CBLOL 2026: “No decorrer do campeonato, eu vou ser o melhor”, diz VKS Boal

CBLOL 2026: “No decorrer do campeonato, eu vou ser o melhor”, diz VKS Boal

A Vivo Keyd Stars não ficou 0x2 na segunda semana da Copa CBLOL 2026, porém venceu a LEVIATAN e perdeu contra a LOUD em um jogo bem controlado pela Verduxa no domingo (25).

O que faltou para a VKS? Para responder sobre isso e muito mais, Boal, Top da Vivo Keyd Stars, concedeu uma entrevista exclusiva ao Mais Esports falando sobre seu desempenho individual, coletivo dos Guerreiros e novos desafios.

Por que você acha que esse jogo contra a LOUD foi tão difícil?

Esse jogo é uma mistura da nossa falta de qualidade em certas situações e também do draft. Acho que a gente fez um draft que não era tão fácil de executar. Mas também a gente considera que teve chance de ganhar esse jogo e não é devido ao draft que a gente perdeu, e sim porque a gente não foi proativo no momento certo. Porque a gente cometeu erros que deixaram o jogo muito mais difícil.

Faltou preparo, na minha opinião, senti que a gente não estava na mesma página em alguns momentos, tanto na questão dos picks e bans quanto também dentro de jogo. Então, eu acho que falta a gente se alinhar mais e ter uma coordenação melhor. Eu diria que são esses dois fatores.


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Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr.

Vocês recebem essa derrota como um grande baque?

Eu acho que não é tão grande porque… pelo menos no nosso time, os baques acontecem durante a semana. Óbvio que a gente fica frustrado de perder e a gente sente isso. Mas eu acho que tanto os jogadores quanto a comissão técnica fazem um papel bom. Eles nunca deixam a gente ficar relaxados ou confortáveis durante a semana de treinos, mesmo se, por exemplo, em alguma semana a gente ganha de 2×0 ou algo do gênero.

A gente sempre está em constante alerta sobre a nossa situação, porque a gente quer sempre melhorar mais, independente de estar ganhando ou não no campeonato. Diria que todo mundo é bem pé no chão em relação a isso.

Faltou preparo pra essa semana, não em relação aos treinos, mas mais em relação ao stage mesmo. Eu acho que a gente não teve tanta urgência em se alinhar pro jogo do campeonato. A semana de treinos foi boa, sim, foi melhor. Mas, em relação a como a gente ia encarar o final de semana e as partidas, eu acho que a gente pecou um pouco nisso. Então é algo que a gente não vai deixar acontecer de novo.


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Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr.

Está tendo uma voz mais definida, igual era com o Trimby? E como vocês têm feito esse processo de novas vozes?

Então, eu acho que esse papel é um pouco dividido. No começo do jogo, quem mais fala é o Disamis, sem sombra de dúvidas, por conta da função dele no jogo, por ser o jungler. Mas, em relação ao resto do jogo, mid game e late game, a grande maioria das grandes chamadas é o Kaiwing que faz. O Kaiwing também, o Disamis às vezes. E aí, eu e o Mireu estamos sempre falando de side, né? Sobre a nossa situação, como a gente quer jogar o mapa, porque é assim que a gente combinou, é assim que a gente vê o jogo. Então, Mireu e eu temos esse papel de coordenar mais a parte de side e como isso impacta o jogo no geral.

Mas a liderança é do Kaiwing, sim. Sem dúvidas, o Trymbi era um pouco mais ativo, eu acho que um pouco por conta da língua. Mas o Kaiwing também é um excelente líder, ele sempre comunica muito o que ele quer fazer. Ele é muito inteligente sobre o jogo. E, assim, eu acho que nem é algo ruim do Kaiwing, é que o Trymbi tinha um papel muito ativo, ele falava muito sem parar, sem parar, sem parar. E, óbvio, né, tem gente que acha isso bom, às vezes depende do time que você tá e tal. Mas o Kaiwing, assim, eu não sei como ele era na liga dele, falando a língua dele, mas aqui ele é o nosso líder, ele é a pessoa que mais fala, ele agrega muito pra gente. Só que ele não fala tanto igual o Trymbi. O que também eu não acho que seja nada problemático, porque é só a forma que o nosso time é atualmente.

Então, o nosso líder ainda é o suporte, é o Kaiwing, e isso continua a mesma coisa.


