CS:GO: Inconsistência e troca de jogadores marcaram o ano da MIBR

CS:GO
De:Bruno Martins-
December 28, 2019

Trocas de jogadores, eliminações precoces e inconsistência foram marcas que a MIBR carregou ao longo de 2019. A equipe comandada por Gabriel “FalleN” Toledo não desempenhou um bom CS e frustou sua torcida, que esperava a volta dos títulos que se acostumou a ganhar.

A equipe acumulou eliminações para equipes pouco expressivas do cenário internacional e também ficou de fora de momentos decisivos em diversas competições que não estão entre as mais importantes do competitivo de CS:GO.

O ano da MIBR começou promissor: a volta de uma equipe brasileira foi vista com otimismo pelos torcedores. Apesar disso, o time não encaixou e, com isso acumulou maus resultados e atuações fora do padrão de uma equipe que dominou o cenário internacional da modalidade em anos anteriores.

MIBR se reúne antes da semifinal diante da Astralis (Foto: Bart Oerbekke/IEM)

OS CAMPEONATOS

A primeira apresentação brasileira foi logo na IEM Major Katowice 2019. No campeonato mais importante do CS:GO, a MIBR, com sua formação multicampeã, – após a volta de Epitácio “TACO” de Melo e João “felps” Vasconcelos e a adição de Wilton “zews” Prado como treinador – foi relativamente bem. A equipe foi eliminada já nas semifinais para a futura campeã, Astralis.

Após isso, ao invés da equipe seguir evoluindo, não foi isso que se viu dentro dos servidores. A MIBR acumulou resultados pouco expressivos em sua jornada no primeiro semestre.

O primeiro caso foi justamente diante de sua torcida. A BLAST Pro Series disputada em São Paulo não foi nada boa para FalleN e companhia: a equipe foi eliminada sem nenhuma vitória e deixou sua gente desconfiada.

Durante o ano, a equipe seguiu fazendo atuações abaixo do esperado e sendo eliminadas precocemente em campeonatos por equipes pouco expressivas do cenário internacional. Um exemplo é a V4 Future Sports Festival, na qual a MIBR terminou em 3º-4º sendo eliminada pela, até então desconhecida, forZe.

Os torneios mais importantes também não foram bom para os brasileiros. Nas finais da ECS Season 7 e ESL Pro League Season 9, Fernando “fer” Alvarenga e seus companheiros ficaram em 7º-8º.

No final do ano, em busca de salvar a temporada com a conquista de um título, a equipe não obteve sucesso em sua empreitada.

Nos três últimos campeonatos da temporada, a melhor colocação dos brasileiros foi um 5º-6º na ECS Season 8 Finals. Já na ESL Pro League Season 10, a equipe ficou em um modesto 9º-12º lugar. Para fechar o ano, a MIBR ficou em sexto lugar, a lanterna da competição, na disputa do cs_summit 5.

TROCAS E INCONSISTÊNCIAS

Com a dificuldade de desempenhar um bom CS:GO e com os resultados abaixo do esperado, a equipe faz mudanças. No plural. Tentando dar um ar novo na equipe, a MIBR fez diversas alterações em sua line-up durante o ano de 2019.

A saída mais polêmica, por assim dizer, foi a do duas vezes melhor do mundo Marcelo “coldzera” David. Julho, o jogador pediu para sair da equipe após uma série de maus resultados e foi contratado pela FaZe Clan pouco tempo depois.

Mas coldzera não foi a única transferência na MIBR. A dança das cadeiras na equipe brasileira começou no mês de junho com a troca de João “felps” Vasconcellos por Lucas “LUCAS1” Teles.

Com o pedido de saída de coldzera na sequência e seu inevitável desligamento da equipe, a MIBR optou por Vito “kNg” Giuseppe para o seu lugar.

O elenco não conseguiu encaixar e construir um entrosamento e com isso veio a última troca de line-up de 2019. LUCAS1 deu lugar ao jovem argentino Ignacio “meyern” Meyer, fazendo com que a equipe não seja totalmente brasileira novamente.

Com as trocas frequentes, a equipe não conseguiu construir um jogo eficiente para enfrentar seus adversários. As mudanças deixaram a MIBR, quase que o ano inteiro, buscando entrosamento com seus novos jogadores, o que atrapalhou o desempenho da equipe nos campeonatos que disputou.

Todos os fatores vão de encontro ao jogo inconsistente que a MIBR apresentou em 2019. Ao mesmo tempo que os brasileiros, em certas partidas, jogavam como a torcida está acostumada a ver, em outros confrontos, ou em rounds específicos dentro de um jogo, FalleN e companhia não conseguiam impor seu jogo e acabara sendo engolido pelo adversário.

Com a adição de meyern, a equipe brasileira aposta em um nome novo para 2020 e espera que o argentino tenha um bom desempenho, juntamente com os demais jogadores, para que a MIBR possa voltar à sua fase vencedora.

É preciso, no entanto, tempo para que o entrosamento seja construído e, assim, o teamplay da equipe possa evoluir de maneira natural e constante ao longo do período que vão estar juntos.