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CBLOL 2026: “Drakehero não é ruim, mas precisa de um tempo que talvez não possamos dar”, diz LOS Enatron

CBLOL 2026: “Drakehero não é ruim, mas precisa de um tempo que talvez não possamos dar”, diz LOS Enatron

Na última rodada da fase regular do CBLOL 2026 1º Split, a LOS venceu a Fluxo W7M por 2-1 e fechou a etapa com mudança importante na jungle. Após a série, Enatron explicou em entrevista exclusiva ao Mais Esports o que a entrada de Curse muda no time, além de reiterar sobre a situação de Drakehero na equipe:

A ideia é trabalhar com uma line de seis jogadores e seguir ajudando o Drakehero a se desenvolver no jogador que ele quer ser. Do nosso lado, claro, a gente não vai impedir o jogador se ele quiser buscar outra oportunidade, seja na Division 2 ou no próprio CBLOL.

O head coach da Onda Laranja também falou sobre o reencontro com a própria Fluxo W7M nos playoffs, a decisão de vir trabalhar no Brasil após 10 anos de carreira e o trabalho diário para desenvolver nomes como Duduhh dentro da LOS. Confira, abaixo, mais trechos do bate-papo com Enatron.


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Foto: Reprodução/Riot.

Vimos o Curse entrando na line no lugar do Drakehero. O que você acredita que muda na dinâmica do time com essa troca e qual é a diferença entre os dois?

Acho que, antes de tudo, o Curse traz muito mais maturidade na gameplay dele. Acho que ele lê melhor o mapa e toma algumas decisões mais rápido.

Por exemplo, antes a gente tinha alguns momentos em que precisava forçar essas reações dentro do jogo, mas agora isso vem de forma mais natural. E a gente consegue abusar do fato de que tem laners fortes, usando melhor o nosso tempo em volta desses laners e mantendo a vantagem.

Claro, a gente não mostrou isso por completo no jogo oficial de hoje, mas durante a semana o nosso skirmish melhorou bastante. Agora a gente hesita menos e luta mais nos nossos termos, comparado com antes, quando a gente lutava mais quando o inimigo dava o ângulo pra gente.


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Foto: Reprodução/Riot.

Agora parece que a gente força mais o erro do adversário e, a partir disso, pega a luta. E, se não pega a luta, então pega o controle.

Foi isso que aconteceu, por exemplo, no jogo 1. Quando eles quiseram lutar, a gente estava pronto, e ele trouxe esse ar novo pro grupo. E o que a gente viveu no jogo 1 foi basicamente o que a nossa prática foi durante toda essa semana.

Outra coisa que eu gosto muito de destacar sobre o Curse é a comunicação dele, porque tem coisa que você não consegue ver de fora.

Ele é muito calmo e centrado, o que é muito bom, especialmente em situações de pressão e em jogos mais tensos, porque isso ajuda o time a estar na mesma página e a pensar na próxima jogada. No geral, ele traz muitos pontos positivos como jogador.

A LOS é o time convidado pra este split do CBLOL e vai ter que defender a vaga no fim do ano. Como fica a situação do Drakehero se surgir uma oferta de um time de tier 2 que possa enfrentar vocês por essa vaga?

Quer dizer, antes de tudo, a gente tem que falar sobre o Drakehero no geral, certo? Porque ele ainda faz parte do time, ainda faz parte do trabalho, é o nosso sexto homem. A gente segue ajudando e desenvolvendo ele como jogador.

Não achamos que ele seja um jogador ruim, só que ele precisa de mais tempo — um tempo que talvez a gente não pudesse dar, por causa do nível da competição no CBLOL agora.


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Foto: Reprodução/Riot.

Mas a gente continua trabalhando com ele no dia a dia, vendo o time de uma perspectiva de fora, fazendo one-on-ones com os coaches. Ele está jogando bastante Solo Queue e está pronto a qualquer momento, caso a gente precise dele de volta no time.

A gente quer o melhor pra ele. Se essa mudança significar mais tempo de jogo e ele realmente quiser isso, jogar mais, em vez de ficar só na teoria, no coaching e nos 1 a 1, sem competir, então isso é algo que ele vai discutir com a organização, caso queira deixar a posição de sexto homem que ocupa hoje.

Vocês vão enfrentar a Fluxo W7M de novo nos playoffs. Você espera uma série parecida? Especialmente no jogo 3, com Zest de carry e o Curse punindo muito as side lanes com Nocturne.

Quer dizer, a gente vai jogar uma melhor de cinco, certo? Então também vamos mais a fundo na champion pool. Por exemplo, se hoje fosse uma melhor de cinco, a gente não teria explorado tanto assim a champion pool dos jogadores. Então, numa série dessas, como vamos administrar os recursos e jogar em cima dos adversários vai ser muito importante.

Claro, não vou revelar nenhum plano pros playoffs. Mas a Fluxo W7M é um time que a gente precisa respeitar. Não dá pra pensar que, porque ganhamos hoje, está tudo resolvido. Eles vêm ganhando, têm pontos fortes e a gente precisa saber lidar com isso como equipe.