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(Imagem: Divulgação/CBLOL)

Na primeira semana eu entrevistei o Guigo. E eu perguntei pra ele quem ele considerava que era o melhor top laner e ele disse que esperava que ia ser você. Depois de duas semanas passadas, né? Eu queria ouvir de você… Em que lugar você acha que se encontra na top lane?

Diria que top 2, acho, mas eu não penso muito nisso, pra falar a verdade. Nunca é algo que passa na minha cabeça, mas, se eu tivesse que definir agora, eu diria top 2. Eu acho que o top 1 é o Zest atualmente. Ele vem sendo muito impactante nos jogos, ele tá jogando a lane bem. Então, eu acho que é difícil falar que ele não está em primeiro lugar.

Não vejo isso como algo negativo. Eu acho que uma das minhas maiores qualidades como pessoa e jogador é me adaptar à situação e evoluir conforme for necessário. Então eu sei que, no decorrer do campeonato, eu vou ser o melhor, e não tenho problema com isso.

Sua reta final de 2025 foi muito interessante, a gente chegou a conversar sobre isso, mas eu queria saber o que você pensa em trazer para 2026. Ao longo da competição, existe algum lugar que você mira para além do título.

Eu acho que 2025, principalmente o final de 2025, fiz um campeonato bom e tive performances boas nos Estados Unidos e na China, no Mundial. Então isso me deixou contente, mas eu ainda sinto que posso fazer mais, e isso é algo que constantemente tá na minha cabeça.

Então, pra 2026, eu não penso muito nisso também, mas, se eu tivesse que pensar em algo seria ter uma performance ainda mais chamativa individualmente. Porque, em 2025, eu até lembro, assim, meio como brincadeira, né, mas o time inteiro da Keyd ficou naquele All Pro em primeiro lugar lá, e o FNB ficou. Eu achei meio roubado, tá? É brincadeira, o FNB é um jogador muito bom, mas acho que eu deveria estar lá.

A minha meta é, assim, de forma indiscutível, ser o melhor. Que as pessoas reconheçam isso também. E ganhar, porque essa line é muito boa, a gente consegue ir muito longe.


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Foto: Reprodução/LoL Esports Flickr.

Cara, eu fiz duas perguntas pra você, né, em relação a qual lugar que você se vê no top e a sua meta, e você falou assim: “não penso muito nisso”. Então, bom, no que você está pensando muito por agora durante esse split? Onde está a sua cabeça?

Falando a verdade, eu sou uma pessoa bem tranquila em relação a essas coisas. Digo no sentido de que eu não me apego a expectativas e também não penso muito no futuro. Eu me concentro no problema que tá na minha frente e em como eu posso resolver. Então, eu sou uma pessoa que consegue se encontrar bem no presente. Acho que é uma característica que consegui desenvolver nos últimos anos como jogador.

Meu foco é cada dia focar apenas no presente: nos treinos, em como eu posso ser melhor, como eu posso ser um top laner melhor pro meu time, como eu posso ajudar meu time a jogar melhor, como eu posso jogar melhor. É a única coisa que passa na minha cabeça. Pra falar a verdade, eu não me importo com quem eu vou enfrentar na semana, se eu sou o primeiro, o segundo, o terceiro, o oitavo. Eu não me importo com isso. O que importa é a minha performance e ganhar no final das contas.


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Foto: Reprodução/LTA Norte Flickr.

Focando no presente, então, para a gente fechar. Onde você acha que a VKS precisa melhorar?

Acho que algo importante é a proatividade. Isso varia de jogo pra jogo, né? Tem situações em que eu preciso ser mais proativo, tem situações em que o Disamis precisa ser mais proativo, o Morttheus, etc. Então varia conforme o jogo, com o draft e tudo mais. Mas é algo que eu sinto que falta um pouco, no geral, pra gente.

Precisamos criar mais as nossas próprias jogadas, em vez de, às vezes, ser um pouco devagar ou só responder. Diria que é muito uma questão de a gente conseguir emplacar o nosso jogo de forma sólida e impactante, sabe? Porque, às vezes, eu sinto que a gente ou demora um pouco pra fazer as coisas, ou comete um errinho que, por mais que para o espectador não pareça algo grande, ou às vezes nem seja muito perceptível, acaba atrasando três, cinco minutos pra fechar o jogo.

E é nisso que a gente foca: nos pequenos detalhes, pra conseguir ser um time bem sólido.

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Foto: Reprodução/Riot.

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Atualizado

Sérgio 'Correslol' Fiorini

Sérgio 'Correslol' Fiorini

Jornalista nos Esports desde 2022. Tropa da Edificação. Jornalismo que incomoda.

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