A discussão sobre menores de 18 anos jogarem League of Legends ganhou um novo capítulo após Felca comentar o caso. O influenciador afirmou que a decisão de bloquear o acesso ao jogo a menores de 18 anos no Brasil partiu da própria Riot Games, e não de uma obrigação direta da nova lei.
O tema voltou ao centro do debate após a implementação do chamado ECA Digital, que trouxe novas regras para plataformas online no país.
Felca diz que bloqueio no League of Legends foi escolha da Riot
Em vídeo publicado nas redes sociais, Felca negou que a legislação proíba menores de jogar. Segundo ele, a interpretação que viralizou nas redes está incorreta.
“Você não vai mais poder jogar LoL nem vários outros jogos se você não tiver 18 anos.” Isso é completamente mentira
O influenciador explicou que a lei não veta jogos, mas sim práticas específicas dentro deles. Entre os principais pontos estão as chamadas loot boxes, que envolvem recompensas aleatórias pagas.
O que foi proibido de fato são os loot boxes. A Riot, no caso do LoL, bloqueou porque quis para não precisar remover isso para as crianças
Loot boxes são centro da discussão
Felca comparou o sistema de loot boxes a mecanismos de aposta. Na visão dele, esse modelo pode gerar riscos financeiros, principalmente quando envolve menores de idade.
Ele citou situações em que responsáveis descobrem gastos altos feitos dentro de jogos, após compras realizadas por crianças. Para o criador, esse tipo de sistema funciona como porta de entrada para problemas maiores.
Lei ganhou o apelido de “Lei Felca”
O termo “Lei Felca” ganhou força nas redes sociais após o influenciador viralizar com vídeos explicando os riscos das loot boxes e da exposição de menores em ambientes online.
Apesar do apelido, Felca não participou da criação da lei. A associação surgiu porque o tema ficou popular entre o público gamer a partir do conteúdo dele, o que levou parte da comunidade a ligar diretamente o nome do criador à nova regulamentação.
O que são loot boxes?
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Loot boxes são sistemas de recompensas aleatórias dentro dos jogos. O jogador paga por uma caixa virtual sem saber exatamente qual item vai receber, o que pode incluir conteúdos raros ou comuns.
Esse modelo é alvo de debate por envolver mecânicas semelhantes a apostas. Em alguns casos, jogadores gastam dinheiro repetidamente em busca de itens específicos, sem garantia de retorno.
Por isso, legislações recentes passaram a exigir mudanças nesse tipo de sistema, especialmente quando há acesso por menores de idade.
CS2 precisou colocar Raio X em suas caixas na Alemanha e Países Baixos
Em países como Alemanha e Países Baixos, o CS2 precisou alterar completamente o funcionamento das caixas. A Valve implementou um sistema chamado Scanner de Raio-X para atender às leis locais.
Com essa ferramenta, o jogador pode ver qual item está dentro da caixa antes de decidir se compra a chave para abri-la. A decisão deixa de ser totalmente aleatória.
Após visualizar o item, é necessário escolher entre resgatar o conteúdo ou manter a caixa fechada. Só depois disso é possível analisar outra caixa, o que limita o uso contínuo do sistema.
X-ray Scanner
1. Buy the X-ray scanner for 2,19€
2. Scan the case you want.
3. An item gets revealed (float is not shown)
4. You decide if you buy the item or not
Note: The first Case is free since you initially need to spend 2,19€ to buy the X-ray scanner pic.twitter.com/5IFQFxWfpP
— titan.holo (@TitanHoloCS) March 16, 2026
A mudança é uma forma de reduzir o fator de sorte nas loot boxes, seguindo regras mais rígidas sobre monetização em jogos nesses países.
Governo também nega proibição de jogos no Brasil
Autoridades brasileiras também se manifestaram sobre o tema. Representantes do governo reforçaram que a legislação não proíbe jogos online, mas exige adaptações em sistemas de monetização.
Alguns títulos já seguiram esse caminho e continuam disponíveis após mudanças internas. Em outros casos, como o da Riot, a empresa optou por restringir o acesso enquanto avalia ajustes mais amplos.
A própria Riot indicou que mudanças estruturais devem acontecer até 2027, quando a classificação indicativa pode ser revista novamente.
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