Acho que fizemos um trabalho muito bom no jogo 1, controlando bem. No jogo 2, cometemos alguns errinhos, mas isso passa mais por nós do que pelo adversário. Se conseguirmos melhorar na coesão e no jogo em proximidade, teremos uma chance ainda melhor na BO5 daqui a mais ou menos uma semana.

Tivemos cinco dias de treino com a line atual. É um tempo aceitável pra começar a ajustar as coisas, já que jogamos cinco ou seis partidas por dia. Ainda assim, o ideal seria ter mais tempo para o Curse se entrosar com os companheiros e para o time se adaptar melhor a ele.


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Foto: Reprodução/Riot.

Enatron, o que te levou a vir pro Brasil e como aconteceram as negociações com a LOS?

Sim, quer dizer, antes de tudo, como coach eu gosto de me desafiar. Não é segredo que eu passei pela TCL, depois fui pra LEC, da LEC fui pra NA e, de lá, voltei pra Europa porque estava com saudade da cena europeia, indo pra LFL.

E é verdade que tivemos a chance de continuar na Europa neste split, especialmente eu junto com o Invokid — a gente trabalha junto há dois ou três anos.

Mas decidimos vir pro Brasil porque, antes de tudo, uma coisa que talvez as pessoas não saibam é que eu tenho uma longa história com o Kakavel. A gente conversa há muitos off-seasons, desde a época da Team oNe, quando começamos a falar pela primeira vez.

Eu sempre tentava ajudar com insights, com ideias de montagem de elenco, dando feedback sobre jogadores, compartilhando minha opinião. Não é segredo que, em vários momentos, eu estive perto de vir pra cá.


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Foto: Reprodução/Riot.

Só que aí teve LCS, teve LEC, teve renovação na LCS… então, quando você está no mais alto nível competitivo, fica mais difícil tomar a decisão de ir para o CBLOL naquele momento. Mas o CBLOL sempre teve um espaço muito grande no meu coração.

Uma coisa que pouca gente sabe é que, quando eu estava na TCL e fui pro Worlds, a gente enfrentou o Flamengo. E vencemos aquela série, mas o que mais me marcou foram os fãs no estúdio da Riot.

Eles eram muito apaixonados, amavam o time deles de verdade. E isso não é algo tão comum de ver na Europa. Talvez você veja algo parecido com a Karmine Corp ou a MKOI, mas não é algo espalhado por toda a região.

Eu sou fã de futebol, então gosto muito de ver torcedores se conectando assim com o time. Sempre tive vontade de vir pro Brasil para viver esse tipo de experiência, de construir algo junto com os fãs. Só que nunca parecia ser o momento certo.

Enatron em sua passagem na Dignitas, em 2023. Foto: Reprodução/Riot Games.

Mesmo tendo a oportunidade de ficar na Europa este ano, decidimos dar esse passo e vir pra cá. No fim, era quase uma profecia que começou lá atrás e acabou se concretizando agora.

E não é à toa que não fizemos um contrato de apenas um ano. Estamos em um contrato de dois anos com a LOS. Não viemos aqui só de passagem, tipo, de repente ir bem e ir embora. A gente realmente acredita na região, acredita no projeto e quer ajudar a organização a crescer ainda mais com a nossa experiência.

O Ackerman me disse que acredita que o Duduhh pode ser o melhor, mas que ele precisa ter hábitos mais saudáveis. Vocês estão fazendo algum trabalho com ele e com os outros jogadores nesse sentido?

O Duduhh, pra idade que tem, é muito maduro. Quero começar por isso. Em mais de 10 anos de carreira, trabalhei com muitos jogadores de 16, 17 anos, alguns até mais novos, e ele me passa uma sensação muito parecida com a que tive quando trabalhei, por exemplo, com Labrov e Carzzy nessa idade.

Claro, existem aqueles impulsos naturais de jogador jovem. No gameplay, talvez ele ainda não esteja totalmente acostumado com uma forma mais estruturada de jogar. Mas, sempre que a gente conversa com ele, ele realmente escuta.

Quando falamos “isso não vai ser bom pro seu futuro”, ele absorve. Já aconteceu, por exemplo, de ele estar jogando outra coisa, e a gente falar: “agora o foco é League, o jogo está chegando, no seu day off você joga esse outro jogo”. Ele foi lá e desinstalou na hora. Isso é mentalidade de elite.

Foto: Reprodução/Riot.

Acho que isso mostra que ele quer crescer e alcançar o potencial que tem. E, no fim, todo jogador passa por uma escolha: ou segue o caminho mais difícil, de trabalho constante, que leva ao sucesso no longo prazo, ou opta por atalhos que trazem resultado rápido, mas não se sustentam. Eu já vi muitos casos assim, e o Ackerman também.

Quando esse momento chegar, a decisão vai estar nas mãos do Duduhh. A gente vai tentar guiá-lo pelo caminho mais difícil, mas que traz carreira à longo prazo. Ele tem todas as ferramentas pra fazer isso e, até agora, tem mostrado que está no caminho certo.

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Você também pode conferir todas as emoções das partidas no Comício dos Jornalistas, a Costream do Mais Esports!

Foto: Reprodução/Riot.
Ian Teixeira

Ian Teixeira

Mais Esports desde 2025. Esta é a minha personalidade séria; a outra eu guardo para as lives.

Publicado emAtualizado

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