O momento da negociação de um contrato é um dos mais importantes para o jogador e para a equipe, pois é ali que o projeto de trabalho entre as partes é acertado e firmado. Em participação no 2v1 Podcast, o top laner da LOUD, Robo, falou sobre o tema e disse que há muitos jogadores “ingênuos” no CBLOL.
No Brasil é complicado, a galera vê muito no imediato. Quando eu era mais novo, se não fosse meu pai, talvez tivesse feito muita besteira também, tem muito jogador ingênuo mesmo. Como posso dizer isso de forma agradável… As pessoas que gerem os times não são muito agradáveis no sentido de ajudar os jogadores, então se você não ficar esperto, eles não são bonzinhos com você. É assim no mundo todo, o cara vai sempre querer lucrar o máximo em cima de você.
O jogador ressalta, porém, que não são todos os donos de organização que são “malandros” com os jogadores. É mencionado no episódio o caso de Teddy, AD Carry da T1, que deixou a organização sem a necessidade de ter sua multa paga, isso porque, caso o CEO da equipe tivesse cobrado, poderia atrapalhar o jogador a achar uma nova casa.
“Às vezes, você é um jogador novato e joga num time, a organização vem e te oferece uma renovação por uns dois ou três anos e por 2.000 reais a mais no salário, e o jogador acha isso o máximo, mas ele não percebe que, se ele fosse para o mercado, o salário dele poderia até triplicar”, comenta Robo.
“Não acho que é só maldade também, são negócios, e também tem a lógica que, se você paga um X para um funcionário, não faz sentido você pagar 4X no ano seguinte”, ressalta.
Ainda no 2v1 Podcast, Robo comentou também sobre o motivo dos jogadores da LOUD terem optado por continuar no Brasil para 2023, a reposição de Brance e também revelou que a próxima temporada será a ultima de Croc no Brasil.
Confira o episódio completo com Robo abaixo.
Veja também: paiN confirma a contratação de Bvoy








