A Valve foi processada pela Procuradora-Geral de Nova Iorque, Letitia James, sob acusação de promover apostas ilegais por meio de loot boxes em jogos como Counter-Strike 2, Dota 2 e Team Fortress 2. A ação foi protocolada em 25 de fevereiro.
Segundo o gabinete da procuradora, a desenvolvedora teria permitido que crianças e adolescentes participassem de mecânicas que funcionam como jogos de azar, ao pagar por caixas com chance de obter itens virtuais raros e de alto valor.
Processo cita loot boxes do CS2 e lucros bilionários
Na denúncia, James afirma que a empresa faturou bilhões de dólares ao incentivar usuários, muitos deles jovens, a buscar recompensas digitais que podem ser revendidas por dinheiro.
A investigação aponta que os itens podem ser negociados tanto dentro do ecossistema da Steam quanto em marketplaces de terceiros.
A Valve lucrou bilhões de dólares permitindo que crianças e adultos jogassem ilegalmente para ter a chance de ganhar valiosos prêmios virtuais. Esses recursos são viciantes, prejudiciais e ilegais, e meu gabinete está processando a Valve para impedir sua conduta ilegal e proteger os nova-iorquinos.
A ação pede que a empresa seja permanentemente impedida de promover esse tipo de recurso, além da devolução dos lucros considerados ilícitos e aplicação de multas previstas na legislação estadual.
Outro ponto central do processo envolve a verificação de idade na Steam. Embora a plataforma proíba contas para menores de 13 anos, o cadastro exige apenas a confirmação em uma caixa de seleção, sem checagem efetiva de idade.
Pressão internacional sobre as loot boxes
O debate sobre loot boxes não é recente. Países como Bélgica, França e Países Baixos já adotaram restrições à mecânica. No Brasil, a Lei 15.211/2025 proibiu a abertura de caixas por menores de idade, ampliando proteções do Estatuto da Criança e do Adolescente no ambiente digital.
Nos últimos anos, a Valve também passou a introduzir alternativas às caixas tradicionais, como sistemas chamados Arsenal e Terminal Gênesis. Ainda assim, estimativas citadas na investigação apontam que a companhia pode ter arrecadado mais de US$ 8,8 bilhões com cosméticos vinculados a esse modelo.






