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CBLOL 2026: “Não era para existir”, diz Envy sobre jogada decisiva na eliminação da LOUD

CBLOL 2026: “Não era para existir”, diz Envy sobre jogada decisiva na eliminação da LOUD

Conhecido por crescer nos playoffs dos torneios, Envy escreveu mais uma página de sua história em etapas decisivas do competitivo de League of Legends na última segunda-feira (25) — desta vez, porém, de forma melancólica, após a eliminação da LOUD no CBLOL 2026 1º Split com a derrota por 3-2 para a LOS.

Em entrevista ao Mais Esports, o jogador analisou a jogada que, em sua visão, representa a anatomia da queda da LOUD no jogo 5. Confira o bate-papo com o mid laner da Verduxa:

Quais são suas impressões gerais sobre o jogo de hoje?

Eu acho que foi uma série com bastante ação, como você disse, mas faltou propor um pouco mais de jogo nos primeiros mapas. Sinto que, no jogo 1, dava para jogar bem melhor pelas sides. A composição tinha Qiyana, Bardo e Akali. Ficamos meio bitolados em querer dar match mid no Lucian/Milio.

E aí, depois, meio que só tomamos outscale, porque eles juntavam e, se eu entrasse, o TF ultava e eu simplesmente morria, porque tinham uma comp muito boa para focar todo o dano em um target. Acho que não aproveitamos para splitá-los e fightar longe da força deles. No fim, fightamos exatamente onde eles queriam.

No segundo jogo, qual era o bot? Você lembra o bot deles? Eu tava de Orianna, Aatrox contra Ryze, Jarvan.

Eles estavam de Ez e Anivia. Essa última, em específico, foi bem na partida.

Eles tinham Ez e Anivia, a gente tinha Jhin e Neeko, acho. Eu acho que o jogo 2, no early game, era para ser um pouco difícil mesmo, porque eles tinham Ryze e Jarvan. Mas acho que conseguimos ganhar umas fights boas, só que demos um overzinho e acabamos morrendo na jungle, no red deles ali.

Depois, tomamos um pick, o YoungJae morreu de novo, e eles simplesmente jogaram o mapa um pouco mais rápido, porque ganhavam o mid no mid game e rotacionavam mais rápido. Acabávamos sendo pegos desprevenidos.


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Foto: Reprodução/Riot.

Acho que, a partir do jogo 3, começamos a assumir mais as leads da partida e ficamos um pouco mais confortáveis, diria. Estávamos com os drakes ali, ganhando as fights. Nos jogos 4 e 5, senti que estávamos jogando o nosso jogo, trabalhando um pouco mais as sides, jogando com mais liberdade.

E, no jogo 5, depois do meu TP, quando perdi 50 mil waves no mid…

Foi aquele TP na bush da Banana, né? O que aconteceu?

A Annie tinha pressão no level 1, 2 e 3. E aí a gente queria muito lutar esse Scuttle. Eu falei que estava difícil para mim, mas quisemos ir anyway. Então eu tepei para participar, mas a luta se estendeu.

Já tinha uma wave gigantesca crashando na minha torre, e a fight foi se prolongando, se prolongando. A gente deu chase, eles perderam uns 3, 4 flashes, mas, em troca, eu perdi umas duas waves na torre. Depois, minha wave estacou e puxou para ele, então perdi mais duas. Aí fiquei 30 CS atrás, não tinha mais lane mid, era impossível jogar.

Então só tivemos que estancar o sangramento, que era justamente o que não queríamos. A ideia era jogar agressivo pelo bot, mas, depois dessa play, c*gou tudo. A partir daí, fomos meio que nos agarrando ao que dava, tentando voltar para o jogo, mas ficou muito difícil.


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Foto: Reprodução/Riot.

O Hwei era sua principal ideia de resposta no draft do jogo 5?

Não, eu tinha algumas opções. Dependia do nosso jungle. Eu tinha Hwei, Tristana, LeBlanc e Syndra, mas a gente baniu, então era uma opção a menos. Como eles pegaram Annie primeiro, acho que o que sobrou de bom era isso. Hwei, Tristana e LeBlanc.

