Com dezoito anos e na primeira oportunidade no Tier 1, Booki vem mostrando toda a sua personalidade dentro de Rift na Copa CBLOL 2026. A LEVIATAN surpreendeu ao eliminar a paiN Gaming do torneio, e apesar da derrota para a FURIA nos playoffs, o Expresso Latino segue vivo no torneio.
Em entrevista exclusiva do Mais Esports com o jungler Levianeta, Booki afirmou que representar um time 100% latino após a extinção de sua região já é significativo, mas que todos querem ir ainda mais longe na competição:
Sinto que, apesar das circunstâncias em que a gente está, acho que todos queremos continuar jogando e ganhar. E, mais do que tudo, também por representar quem a gente é, um time latino, com cinco jogadores latinos, representando o que é a nossa região, que hoje está extinta, porque já não temos liga, só o Tier 2.
Mas, sim, acho que é isso que todo mundo quer: continuar jogando pelo menos até onde der, e a gente vai continuar dando 100%.
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Confira, abaixo, o bate-papo completo com Booki, jungler da LEVIATAN.
Enga elogiou bastante a FURIA na coletiva pós-jogo e citou o estilo mais metódico da equipe, que eles jogam de maneira mais inteligente. Esse foi um dos motivos para seus invades não terem dado certo?
Realmente, senti que a FURIA iria esperar, pelo menos, nós nos atrapalharmos. Repetindo o que disse meu companheiro Enga, sinto que eles são um time que, por exemplo, não te dá windows pra tomar, sabe? Aquelas janelas onde você pode tirar vantagem desde o início do jogo.
É um jogo muito mediático, onde eles pareiam waves, veem os spots, os timers, e onde eles acham que vão ganhar 100%, eles tomam esses timers.
É um jogo muito metódico, coisa que nós, tipo, não gostamos tanto, mas a gente gosta mais de lutar, porque lutando é a nossa maior característica como time, que a gente é muito bom nas lutas, nas lutas de time.
Vocês jogaram vários dias seguidos na última semana. Como foi se preparar para a partida contra a FURIA?
Sim, porque, tipo, a gente também teve muito pouco tempo pra se preparar pra esses jogos, sabe? Acho que foram só, tipo, dois dias de scrims, não mais que isso, e sinto que isso deixou a gente um pouco em desvantagem, em comparação.
Mas, sim, sem dúvida, acho que o que mais afetou a gente foi não ter conhecimento suficiente do macro-game, no mid-game e no late-game.
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Como tem sido trabalhar a evolução do mid game de vocês, de maneira específica?
Na verdade, eu me sinto bem tranquilo, porque desde o early, por exemplo, eu sinto que a gente joga muito bem. Só que, no momento em que não sai alguma play do jeito que a gente quer, já dentro do mid-game, eu sinto que a gente se perde como equipe, que não sabe como solucionar os problemas que aparecem nesse momento.
E isso faz com que o jogo fique mais lento, que a gente não consiga jogar da maneira mais confortável, mais rápida possível. E isso afeta não só o sentimento do jogador, mas também o fato de que a gente tem essa vantagem, só que não está ganhando o jogo, entende? Isso atrasa tudo muito.”
Alguns times vêm derrapando para fechar os jogos, não só vocês. Acha que esse é um problema do meta no geral?
De fato, pelo contrário, eu acho que é um meta que te ajuda a vender os jogos mais rápido, porque agora o Barão sai antes. Já não tem o Atakhan, que antes, por exemplo, te preocupava: você começava o Nashor era como começar o Atakhan, e o Atakhan era muito forte.
Agora esse problema já não existe, então o jogo talvez se preste a ser selado mais rápido. Só que, como a gente talvez não tenha ainda conhecimento suficiente do jogo pra fazer os movimentos corretos, eu acho que isso acaba pesando.
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É a primeira vez que nos falamos. Queria saber: qual a origem do seu nick?
Ah, Booki… realmente é um jogo de palavras com a palavra book, porque desde pequeno eu via que todos os pro players sempre tinham algum jogo de palavras em inglês. Tipo, fake vira Faker, Close vira Closer, assim… eu via vários.
Aí eu pensei: que nome eu gostaria? Comecei a procurar palavras em inglês, fiz várias combinações, e a que eu mais gostei foi Booki. E aí ficou.
Indo além, você é peruano, país conhecido sobre sua presença em outro MOBA, o Dota 2, que é bem popular no Peru. Porque você optou pelo League?
Eu comecei a jogar League por causa do meu irmão, que realmente acabou decidindo a minha carreira, porque a gente estava num momento em que queria jogar alguma coisa junto, e estava entre dois jogos: Dota ou LoL.
E meu irmão, por recomendação de um amigo, falou: ‘vamos jogar LoL’, e pronto. Aí eu e meu irmão jogamos LoL por muito tempo. Eu chegava do colégio, ele da universidade, e a gente jogava.
E assim, sempre jogamos LoL. De fato, até hoje eu nunca joguei Dota.
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Há quanto tempo foi isso? E como foi a evolução do seu elo?
Acho que desde os 10, 11 anos, não me lembro muito bem. Só me lembro que, quando comecei a jogar, estava rolando o rework do Warwick, com a cinemática e tudo, e eu pensei: ‘uau, esse jogo é incrível’. E foi isso.
E, por exemplo, em questão de elo, eu cheguei a Challenger no LAS com 14 anos, e na NA, por exemplo, cheguei com 15. E aí, tipo, eu sempre fui uma pessoa que se importa muito com solo queue, sou alguém que liga bastante pra isso e sempre acabo pegando ranks altos.
Aos 16 anos, por exemplo, peguei Rank 11 na NA, e aí foi quando as equipes já começaram a olhar pra mim.
Acompanhe a Copa CBLOL 2026
A LEVIATAN joga a vida na competição contra a Vivo Keyd Stars neste sábado (14), às 13h. Para não perder nada, basta acompanhar a cobertura completa da Copa CBLOL 2026 com calendário de jogos, resultados, tabelas, times e outras informações aqui no Mais Esports!
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