Imagina que você é um jogador profissional de League of Legends. Você está sem equipe até receber uma oportunidade em um time em crise, na parte de baixo da tabela.
Você entra em uma equipe em dificuldades e, em uma trajetória quase milagrosa, chega ao Worlds 2025 e vence uma partida contra um dos melhores do mundo na sua posição. Ainda assim, não consegue encontrar um novo time. Essa é a história de Dhokla, top laner da LYON, que venceu a LOUD por 3-2 no First Stand 2026.
Em entrevista exclusiva ao Mais Esports, o indo-americano deu mais detalhes não só sobre sua trajetória, mas também sobre o confronto contra Xyno, revelando que recebeu ideias de Kaze, mid laner da RED Canids, para ganhar pontos com os fãs brasileiros caso conseguisse uma solo kill sobre o top laner da LOUD.
Confira, abaixo, mais trechos do bate-papo com Dhokla.
Você gritou algo pro Xyno no jogo um. Você já entrou na série pensando em tentar entrar na mente dele, por ele ser um jogador mais novo? E o que você achou do embate contra ele?
Sim, então, entrando na partida, sinceramente, quando eu estava fazendo media day alguns dias atrás, eu estava conversando com o Kaze. E então ele me disse para dizer “tá tiltado” depois de solar.
Foi o Kaze?
Sim. Então ele disse: “Os fãs brasileiros vão te amar depois disso!”. Então, depois que eu solei eles, eu disse “tá tiltado!”, mas não sei se saiu bem. Então esse era o raciocínio por trás disso.
E então, sim, só porque senti que eles estavam me campando um pouco. Então eu fiquei tipo: você ainda não está vencendo, mesmo que esteja me campando.
Mas, sim. Acho que, assim como o resto da série, eles jogaram muito bem. E cometemos muitos erros também. Mas, sem surpresas que fomos para o quinto jogo. Eles são uma equipe decente.
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Parece que nossos times estão ficando mais cascudos, como FURIA e LOUD. Acha que o gap está diminuindo contra o NA?
Bem, esta foi a minha primeira vez jogando contra o Brasil, mas só assistindo, eu diria que sim, obviamente.
A diferença está pequena, porque antes simplesmente era tipo como no primeiro jogo, em toda a série. Mas agora era lá e cá, eles estão fazendo boas jogadas também. Então, sim, eu diria que eles subiram de nível com certeza. Tem bons jogadores individualmente aqui.
Você trouxe picks como Vayne e Garen nessa série. Foi algum tipo de preparação?
Esses picks pareceram bons na situação. Quer dizer, é mais ou menos assim que as coisas acontecem com os counter picks: se parece bom, eu estou disposto a jogar, e vou jogar. Então, na verdade, eu não estou totalmente preparado, porque é Fearless e você não sabe exatamente quais campeões vão aparecer. É mais uma questão de ir se adaptando no caminho.
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Como foi a conversa no último jogo da MD5 e o que vocês estavam mirando no draft final?
Bem, estávamos falando sobre como o nosso controle de objetivos estava simplesmente ruim e sobre o que exatamente nós erramos. O Jayce não estava conectado, eu estava passando informações ruins para as lutas no Dragão, e cometer erros assim realmente atrasou a nossa capacidade de ampliar a vantagem.
São erros que acontecem quando estamos em uma posição vencedora e continuamos estragando tudo, então precisamos evitar que isso aconteça.
Agora, você já está em seu segundo torneio internacional seguido. Em algum momento do ano passado, quando você estava sem time, você achou que talvez não teria outra oportunidade de retornar ao Tier 1?
Quer dizer, depois que saímos do Worlds, eu estava falando com o time e fiquei tipo: “Ninguém me quer”. Eu estava maluco. Então voltei para casa e tudo já estava praticamente decidido. Quer dizer, ok, o único time que me queria era a Dignitas, e eu não queria a DIG.
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Você não queria a DIG? Algum motivo específico?
Se não tiver nada de bom para dizer, então melhor não dizer.
Enfim, depois disso, eu pensei: “Uau, acho que é isso”. Tipo, eu realmente vou ter que encerrar por aqui. E então, por sorte, por um milagre, encontrei uma equipe basicamente por causa da situação de vistos. Foi pura sorte que isso tenha acontecido. Agora que estou aqui, obviamente, foi uma jornada muito atípica.
E é difícil passar por isso quando você sente que jogou bem e mesmo assim não consegue encontrar uma equipe.
Você costuma fazer vídeos de manhã e falar um pouco da sua rotina em torneio internacionais. Acha que esse tipo de conteúdo te aproximou dos fãs?
Espero que sim, porque, sinceramente, quando eu fiz isso, meu pensamento era tipo: eu não sei quantas vezes vou participar do Mundial. E, no ano passado, eu nem sabia o que o futuro me reservava. Então, minha mentalidade era simplesmente não ter arrependimentos, me divertir, só curtir.
E eu acho que as pessoas gostam disso. Então, estou fazendo isso agora, mas, no fim, você não sabe por quanto tempo ainda vai ser profissional. Estou só tentando aproveitar ao máximo o meu tempo e dar um bom show para todo mundo, porque, no fim das contas, são os fãs que nos apoiam, e nós também precisamos apoiá-los.
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Sobre o apoio dos fãs, sabemos que a LCS tem passado por um período difícil em termos de audiência. Você acha que um bom desempenho da sua equipe aqui poderia mudar um pouco as coisas?
Quer dizer, essa é uma pergunta complicada, mas com certeza ajudaria. Vencer resolve a maioria dos problemas. Então, acho que, se formos bem logo no começo e se derrotarmos a Gen.G, isso certamente faria maravilhas.
Internacional é sempre muito divertido porque todo mundo está assistindo, e é por isso que eu gosto tanto: todos recebem muita atenção. E é muito bom ter tanta gente assistindo um jogo que você ama jogar. Parece que não tem como ficar melhor do que isso.
E a torcida aqui é um pouco diferente né?
Sim, eles são muito hypados. Quer dizer, tem uma fileira, ou talvez duas, de fãs que são muito barulhentos. Foi incrível. Embora muitos deles sejam fãs da LOUD e fãs brasileiros, foi muito legal ver isso.
Também tivemos algum apoio aqui, então um salve para aquelas pessoas que nos apoiam na vitória ou na derrota e continuam acreditando na gente. Sou grato por isso aos fãs brasileiros. Os fãs são simplesmente incríveis.
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Você tem uma vitória contra o Bin no Worlds do ano passado, em uma MD1, mas agora é o Kiin. Quais são suas expectativas para essa matchup?
Bem, acho que a Gen.G provavelmente é a melhor equipe do mundo, e o Kiin provavelmente é um dos três melhores top laners do mundo. A partida deles hoje também pareceu muito convincente; eles estão destruindo. Então, vai ser um adversário difícil, sem surpresa nenhuma nisso.
Mas é exatamente por isso que você vem para os torneios internacionais: para jogar contra equipes internacionais, ver onde você se encaixa e tentar dar o seu melhor.
Vai ser a primeira vez que eu jogo contra a Gen.G, então estou ansioso por isso. Ganhando ou perdendo, acho importante tentarmos aprender o máximo possível, porque você não tem muitas oportunidades assim, especialmente uma melhor de cinco contra um time da LCK.
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