Opinião: Cúpula estrangeira parece não se importar com desastre esportivo e administrativo do MIBR

CS:GO
De:Bruno Martins-
January 7, 2021

Quando a tag do MIBR foi comprada pela Immortals, atual Immortals Gaming Club (ICG), em junho de 2018, a expectativa pela volta do lendário clube de esporte eletrônico brasileiro foi muito alta. Além da volta da tag, a contratação da equipe dominante no cenário internacional em 2017 foi algo que mexeu com os torcedores.

Elenco do MIBR apresentado em junho de 2018. Foto: Reprodução

Após pouco mais de dois anos e meio, o cenário é de terra arrasada, principalmente pela má gestão da cúpula estrangeira da organização. O CEO Ari Segal e Tomi “lurppis” Kovanen, General Manager e CSO do MIBR, são as cabeças por trás do desastre da gestão da equipe nesses últimos anos.

Falta de comunicação com a comunidade brasileira, falta de transparência das decisões e julgamentos atrapalhados no que diz respeito às trocas de jogadores, por exemplo, são algumas amostras da péssima gestão internacional da marca do MIBR.

E o pior de tudo é que Segal e Tomi parecem não se importar com o desastre esportivo e administrativo da organização. Nenhum dos nomeados vem a público trazer explicações para os torcedores ou se pronunciar a respeito de qualquer assunto no aspecto do clube. Somente em situações favoráveis, dizem alguma coisa. Nas piores, somem.

Tomi Kovanen, também conhecido como lurppis é General Manager do MIBR. Foto: Helena Kristiansson/DreamHack

Parecerem estar inertes e intocáveis. Como estão longe do Brasil, país base dos torcedores do MIBR, os dois se sentem confortáveis para simplesmente ignorar tudo e ficarem calados. E o distanciamento é algo que incomoda. Os torcedores ficam sem saber o que pensar, a imprensa não consegue acesso às informações necessárias para cobrir o MIBR e todos saem perdendo.

Se ficassem preocupados com o andamento do MIBR, tag que os torcedores brasileiros carregam no coração, Ari Segal e Tomi dariam a cara para bater, conversariam com torcedores e assumiriam as responsabilidades da equipe em todas as suas fases. No entanto, permanecem calados.

Ari Segal é CEO do MIBR. Foto: Reprodução

Uma tag campeã mundial merece respeito por parte de seus administradores. Os torcedores brasileiros merecem respeito. A tag merece respeito. Por maiores que sejam os grandes jogadores que lá passaram nesses dois anos e meio, a instituição MIBR sempre será maior do que qualquer um. Ari e Tomi parecem não perceber isso.

Em live com Gaules, cogu revelou algumas atitudes de Tomi quando estavam negociando a renovação de contrato. O ex-treinador do MIBR disse que se sentiu descartável pelo mandatário finlandês, que desligou uma ligação em sua cara quando estavam negociando. Em outro momento, cogu revelou que se sentiu tratado “como um lixo” pelos executivos.

Ex-jogador do MIBR, fer também deu algumas questões relacionadas à diretoria internacional da equipe. Em sua stream, fer revelou que quando a equipe foi anunciada no MIBR, o quinteto ainda tinha uma semana de contrato com a SK Gaming, sua antiga organização. A multa da quebra de contrato, segundo fer, só foi pago quando o jogador saiu do MIBR.

Gaules também se posicionou e fez duras críticas à diretoria internacional do MIBR. Segundo o streamer, Ari e Tomi não estão no nível da organização. “Até que me provem ao contrário, Ari e Tomi lurppis são dois safados que não sabem o que estão fazendo e não representam a história, nem a moral e muito menos os valores deste clube”, disparou em sua stream.

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Último elenco completo do MIBR. Foto: MIBR