A Epic Games anunciou novas exigências técnicas para jogadores que desejam disputar torneios oficiais de Fortnite no PC. A partir de 19 de fevereiro de 2026, será obrigatório ativar TPM 2.0, Secure Boot e IOMMU para acessar o jogo no modo competitivo.
A medida surge após uma série de banimentos, incluindo punições aplicadas após competições por uso de softwares de terceiros, fraudes e manipulações para garantir vagas em campeonatos. A desenvolvedora busca fechar brechas exploradas por soluções externas que burlam os sistemas de proteção.
IOMMU se torna peça central na nova camada de segurança
A principal novidade é a obrigatoriedade da tecnologia IOMMU (Input-Output Memory Management Unit). O recurso permite ao sistema operacional controlar com maior rigor o acesso de dispositivos à memória do PC.
Na prática, a função reduz riscos ligados a acessos diretos à memória via DMA, técnica utilizada por algumas ferramentas para contornar mecanismos de defesa. Com o IOMMU ativo, a Epic aumenta a proteção contra manipulações externas nas partidas competitivas.
Requisitos seguem tendência de jogos competitivos
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O Fortnite passa a integrar um grupo de títulos que adotam requisitos técnicos mais rígidos para o cenário competitivo. Jogos recentes já exigem TPM 2.0 e Secure Boot, mas a inclusão da gestão avançada de memória eleva o nível de proteção.
Segundo a Epic, menos de 5% dos jogadores de PC não atendem às novas exigências. A maioria dos computadores compatíveis com Windows 11 já possui o hardware necessário ou pode habilitar as funções via BIOS ou UEFI, sem necessidade de troca de componentes.
Quem optar por não ativar TPM, Secure Boot e IOMMU continuará com acesso aos modos tradicionais do jogo. No entanto, ficará impedido de participar de torneios oficiais organizados pela empresa.
Além das barreiras técnicas, a Epic utiliza o Easy Anti-Cheat em nível de kernel e sistemas de análise comportamental baseados em dados e aprendizado de máquina para identificar padrões suspeitos.
Combate aos cheats também avança no campo jurídico
No campo jurídico, a ofensiva também se intensificou. Um jogador envolvido com trapaças e ataques DDoS recebeu banimento vitalício de todos os serviços da empresa. Em outro caso, um competidor que ignorou ação judicial foi condenado a pagar US$ 175 mil.
A desenvolvedora também move processos contra criadores e vendedores de softwares ilegais.
Combinando tecnologia, monitoramento e ações legais, a Epic busca preservar a integridade do cenário competitivo de Fortnite. Além disso, pretende reduzir o impacto de trapaças nas competições oficiais.
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