O League of Legends competitivo costuma operar no vermelho, e o site RFTGG publicou uma apuração sobre a situação financeira da LEC — os números impressionam, especialmente quando olhamos quanto a liga perdeu ao longo dos anos.
No recorte de 2020 a 2024, a LEC recebeu mais de €80 milhões e gastou mais do que arrecadou em praticamente todos os anos. Veja o balanço apurado:
- 2020: A LEC recebeu 20 milhões de euros e gastou 25 milhões de euros;
- 2021: A LEC recebeu 17 milhões de euros e gastou 25 milhões de euros;
- 2022: A LEC recebeu 21 milhões de euros e gastou 27 milhões de euros;
- 2023: A LEC recebeu 7 milhões de euros e gastou 35.7 milhões de euros;
- 2024: A LEC recebeu 18.4 milhões de euros e gastou 36.7 milhões de euros.
Mesmo com esse histórico no vermelho, a transição de 2023 para 2024 trouxe um alento: a receita saltou. Segundo a investigação, isso se deve em boa parte à permanência de patrocinadores importantes, tais como Kia, KitKat, Red Bull, LG UltraGear e Secretlab — que seguiram investindo no ecossistema.
Recentemente, a estratégia mudou e requer desempenho
A apuração aponta uma mudança estrutural na relação entre a Riot Games e as franquias. No início das ligas europeias, as organizações recebiam um pagamento fixo garantido, independentemente de desempenho competitivo ou esforço de marketing. Em 2024, esse valor fixo foi reduzido para cerca de um terço, e uma parcela maior da remuneração passou a depender das organizações cumprirem metas competitivas e comerciais.
Na prática: as equipes agora têm “missões”, dentro e fora do jogo, para manter o equilíbrio financeiro. Quem entrega resultado e visibilidade ganha mais; quem não entrega, precisa buscar alternativas para fechar as contas.
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade
A LEC é uma ferramenta insana de marketing
Segundo o portal, uma vez Maximilian Peter Schmidt, diretor de esports do EMEA, disse:
Não vemos os esports principalmente como um veículo de publicidade — embora eles possam ser.
O League of Legends em si gera centenas de milhares de dólares por ano com a venda de skins dentro do jogo. Assim, o que a Riot Games precisa pensar é mais em como manter os jogadores engajados do que em extrair lucro imediato. Os esports desempenharam bem esse papel nos últimos 15 anos, por meio de ligas como a LEC.
Ter streamers globais como Kameto, Caedrel ou Ibai comentando algo sairia caro demais. Graças aos seus times na LEC, a Riot “lucra” com isso de forma orgânica.
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade
A liga pode acabar?
A investigação se encerra concluindo que, para a Riot, a métrica mais importante não está necessariamente no resultado imediato do balanço da liga, mas no engajamento contínuo dos jogadores e na relevância de um jogo que agora entra em seu 16º ano. A aposta é clara: enquanto a LEC sustentar o ecossistema competitivo, as vendas de cosméticos tendem a seguir.
Porém, por quanto tempo vale manter essa aposta? Até que ponto esse déficit é uma estratégia de marketing para sustentar mercados estratégicos? São perguntas que ficam em aberto e que dependem da capacidade das franquias de cumprir metas, diversificar receitas e provar que a LEC é, além de centro de custos, um ativo estratégico de longo prazo.
- Veja Mais:
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade





