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First Stand 2026: “Enfrentamos campeões, não enfrentamos nomes”, diz G2 Labrov

First Stand 2026: “Enfrentamos campeões, não enfrentamos nomes”, diz G2 Labrov

Mantendo a mística dos Samurais no Brasil, a G2 elimina a Gen.G do First Stand 2026 e alcança a Grande Final do First Stand 2026. Em entrevista exclusiva para o Mais Esports, Labrov contou como enxergou essa série e a esperança sendo retomada.

Preciso perguntar uma coisa, sobre o seu nickname na solo queue, você colocou algo como Alexandre Pato. Pode explicar pra gente o que foi isso?

Bom, basicamente, quando chegamos ao Brasil, nos deram contas e a gente precisava escolher um nome, né? E eu fiquei pensando: o que pode ser engraçado? A primeira coisa que veio à minha cabeça foi Alexandre Pato.

Eu costumava jogar muito futebol no PlayStation. Quando eu tinha uns 8 ou 9 anos, antes de começar a jogar League, eu jogava bastante futebol. E eu realmente gostava do Pato, ele era um dos meus jogadores favoritos. Era muito bom, fazia muitos gols, então pensei: “é, soa bem, sabe?”. E ele parecia ser um cara legal.

Também lembro que vi alguma coisa no Facebook, uma frase dele, não lembro exatamente qual era, mas achei interessante. Aí pensei: “ah, esse cara também é inteligente, então definitivamente vou colocar o nome dele”. Essa é basicamente a história por trás disso.


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Foto: Reprodução/Riot.

A gente publicou os nicknames de vocês e o Alexandre Pato respondeu.

Eu vi! Ele falou algo tipo: “vai Labrov”. Fiquei muito feliz de ver isso e espero conseguir ganhar o título no Brasil pra ele.

Então, vocês acabaram de vencer a Gen.G. E uma coisa que eu sempre vejo da G2 em eventos internacionais é que vocês sempre acreditam. Vocês não têm medo de jogar contra times da LCK ou da LPL. Você acha que isso é o que torna a G2 mais especial nesses jogos?

Sim, eu entendo o que você quer dizer. Comparando nosso primeiro internacional com agora, sinto que todo mundo está muito mais confortável jogando no palco contra os melhores times do mundo.

E, sim, essa questão do medo é algo que… definitivamente a gente não se importa muito com quem vamos enfrentar. A gente só quer ser agressivo e jogar do nosso jeito, como o jogo deve ser jogado — basicamente contra os campeões, não contra os nomes. É isso.

Esse é o seu segundo ano na G2, certo? Você acha que agora tem mais essa “vibe” de G2, jogando mais tempo com o Caps?

Definitivamente. Acho que o Caps é um cara maluco, um gênio. Ele é muito especial. Sinceramente, acho que nunca vai existir um jogador como ele.


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Foto: Reprodução/Riot.

É muito divertido jogar com ele. Sinto que ele também é muito calmo, a comunicação dele é sempre… parece que tudo é meio perfeito, sabe? Então é muito, muito bom jogar com ele.

Mas também quero dar crédito ao Skewmond. Ele está jogando pra caramba. Também está no segundo ano, não tem tanta experiência e, mesmo assim, está indo muito bem. Não tem dificuldade na comunicação, é muito calmo. É muito bom jogar com todo mundo do time, mas queria destacar o Skewmond.

Pra você, hoje o Skewmond foi tipo o MVP?

Acho que todo mundo jogou bem. Dá pra argumentar que qualquer um poderia receber. Então vou deixar os fãs decidirem.

Então, uma coisa que eu quero perguntar: todo mundo está banindo Seraphine. Vocês vão ter Karma e Seraphine com prioridade altíssima, certo? Hoje vocês deixaram a Seraphine aberta e decidiram jogar de Nautilus contra ela. Por que você acha que todo mundo tem tanto medo de jogar contra a Seraphine?

Eu acho que Seraphine e Karma são campeões muito fortes no meta. A questão é que os dois são muito fortes no early game, especialmente em combinações como Ashe + Seraphine ou Ezreal + Karma.

