars, na primeira série do dia.

Foto: Reprodução/Riot.
Ian Teixeira

Ian Teixeira

Mais Esports desde 2025. Esta é a minha personalidade séria; a outra eu guardo para as lives.

Publicado emAtualizado

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