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Free Fire ultrapassa “veteranos” e já tem liga franqueada no Brasil

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Free Fire foi lançado para iOS e Android em 2017 e é um dos jogos mais populares do país (Foto: Garena)

Em meio a criação do Campeonato Brasileiro de Counter-Strike e a (praticamente) inevitável adoção do formato pelo CBLoL, o modelo de franquias já tem um exemplo em prática no Brasil. Antes dos jogos “veteranos” dos esports, o Free Fire foi quem apostou no método que ganha cada vez mais popularidade no Brasil.

Lançada em março deste ano, a National Free Fire Association se prepara para lançar sua segunda temporada da Liga NFA em agosto. A liga conta com 12 franquias, incluindo as tradicionais Vivo Keyd e INTZ eSports e a B4STARDOS, que levou a taça na primeira temporada.

“[A ideia de criar a NFA] surgiu quando entrei para o cenário de Free Fire com a INTZ. Fizemos um campeonato de comemoração a nossa entrada e o público me surpreendeu. Além disso, vi equipes com grande potencial, mas sem nenhum recurso financeiro ou profissional. Isso me chamou muita atenção e pensei em fazer algo para o crescimento do cenário”, explicou Bernardo Assad, CEO da NFA.

Assad explica que, assim como manda o manual das ligas franqueadas, todos os envolvidos têm obrigações que trazem mais segurança aos competidores. “Existem obrigações como piso salarial, que será implementado agora, na segunda temporada, contratos de no mínimo três meses, [propostas de] renovação do cenário, multas referentes a indisciplina e obrigações com divulgação e entregas. Entendemos que existem muitas coisas para serem feitas ainda, mas estamos no caminho certo”.

Até mesmo as gaming houses e as comissões técnicas, sonho distante para a maioria das equipes de Counter-Strike: Global Offensive, por exemplo, já são realidades para as equipes da Liga NFA.

“Não temos limite de jogadores por equipe, nossa única exigência é que todos tenham seus direitos garantidos dentro dos clubes. Sobre staff e treinadores, alguns já utilizam esses recursos, outros ainda estão evoluindo pra isso. Gaming house não é unanimidade entre as equipes, mas muitas já têm”, contou o CEO.

SEM RESTRIÇÕES

Uma das maiores preocupações de quem não aprova o modelo de franquias é a falta de competitividade e desenvolvimento. Ao contrário de outras ligas, porém, a NFA não proíbe que seus times disputem outros torneios… ao menos por enquanto.

“Não existe proibição para participar de outras competições, pois entendemos que ainda é um cenário novo. Mas, nosso objetivo é chegar em um patamar que não exista necessidade de jogar outras competições”, explicou Assad.
Isso também se dá porque a NFA tem uma concorrente forte: A Free Fire Pro League, organizada pela Garena, publisher do jogo. O CEO destaca que a Liga é um “projeto independente, com recursos próprios” e não tem qualquer ligação com a Pro League.

Há diferente maneiras de entrar na liga. Para aqueles que querem competir, há espaço na Liga Secundária e na Liga Feminina – dois lançamentos recentes da NFA. Para quem quer comandar uma franquia, o caminho já é mais complicado: como não há rebaixamento e promoção, é necessário investir.

“Para entrar no sistema de franquias só adquirindo uma das vagas de um dos 12 associados”, confirmou Assad.

NÚMEROS

A primeira temporada foi um sucesso. Contando com jogadores que arrastam milhões de seguidores no YouTube, a Liga superou as expectativas durante as transmissões – realizadas na CubeTV.

“Nossa expectativa para a primeira temporada era uma média de 10 ou 15 mil espectadores simultaneamente, mas chegamos a mais de 40 mil. Para a segunda temporada esperamos manter uma média de 20 e 25 mil”, explicou Assad.

No YouTube, a NFA também faz sucesso. Não é incomum encontrar vídeos de melhores momentos com centenas de milhares de visualizações e personalidades envolvidas na liga com uma legião de fãs – como Weedzao, jogador profissional e comentarista da NFA, que tem 1,3 milhão de seguidores.

A SEGUNDA TEMPORADA

A segunda temporada da Liga NFA acontece em agosto e tem em torno de cinco semanas de duração. Nela, as 12 franquias se enfrentam em 50 quedas nos mapas Bermudas e Purgatório.

Quem somar mais pontos ao longo da competição leva R$ 4 mil dos R$ 10 mil disponíveis no pote de premiação.

Os jogos são transmitidos no canal da NFA na CubeTV.

Roque Marques

por Roque Marques

Publicado em 15 de julho de 2019 • Editado há 5 anos

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