Eles praticamente não têm counter na lane, ganham a rota. E, com o meta de suporte como está agora, você recebe muito ouro, e itens como Ecos de Helia são muito fortes nesses campeões.


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Foto: Reprodução/Riot.

Então, quando você fecha esses itens, também passa a ganhar as lutas e escala muito bem. Normalmente, escala melhor do que um suporte corpo a corpo tradicional. Por isso as pessoas costumam banir.

Hoje sentimos que tínhamos um plano, e fico feliz que tenha funcionado. Mas, sendo sincero, esse plano também poderia dar muito errado, e a gente poderia ter perdido o jogo. Vamos ver o que acontece amanhã.

E amanhã vocês vão enfrentar BLG ou JDG, ainda não sabemos. Mas vocês tiveram uma série bem difícil contra a BLG. Depois daquela série, alguma coisa mudou em vocês? Especialmente no early game, porque hoje vocês ganharam as três primeiras fases do jogo.

Sim, com certeza. Eu, pessoalmente, me senti meio perdido jogando contra a BLG. Depois, assistindo aos jogos, senti que estava fazendo muitas coisas aleatórias.

Aprendi bastante coisa para melhorar, e o time também. Então enfrentar a BLG de novo seria um desafio. Eles são muito bons. Fizemos scrim com eles ontem e estão em um nível muito alto. Vamos ver.

E vencer hoje dá mais confiança para amanhã? Especialmente para o early game?

Com certeza. Acho que agora demos esperança para o mundo e para nós mesmos.

Estamos na final, e podemos ganhar. Só precisamos estar fortes no dia, ter bons planos e jogar melhor que o adversário. Tudo é possível.


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Foto: Reprodução/Riot.

E só mais uma pergunta sobre a série de hoje: o que você acha que foi mais importante? Os drafts foram muito bons, mas qual foi o principal diferencial? A fase de rotas?

Pra ser sincero, acho que a maior fraqueza da Gen.G era o early game. Eu assisti muitos jogos deles e sentia que essa não era a parte mais forte.

Acho que eles são, na verdade, o melhor time de mid game do mundo, mas o early pode oscilar.

Eu estava confiante de que, se ganhássemos o early game, teríamos boas chances na série. E fico feliz que conseguimos fazer isso.

Mas, por exemplo, contra times chineses, é diferente. Eles jogam de forma muito agressiva, fazem coisas inesperadas. A Gen.G joga mais “by the book”, enquanto a BLG não.

Por isso, pra mim, é mais difícil jogar contra times assim. A Gen.G é mais fácil de ler, a BLG não. Vamos ver o que acontece amanhã.

No MSI do ano passado, vocês jogaram contra a Gen.G, certo?

Sim, jogamos e perdemos por 3 a 1.

Desta vez, vocês também acharam que eles eram fáceis de ler, mas foram melhores hoje?

Mais ou menos. Comparando com o MSI do ano passado, nosso nível agora é muito diferente. O nível individual e a confiança jogando juntos são muito maiores.

Hoje, quando entramos no palco, sentimos que podemos ganhar de qualquer time do mundo. É uma sensação muito boa. No MSI eu não sentia isso. Talvez meus companheiros também não. Mas agora isso nos dá muita confiança para o futuro.


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Foto: Reprodução/Riot.

Se vocês quiserem, amanhã vamos ter um churrasco aqui!

Eu topo ir em alguma festa brasileira ou algo assim, parece muito divertido. Mas agora é focar no presente. Não podemos ficar arrogantes, porque podemos acabar sendo surpreendidos pela BLG ou pela JDG. Vamos ver.

Acompanhe o First Stand 2026

Para não perder nada, basta acompanhar a cobertura completa do First Stand 2026 com calendário de jogos, resultados, tabelas, times e outras informações aqui no Mais Esports!

Você também pode conferir todas as emoções das partidas no Comício dos Jornalistas, a Costream do Mais Esports!

Foto: Reprodução/Riot.
Sérgio 'Correslol' Fiorini

Sérgio 'Correslol' Fiorini

Jornalista nos Esports desde 2022. Tropa da Edificação. Jornalismo que incomoda.

Publicado emAtualizado

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