Vex não é muito boa contra Annie, e acho que Lissandra também não encaixava com a nossa comp. Tinha Azir, mas… Acho que poderia ser Azir também. O early game talvez fosse um pouco mais fraco, mas era um dos bons champions que eu poderia ter pego.

Depois daquela jogada, pareceu que vocês passaram a só responder às plays da LOS. Foi essa a sensação no jogo?

É que depois do que aconteceu, a minha wave ainda ficou numa posição horrorosa e eu precisava de ajuda para desfreezar. Então a gente começou só a tentar me ajudar, porque esse tipo de play que você perde esse tanto de wave é para ser game over, e meio que foi. Não é uma coisa que é para acontecer, não é para existir.


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Foto: Reprodução/Riot.

Como foi viver o outro lado no jogo 5, vendo o adversário crescer no momento decisivo?

Ah, foi bem agoniante, vou ser sincero. Esse jogo 5 foi cruel. Depois daquela fight do Scuttle, senti que o jogo já não estava mais nas minhas mãos. Percebi que não conseguiria impactar como gostaria, então realmente não consegui influenciar tanto a partida depois do que aconteceu, porque me c*guei todo.

Me senti meio que um espectador nesse jogo 5, o que foi bem triste. Acho que depois consegui voltar um pouco mais no mid game, mas eles já estavam muito na frente, o que complicou bastante. Já tinham muita vantagem em item, e aí ficou difícil fightar.

Assumir mais responsabilidade na comunicação afetou o desempenho individual de você e do Xyno, em específico?

Ah, cara, acho que não. Na Copa, a gente jogava de um jeito, e só desse jeito, e executava esse estilo muito bem. Agora, tentamos mesclar aquele estilo que já tínhamos com um novo, e acho que começamos a nos embananar um pouco no mid game, que era justamente o nosso ponto forte.

Começamos a testar coisas novas e, às vezes, dava bom, às vezes dava meio ruim. Com isso, ficamos um pouco mais inconstantes no mid game. Antes, a gente conseguia uma lead e ia, devagarzinho, fechando o jogo. Tentamos ser um pouco mais agressivos do que isso com esse novo estilo.


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Foto: Reprodução/Riot.

Acho também que, com o RedBert, já existia um jeito muito definido de comunicação, de como as conversas aconteciam dentro do time. Com o uZent, fomos ajustando isso aos poucos. Então acho que essa foi a mudança mais impactante. As comunicações, sim, como você falou.

Não acho que isso, por si só, pese diretamente na performance, mas acredito que sejam os dois fatores: comunicação e estilo de jogo. Então acho que, nesse tempo livre que vamos ter até a EWC, vamos precisar trabalhar bastante nesses dois pontos. E, se conseguirmos corrigir isso, acredito que podemos voltar a ser um time tão bom quanto éramos no primeiro split.

O que você achou do desempenho do Feisty na lane e desse 1v1 de hoje?

O Feisty, para mim, é o melhor laner do CBLOL, pelo menos nos treinos, porque é o cara que mais te pune na lane. Ele joga de forma bem cadenciada, mas também agressiva, e, se você erra qualquer coisinha, ele te caceta bastante.

Até estranhei bastante a performance dele contra o cody. Nunca esperava que acontecesse o que aconteceu. Achei que seriam os dois jogando bem, mas ele teve um fim de semana bem ruim contra o Fluxo. E, obviamente, acho que aquele não é o nível real dele.

Então eu já esperava que seria difícil hoje. Como falei, considero ele o melhor laner. No geral, a LOS tem laners muito bons, então já imaginava uma série complicada. E, se você comete aquele TP, aquele erro grotesco de givar wave, depois fica impossível jogar.

Acompanhe o CBLOL 2026 1º split

Para não perder nada, basta acompanhar a cobertura completa do CBLOL 2026 1º split com calendário de jogos, resultados, tabelas, times e outras informações aqui no Mais Esports!

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Foto: Reprodução/Riot.
Ian Teixeira

Ian Teixeira

Mais Esports desde 2025. Esta é a minha personalidade séria; a outra eu guardo para as lives.

Publicado emAtualizado

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