Free Fire: Liga NFA: Da criação por dois amigos ao sucesso

FreeFire
De:Redação Mais e-Sports-
January 21, 2021

Referência entre os torneios não oficiais de Free Fire, a NFA (National Free Fire Association) alcançou ótimos números em 2020 e agora entra em 2021 com expectativas altas com o objetivo de “garantir um show incrível para os espectadores mesmo com as adversidades“.

A criação da Liga NFA se deu inicialmente devido a paixão pelo Free Fire por dois amigos: Marcelo Camargo (CEO e sócio da NFA) e Bernardo Assad (sócio da liga). Juntos, criaram diversos torneios pequenos do battle royale e, gradualmente, a vontade de profissionalizar o cenário do game cresceu em ambos.

Assad NFA
Bernardo Assad, só cio proprietário da NFA (Foto: NFA/Reprodução)

Inspirados por grandes competições internacionais como NFL e NBA, a NFA estreou em maio de 2019 jogando holofotes sobre o cenário de emulador de Free Fire. Na primeira transmissão, o campeonato atingiu picos de 15 mil espectadores no Youtube – dando, assim, o primeiro passo para se tornar o fenômeno atual.

Na quarta temporada da NFA, realizada entre julho e outubro de 2020, a liga chamou atenção do cenário quando foi o primeiro canal a alcançar 1 milhão de seguidores na plataforma de streaming da BOOYAH!, o site oficial de transmissão da Garena. Além disso, a NFA teve mais de 550 mil visualizações simultâneas nesta quarta temporada, ultrapassando torneios como o CBLOL que teve quase 395 mil na final da segunda etapa de 2020.

Com a pandemia, a NFA não sofreu grandes impactos. Daniela Branco, CMO da NFA, explica a facilidade dos responsáveis pelo torneio em lidar com a adversidade.

“A liga já operava praticamente online, então não tivemos grandes processos de adaptação para seguir produzindo nossos campeonatos. Com isso, pudemos aproveitar os investimentos que seriam direcionados aos eventos presenciais em melhoria dos nossos conteúdos, tecnologias e, principalmente, nos adequar ao código de conduta de saúde“.

Marcelo Camargo também comentou o ano de 2020 e projetou o 2021 da liga.

“Nos preocupamos muito com a questão da segurança de nossos colaboradores, talentos e jogadores, então nos projetos que executamos ano passado seguimos todos os protocolos para garanti-la. Tivemos que mudar nosso calendário, nos adaptamos de acordo com as normas da OMS, mas não vimos isso como algo que diminuísse a entrega final ou a qualidade. Fico muito feliz que conseguimos lidar de forma eficiente diante desse cenário e que realizamos nosso objetivo: entregar um conteúdo de qualidade para o nosso público“.

“Neste ano, nossas expectativas estão altas principalmente com os próximos passos que daremos de acordo com o cenário atual do país. Seguimos com planos para 2021 totalmente adaptáveis para serem executados de forma segura sob as normas da OMS para garantir um show incrível para os espectadores mesmo com as adversidades“, continuou.

infográfico NFA
Infográfico divulgado pela NFA (Imagem: NFA/Reprodução)

De acordo com a NFA, a liga é o maior campeonato independente de esports do Brasil e o maior torneio independente de Free Fire no mundo. Sem concorrência direta com a LBFF já que a NFA é um campeonato de emulador, a liga também tem uma função social importante: a de mudar vidas.

Formada em odontologia, Rafaela deixou o ramo para trabalhar com a NFA. Inicialmente responsável pela interação com os fãs nas redes sociais, hoje ela lidera os projetos de campeonato e outros trabalhos.

“Jamais me imaginei largando a odontologia para seguir nos esports. No começo, para eu aceitar foi muito difícil porque eu estudei para aquilo, fiz uma faculdade, meu pai investiu muito em mim, tanto que até hoje valorizo minha faculdade. Não estou arrependida pela minha escolha e acho que estou mais realizada agora“, disse Rafaela.

Assim como Rafaela, muitos jovens carentes tiveram a vida mudada devido ao Free Fire. Marcelo comentou esse poder do game e dos esports.

“Os esportes eletrônicos abriram grandes portas para uma nova geração que é apaixonada por jogos e conseguem trabalhar e muitas vezes mudar a própria vida com esse novo mundo. Nós da NFA temos o orgulho de participar ativamente de diversas dessas histórias. Sabemos que hoje existem várias pessoas que sustentam suas famílias trabalhando com esports e temos o intuito de crescer juntos e criar cada vez mais novas oportunidades inclusive para as pessoas que já trabalham conosco“.

“Para atingir esse objetivo, sempre temos a visão de inovação no mercado, trazendo novidades para os espectadores e buscando novas formas de entretenimento, seja com os campeonatos ou conteúdos extras além das competições. Assim, buscamos sempre contribuir com a profissionalização do cenário de Free Fire e continuar proporcionando e expandindo as oportunidades para cada vez mais pessoas“, finalizou.

Liga NFA
Casters e sócios da quarta temporada da Liga NFA (Foto: NFA/Reprodução)

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