A jungle chega ao MSI 2026 como uma das posições mais fortes do torneio. Além dos grandes nomes das equipes asiáticas — XUN, Oner, Kanavi e Tian — o Ocidente também conta com jogadores cada vez mais renomados, como SkewMond e Inspired, além de jovens promessas, como o brasileiro Tatu, que vem ganhando cada vez mais reconhecimento.
Entre todos os nomes do torneio, Yike representa a Karmine Corp, mas não aparece entre os mais prestigiados nas tradicionais tierlists que antecedem os torneios internacionais. Analistas como Peter Dun, por exemplo, colocam o jungler atrás do brasileiro.
Em entrevista exclusiva ao Mais Esports, Yike elogiou o jogador da FURIA e comentou sobre a declaração do famoso treinador:
Acho que o Tatu é, claro, um bom jogador. Acho que ele é um dos melhores, não sei se o melhor jungler brasileiro no momento. As pessoas não deviam subestimar ele, né?
Confira, abaixo, o bate-papo completo com Yike, jungler da KC, após a derrota da equipe para a T1 no MSI 2026.
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O que faz a T1 ser tão forte?
Acho que a maior qualidade deles é o clutch. Eles são um time muito clutch e sabem quando fazer essas jogadas, em que lado do mapa.
Por exemplo, no jogo 2, em que estávamos na frente e podíamos ter vencido, eles sabiam exatamente o que queriam fazer. Jogam em volta do Nash, da visão que têm, e esperam o adversário chegar e cometer erros. Fazem esse tipo de coisa muito bem.
Isso aconteceu em vários jogos, até contra a Team Liquid, no jogo 2, em que eles quase perderam também. Então é isso. São muito clutch no mid e late game, sabem o que fazer no mapa e onde precisam estar.
No internacional, KC e G2 voltaram a fazer scrim ou trocar informações?
Sim, mudou. Fizemos scrim com eles pelo menos uma vez e talvez façamos mais, mas, sim, parece que eles estão dispostos a treinar com a gente no internacional. Então isso é legal, porque é bom poder treinar contra a G2.
Treino entre KC e G2 é sempre bom e, para mim, os dois times podem aprender com isso.
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Como você vê a decisão da G2 de não fazer scrim com vocês na temporada regular?
É, isso depende deles, né? A gente quer fazer scrim com eles, e cabe a eles decidir se querem fazer scrim com a gente ou não. Eu não sei os motivos. Acho que a gente é um bom parceiro de scrim, mas, no geral, isso fica por conta deles.
Se eles não querem fazer scrim com a gente, é coisa deles, problema deles. Realmente não sei por que não querem, mas é assim que é, infelizmente.
O que você pensa sobre a declaração do Peter Dun, comparando o seu nível e do Tatu?
Coaches podem ter a opinião deles sobre jogadores. Eu realmente não ligo se alguém acha que eu sou melhor ou pior do que outra pessoa, mas ele parece forte.
Eu também já falei com o Tatu no client do torneio. A gente conversou um pouco, fez perguntas um para o outro. Então ele é um cara legal e parece um bom jogador. Vai ser divertido jogar contra ele também. Não sei quando isso poderia acontecer, provavelmente no main stage. Mas, enfim, sim, eu respeito o Tatu.
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O que você achou do formato do play-in, com a T1 já tão perto da classificação?
É, acho que a chave do play-in nesse MSI tá meio estranha, claro. Acho que nas edições passadas nunca foi assim, com só um time do play-in se classificando. Então acho só estranho, né? Não sei qual foi o motivo. Talvez mais regiões, mais times e tudo isso.
Mas, de qualquer forma, a gente só precisa vencer se quiser ir pro main stage. E eu acho que a gente ainda consegue. Obviamente a gente perdeu pra T1 hoje, então fica difícil enxergar isso agora, mas eu ainda acho que a gente fez coisas boas hoje.
