Frustração e tristeza. Essas foram as palavras que Xyno, top laner da LOUD, utilizou para definir a derrota para a LYON no First Stand 2026, em que a equipe brasileira mostrou resiliência para levar para o quinto jogo, mas acabou superada por 3-2.
Xyno admitiu, em entrevista exclusiva para o Mais Esports, que o próximo confronto, contra a JD Gaming, terá um nível de dificuldade ainda maior, baseado não só na qualidade do seed #2 da China, mas também no que foi visto nos treinos. O top laner de 19 anos, no entanto, apostou na garra brasileira para buscar a recuperação na competição:
Se tem uma coisa que eles não têm como a gente, é a nossa força de vontade. A gente quer muito vencer. Todo mundo do time quer muito ganhar, então vamos levar isso para o jogo e tentar bater de frente com eles.
Como foi a conversa para entrar no quinto jogo?
Acho que a gente continuou com a mesma conversa: dava para ganhar e a gente tinha nível para jogar o nosso jogo. Falamos bastante sobre drafts também, tentamos nos alinhar o máximo possível.
Antes do quinto jogo, basicamente, nosso papo foi até o início do pick e ban focado em drafts. Então, a gente conversou bastante. Bom, foi isso.
O Dhokla berrou algo pra você no primeiro jogo. O que você achou sobre o confronto contra ele?
Na verdade, eu nem vi o primeiro jogo. Acho que foi o de Gnar contra Renekton — lembro disso.
No primeiro jogo eu estava bastante nervoso, e acho que todo mundo do time também estava um pouco nervoso. A gente não jogou como normalmente joga, então tivemos um apagão nesse início. Foi um jeito ruim de começar a série, porque, no fim das contas, mesmo sendo só o primeiro jogo, pesa bastante.
Acho que eu poderia ter feito algumas coisas melhores, e a gente, como time, poderia ter jogado melhor aquele jogo. E, bom, eu nem vi o que ele falou, mas acho que ele está no direito dele.
Quando sola, tem que gritar mesmo. Quando eu solo, também tenho que gritar. Então, acho que faz parte, é alguém sendo humano. Tem jogadores deles que não comemoram, não falam nada, mas ele mostra esse lado, e isso acontece.
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O draft do jogo 2 parecia difícil de ser jogado, com vários counters da LYON. Porém, vocês ainda conseguiram vencer. Qual era a ideia por trás da composição?
Acho que a galera está chapando um pouco. Se a gente parar para analisar direito, inclusive, acho que o primeiro draft foi pior do que o segundo.
Na minha opinião, a gente não tinha muitas condições boas naquele primeiro jogo. Eu também precisava jogar melhor, jogar mais de Gnar, e a nossa bot lane precisava ganhar mais, mas era um jogo difícil, bem complicado.
Já no segundo jogo, quando a gente pickou Sion, que é um dos meus picks mais confortáveis no momento, eu sinto que posso ganhar qualquer matchup contra qualquer jogador. Por isso a gente escolheu Sion no blind, até porque o adversário estava dando flash pick todo jogo.
Depois, a gente pegou o Ryze primeiro, que é um pick do meta e traz muita pressão. A gente acreditava que seria muito forte naquela partida.
Na bot lane, fomos de Kalista com Renata, porque é uma matchup que treinamos bastante. Muita gente joga Jayce com Seraphine, então a gente repetiu bastante Kalista e Renata nos treinos e estava bem confortável com isso.
Foi uma resposta nossa. Mesmo que, no papel, Ashe pareça boa contra Kalista, o Bull tem muita confiança nesse pick e nessa matchup, então a gente confiou neles e seguiu com a escolha.
No geral, achei que o draft ficou bom. A composição deles também era forte, com Mundo, Ashe e Seraphine, que são picks bem fortes, mas a gente jogou dentro das nossas condições. O Ryze acabou ficando muito forte e conseguiu explodir a backline, então, pelo menos, conseguimos executar o nosso jogo.
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Apesar da derrota, a performance mantém vocês esperançosos para a série contra a JD Gaming?
Eu encarava essa série como uma obrigação de vitória se a gente quisesse chegar longe no campeonato. No momento atual do LoL brasileiro, acho que a gente também precisava dessa vitória para aumentar a moral. Os fãs esperavam bastante da gente, então é, com certeza, muito frustrante e triste.
Acho que a gente tem que levar dessa forma, não tem outro jeito. Agora é respirar, descansar hoje, porque o campeonato é muito curto. Já temos jogo na quarta, na quinta, então é focar e seguir. A gente treina contra a JDG, sabe que eles são bons, mas também sabia que o jogo de hoje era bem jogável.
Fica um sentimento de frustração muito grande, para o time e para mim também. Sinto que não performei o quanto gostaria, especialmente no primeiro jogo, em que deixei a desejar. Foi uma série decidida nos detalhes, mas ainda temos muito a evoluir como equipe.
Acho que o fato de a gente ter ficado só um mês com o Envy também precisa ser levado em conta, mas não é desculpa. A gente já tinha nível para ganhar deles. Agora é treinar mais, se concentrar mais e evoluir.
A partir de agora, é encarar o que vem pela frente. Eu queria muito jogar contra a Gen.G, vamos ver se ainda consigo, mas pode ser difícil já que eles devem ganhar da LYON. De qualquer forma, já foi uma boa experiência até aqui. Agora é abraçar a próxima série e ir para cima.
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Como você projeta a série contra a JDG?
A gente já sabe que a JDG é um time muito forte. Nos treinos, provavelmente foi o adversário mais difícil, junto com a Gen.G. A gente treinou contra quase todos os times asiáticos, então dá para ter uma boa noção do nível.
Agora, o que dá para esperar é que a gente vai dar o nosso máximo. A gente sabe que o LoL brasileiro ainda está um pouco atrás do LoL chinês e coreano, e estou sendo modesto.
Apesar de tudo, ainda pode ser uma boa experiência. Agora é descansar, treinar, recuperar a confiança e voltar mais forte.
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Ao longo do split vi muita gente elogiar sua postura. Agora, você também recebeu elogios da imprensa internacional por isso.
Para falar a verdade, eu tento manter bastante o pé no chão, porque sei que é uma coisa de cada vez. Não dá para simplesmente chegar e ser o melhor — até pode acontecer, mas é muito difícil. São poucos os casos assim.
Fiquei muito feliz de fazer essa entrevista com ele, foi bem legal. E eu tento sempre fazer o máximo para ajudar o meu time e meus amigos. Acho que a gente vinha indo bem até aqui, mas, nessa série, realmente deixamos a desejar. Dava para ter saído com a vitória, e isso é o mais frustrante.
Sobre como eu lido com isso, tento prestar mais atenção no que meus amigos, minha família e meu namorado falam. Procuro me cercar das pessoas que são importantes para mim, acho que isso faz muita diferença — até nos momentos em que estou indo bem. Às vezes você joga bem e as pessoas já colocam você lá em cima, como se fosse o Faker e fosse dominar tudo.
Mas a gente precisa ir passo a passo. Ainda assim, os fãs são incríveis, o apoio deles é maravilhoso. É muito bom se sentir assim, se sentir amado, então só tenho a agradecer.
Dava para ganhar. Acho que o Brasil precisava disso também, e a gente sente muito essa frustração, entende? Então… Desculpas.
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