A LOUD teve um choque de realidade na eliminação para a JD Gaming no First Stand 2026. Dentro do Rift, a equipe pouco pode fazer contra a poderosa equipe chinesa, vice-campeã da LPL 2026 1º Split.
Apesar do revés, o mid laner Envy saiu de cabeça erguida, dada a reviravolta em sua carreira: afinal, parecia improvável que o jogador tivesse a chance de estar em palco internacional no início do ano. Em entrevista exclusiva para o Mais Esports, o jogador falou sobre suas impressões da série e expectativas para o restante do ano.
Ficou meio tonto depois do 3-0 de hoje? Era melhor jogar contra a LYON de novo.
Umas cinco vezes mais fácil! As lanes desses caras são muito melhores. Você comete um errinho e já fica uns 20 CS atrás. Fica muito difícil lutar por objetivos, porque eles naturalmente já saem na frente nas lanes. Então, se você quer contestar objetivo, tem que abrir mão de muita coisa da lane, e aí você fica ainda mais atrás. É complicado.
Pior que alguém deve ter falado o mesmo da Gen.G lá na China.
Sim. Se a JDG já tá em um nível muito alto pra gente, a Gen.G eu nem sei onde colocar, mano. Os caras são… outro nível.
Até brinquei no Twitter com aquele meme de “você não é Deus”, né? A JDG não é Deus, mas é muito boa. Agora a Gen.G… tá mais perto disso. Ali já é território divino, mano. O bagulho é estranho.
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E a Vex contra a LYON? Pelo que você falou sobre, foi meio que um feeling, né?
É, não foi só isso. A gente treinou com a Vex várias vezes e não perdeu nenhum jogo com ela.
Mano, até… não sei se eu posso falar isso, né? Mas já que acabou, a gente treinou contra a Gen.G e eu cheguei a solar o cara (Chovy). Não foi de Vex, foi com outro pick. Mas, de Vex, foi o único treino que a gente ganhou deles.
Aí rolou aquela confiança, né… deu uma emocionada. Vex não tinha perdido nenhum treino, então pensamos: “vamos de Vex”. Mas, sendo bem sincero, provavelmente seria melhor ir de Syndra ou Galio. Seriam escolhas mais estáveis, mais tranquilas de jogar.
Como fica o sentimento após o fim do First Stand?
Se você me perguntasse isso logo depois da série contra a LYON, eu diria que seria mais tranquilo. Mas agora eu tô meio baqueado… um baque grande, na real. Tô meio perdido ainda. Mas, no geral, olhando para a perspectiva Brasil vs LCS, eu acho que é positivo, sim.
Se a gente tivesse jogado um pouco melhor — não só no draft do jogo 5, mas também no jogo 3, quando eles estavam de Garen e eu de Aurora, dava até pra fechar a série antes, sem precisar chegar no jogo 5.
Então, pensando nesse recorte do CBLOL contra a LCS, é um ponto positivo. Agora, quando você olha para a Ásia… realmente ainda é outro patamar. É ir um passo de cada vez.
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Outra sobre a partida contra a LYON: como vocês permaneceram confiantes após o draft?
Pra ser sincero, eu acho que essa é uma das nossas melhores comps. Esses cinco que a gente montou funcionam meio como um “megazord”. A gente gosta bastante desse setup de Kalista com Renata contra a Ashe.
E sobre o draft, por exemplo: a Vayne no Sion até é um counter, mas é meio aquilo… é tipo um pick ruim contra um pick muito bom.
No mid é parecido. O Ryze até tem counters, tipo Cassiopeia ou Anivia, mas o campeão tá muito fora da curva. Às vezes o counter até dificulta um pouco a lane, mas o Ryze consegue jogar tranquilo, escala muito melhor e ainda é bem mais fácil de trabalhar nas sides.
Então acaba sendo mais um “soft counter”. Você tenta responder, mas não é algo que realmente resolve. Hoje, na minha visão, Orianna e Ryze estão em nível God Tier, tanto que vivem sendo banidos. E quando passam, fica muito difícil lidar.
Teve até aquele exemplo da LYON, que deixou a Orianna do Chovy aberta e tentou responder com Sylas. Talvez uma Akali fosse melhor ali, mas mesmo assim não é garantia de nada. Não é como se você pegasse Akali e automaticamente ganhasse da Orianna.
No fim, são picks que até dá pra tentar counterar, mas não existe um counter de verdade.
Como foi receber a oportunidade na LOUD de surpresa e a mudança ao ter que sair do projeto da Ei Nerd?
Mano, foi uma loucura. Meu objetivo era voltar ao CBLOL, mas naquele momento eu estava focado em ganhar no circuito, jogando pela Ei Nerd e tentando subir.
Então, quando surgiu a oportunidade, foi uma surpresa muito positiva. A LOUD é um time muito forte, provavelmente o maior do Brasil, com jogadores muito bons. Quando eu recebi a notícia, nem pensei duas vezes: quis ir na hora, não tinha como deixar passar.
Claro que, olhando de fora, parecia uma situação de pressão, ser chamado pra jogar uma final de upper com só três dias de treino. Mas eu não encarei assim. Eu já estava treinando com a Ei Nerd há quase um mês, então já estava em ritmo competitivo, me sentindo bem.
No fim, foi uma oportunidade enorme que eu não podia desperdiçar. E acabou acelerando ainda mais o processo que eu já queria, de voltar pro CBLOL. Dei sorte também de estar preparado naquele momento.
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E a Ei Nerd foi de boa em te liberar também, né?
Ah, foi tranquilo. No contrato, eu consegui negociar uma multa um pouco mais baixa do que o padrão. Eu já tinha deixado claro também que não sairia da Ei Nerd pra ir pra outro time do circuito, mas que, se surgisse uma oportunidade no CBLOL, eu gostaria de ir, porque é algo muito grande.
Eles foram super de boa com isso. A LOUD entrou em contato, conversaram sobre a multa e, quando realmente decidiram, foi tudo bem rápido. No fim, foi bem tranquilo.
Quais as expectativas para o início do CBLOL? Acha que vocês estarão em um nível melhor?
Depende muito, porque o LoL é um jogo que muda bastante de meta. Agora a gente tá em um nível dentro desse meta atual, mas daqui a umas duas semanas, quando começar o CBLOL, já pode ser outro jogo. Vão ter novas prioridades, talvez campeões diferentes, tudo muda.
Mas a gente já tem um estilo de jogo bem definido, e isso ajuda muito. Eu, pelo menos, já entendi bem como o time quer jogar. Tem muita coisa ajustada, função de cada um, como a gente se posiciona, essas coisas.
A sinergia já tá boa e o nosso jeito de jogar também tá bem estruturado. Hoje a gente já tá melhor do que na final upper e, no mínimo, no mesmo nível da final, talvez até evoluindo.
A tendência é sempre melhorar, sempre dar um passo à frente. E, sim, eu tava com saudade de jogar com o RedBert. Nem achava que ia jogar com ele de novo na carreira, mas a vida surpreende.
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Quem vai vencer o First Stand 2026? Será que a Gen.G perde um mapa?
Gen.G. Acho que eu só vejo eles perdendo para a Bilibili, né? Não sei nem se eles perdem pra outro time.
E olhe lá, né… porque aí já é knight contra Chovy. O rei da LCK doméstica contra o rei da LPL. Claro, tem o Faker, que é o pai de todos, mas ele não tá aqui. Então acho que fica entre esses dois mesmo.
Acompanhe o First Stand 2026
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