Acho que a T1 também mostrou algumas fraquezas. Então a gente só precisa trabalhar duro contra quem vencer entre Team Liquid e DCG e, com sorte, conseguir a revanche contra a T1, onde a gente pode ir melhor.
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Qual era o plano da KC nas invasões à jungle da T1 no começo dos jogos?
Sim, a gente tinha, acho, um bom draft e eu sabia que tinha lanes com push, né? Então, sempre que você tem lanes com push, pode invadir se quiser. E eu sei que posso ganhar do Nocturne. Então a gente vai pro red buff dele. Acho que a gente faz tudo certo. Só que foi um pouco de azar.
A gente sabe que eles não têm ward, mas, quando a gente dá auto attack, ele ganha a visão do mato, então consegue disputar o smite comigo e pega o red. Isso foi muito bom pra eles. E aí, acho que a forma como a gente sai do red buff… eu simplesmente cometi um erro.
Eu devia só andar com minha bot lane pra eles não conseguirem separar a gente e ir pra cima da minha bot lane. Se eu ando com eles, acho que fica tudo bem. Mesmo perdendo o red buff, acho que fica tudo bem. E não acho que eles conseguem pressionar o Aronguejo nem nada.
Então foram pequenos erros de micro que acabaram levando ao snowball pra eles. Isso não foi bom da nossa parte, e da minha parte.
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Como você avalia as mudanças na KC desde a última temporada até agora?
É, eu sempre acho que mudanças podem ser tanto positivas quanto negativas. Acho que, nesse caso, provavelmente foi bom pra gente, as mudanças que fizemos. Não só na mid e support, mas também trouxemos coaches novos, trouxemos o Reapered, que consegue falar com o Canna e com o kyeahoo, nosso novo mid laner.
Acho que isso deixou todo o ambiente mais fácil pra todo mundo, especialmente pro Canna. Porque é mais fácil se comunicar com o Reapered, com o kyeahoo, do que antes, quando não tinha nenhum coreano no time.
Então, no geral, acho que a mudança foi boa e, obviamente, isso apareceu. A gente ficou em segundo lugar na LEC nas duas vezes, podia até ter vencido também. Ficamos muito perto de ganhar. Então foi uma boa mudança.
E, sim, eu tô muito feliz de trabalhar com o Busio, o Reapered e o Seth agora. Sinto que eles me ajudam muito e sinto que eu também posso ajudar eles. Então acho que todo mundo tá evoluindo, o que é bom.
Como foi montar a seleção da Suécia para a Esports Nation Cup e o que significa representar o país?
É, eu sempre quis representar meu país. Tipo, eu quero representar a Suécia, e foi ótimo quando tive essa oportunidade. Eu vi que o Rekkles também ia jogar, e também tinha o Baus. Agora tem o SlowQ e o Unforgiven, além do Kryze e do Mishi como substitutes. Então tinha nomes bons.
Também, conversando com o YamatoCannon, eu já conhecia ele de outras vezes. Então eu conhecia a maioria deles, os jogadores e os coaches. Pra mim, quando entraram em contato, foi legal.
E, sim, eu sempre tive muito respeito pelo Rekkles. Acho que ele tem muita experiência. Então vai ser muito interessante pra mim jogar com ele e ver o que ele pode me ensinar, e no que eu posso ajudar o time a evoluir também. Vai ser interessante ver todos os times jogando uns contra os outros. Então, sim, tô animado com isso.
Como você vê a EWC em Paris e a chance de jogar com a torcida da KC em casa?
Sim, com certeza. Acho que jogar em Paris vai ser muito divertido e a gente vai ter o home crowd buff, provavelmente com os fãs da KC em Paris. Então, estou animado pra isso. Acho que vai ser muito divertido.
E, sim, vai ser mais um torneio em que a gente pode aprender e jogar contra os melhores times do mundo. Então é legal ter dois torneios agora pra jogar. Fico animado pros dois. Quero garantir que a gente vá o mais longe possível no MSI e depois focar na EWC.
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