Enfrentar a T1 duas vezes sendo um jogador sul-americano pode ser visto de duas formas: como uma bênção ou uma maldição. Afinal, enfrentar Faker e companhia é o sonho de qualquer jogador profissional, mas definitivamente não é um confronto fácil.
Esse é o dilema de Josedeodo, que enfrentará a organização pela segunda vez em um Play-In de MSI. O jogador viveu essa experiência com a Estral, na edição de 2024 do torneio.
Antes da estreia da Team Liquid no MSI 2026, Josedeodo tratou o possível reencontro com os coreanos como uma chance rara de ganhar experiência, mas também deixou claro que chega acreditando na vitória:
Acredito que jogar com a T1, não sei como que fala “peak” no português, mas é o maior que você vai jogar no League of Legends, né? Então pegar eles duas vezes não é tão ruim. Nosso time vai pegar muita experiência, aconteça o que acontecer.
Confira, abaixo, a entrevista exclusiva na íntegra do Mais Esports com o jogador da Team Liquid.
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Qual a diferença entre o Josedeodo que enfrentou a T1 em 2024 e o que chega agora pela Team Liquid?
Eu acho que mudaram muito as chances que a gente tem. Acredito que, com a Estral, a gente não acreditava que poderia ganhar da T1. Agora, jogando na Liquid, a gente acha que pode ganhar, que tem muito mais chances do que no passado. Eu diria que a gente está muito mais confiante, confia muito no que pode fazer. Então é isso, essa é a maior diferença.
A forma como a gente joga o mapa e joga mecanicamente é muito melhor agora. Sem faltar com o respeito aos jogadores da Estral, eles são muito talentosos, mas, naquela época, o nosso nível de habilidade era um pouco mais baixo. Agora é um pouco melhor. Mesmo eles, eu acho que o Ackerman melhorou muito vendo ele na LOS. Eles melhoraram muito também.
O que mudou para você, pessoalmente, nessa chegada ao MSI?
A maior diferença, na verdade, é um pouco do time, na forma como a gente se prepara para jogar esses jogos. Quando a gente chegou com a Estral, o time não acreditava, nem no começo da semana, que poderia vencer a T1.
E agora, na preparação, não é tipo: “A gente vai jogar contra a T1 e vai perder.” É: “A gente vai jogar contra a T1 e vai dar o nosso melhor para vencer a T1.” Então, essa é a maior diferença de mentalidade, até mesmo como jogadores, como time. Essa é a maior diferença.
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Como você vê a chance de enfrentar a T1 duas vezes no play-in: bênção ou maldição?
Um pouco das duas, né? Mesmo se a gente perder hoje, ainda pode jogar contra eles de novo, caso a gente avance pela lower bracket. Então, para mim, é um pouco disso, um pouco da experiência de aprender e jogar muito melhor nas próximas séries.
Eu não acredito que eles vão ganhar da gente assim, mas o nosso time tem muita chance, porque é uma equipe muito rara: tem muitos altos, mas também tem muitos baixos. Na nossa final contra a LYON, a gente teve um baixo muito baixo, mas, na série passada contra a C9, a gente jogou muito melhor.
Então isso fala um pouco sobre o nosso time, sobre como a gente tem um dia bom e depois tem um dia ruim. Então pode acontecer qualquer coisa. Na verdade, não posso falar o que vai acontecer.
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Como você enxerga o nível dos junglers da LCS atualmente?
Eu acho que temos um top-3 muito sólido. Acredito que o Inspired… o que esse cara faz de melhor é a cultura da equipe. É um fato que ele é um jogador muito diferenciado dos outros, mas o que ele faz para o time melhorar é muito bom. Acredito que isso é o que faz ele ganhar tantas vezes, na verdade.
Mas, sobre o Blaber, ele tem um estilo muito NA, muito LCS. Full clear, fazer a coisa básica, jogar bem as fights. É por isso que eu acredito que jogar no CBLOL às vezes é mais difícil, porque tem caras que fazem coisas raras, na verdade.
Eu não sei como que era o jungler da LOUD… eu via um pouco e pensava: “Esse cara tá fazendo umas coisas raras.” YoungJae? Ah, ele. Era o cara que fazia as coisas mais raras. Mas o Disamis também faz coisas muito estranhas, e isso faz com que o jogo seja estranho, né?
Aqui é muito mais controlado. A gente joga um jogo mais LCS, um jogo mais de mapa, de controle, de visão e tal. Quando eu cheguei aqui, os caras falaram: “Pô, esse cara faz as coisas de LCS, mas estava jogando no Brasil.” Então é meio estranho, né? Os caras ficaram felizes nesse aspecto, mas não sabiam que eu também gosto muito de lutar. Então, com isso, eles ficaram surpreendidos.
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A maior diferença nesses anos fora da liga foi sua mentalidade para jogar com menos pressão?
Sim, é um pouco isso. A maior diferença em mim, pessoalmente, é como eu mudei minha mentalidade para jogar com menos pressão, para jogar tratando o jogo mais como uma forma de me divertir.
Eu acho que essa é a maior diferença. Eu evoluí muito nesse aspecto. E agora é tipo, quando eu jogo as partidas, eu não sinto pressão nenhuma. Eu sinto que estou jogando, me sinto muito mais livre jogando assim. Então, para mim, isso é muito bom, na verdade.
Não tem muitos jogadores que podem falar isso, no sentido da pressão. Eu acho muito mais leve jogar assim. Então, é bem divertido, né?
Jogar ao lado de nomes mais experientes, como o CoreJJ, mudou sua gameplay?
Ah, um pouco, né? A maior diferença, na verdade, são os jogadores que a gente tem. Eles têm muito mais experiência jogando com jogadores melhores do que eu. Então, o feedback que eles me dão faz com que eu seja muito melhor, pelo padrão deles, né?
Eu não mudei muito a forma como eu trabalho, mas os caras que estão ao meu redor agora fazem com que meu trabalho seja muito mais fácil, pela forma como dão feedback. Então isso faz com que eu seja muito melhor.
Mas sim, agora que eu estou na Core, eu penso: “Ah, eu sou muito mais jovem.” Só que, outro dia, eu vi uma foto no Twitter que mostrava os jogadores mais velhos contra os mais jovens. No jungle, eu era o jogador mais velho. Então eu fiquei: “Ah, put* que pariu, né.”
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Você curte futebol? Para qual time você torce?
Tipo, na liga nacional ou só no internacional? Obviamente, a Argentina, né? Mas, na liga nacional, o Boca Juniors.
É irônico estar no MSI na Coreia enquanto a Copa do Mundo acontece na América do Norte e o Messi joga por lá?
Ah, é bem engraçado. Na última Copa do Mundo, eu também estava na Coreia. Isso é meio engraçado, mas sim, obviamente eu gostaria de ver o Messi jogar. Provavelmente é a única experiência que vou ter neste Mundial, porque é o último do cara, então seria bem gostoso, né?
Mas agora a gente tem um trabalho aqui, então temos que focar aqui. Mesmo com o Messi jogando amanhã, a gente joga uma hora depois dele, então é tipo: “Ah, não posso nem ver o Messi jogar.
Você tem algum objetivo específico neste MSI, algo que queira mostrar ou provar?
Não, é um pouco de tentar manter essa mentalidade, né? Joguei os últimos internacionais com a pressão de ter que ganhar, e agora estou jogando um pouco com essa ideia de me divertir. Então, é um pouco diferente, né?
Muda um pouco a mentalidade, a forma como a gente vai enfrentar esse MSI. Mas, pessoalmente, eu acho que isso vai me favorecer muito. Então, é só ver, né?
Quando a gente joga no internacional, tem muito mais pressão. Então, para mim, é só jogar, tentar me divertir e tentar ser o melhor possível.
Quando começa o MSI 2026?
O MSI 2026 começa em 28 de junho, com a disputa do Play-In em Daejeon, na Coreia do Sul. Já a Bracket Stage, fase principal do torneio, será realizada entre 3 e 6 de julho e 8 e 12 de julho, com a grande final marcada para 12 de julho.





