A LOUD bateu a Vivo Keyd Stars por 3×1 na estreia dos playoffs do CBLOL 2026 1º split, mas nem tudo foi tão fácil quanto parece. Quem contou, com exclusividade, sobre a jornada até o bom momento da Verduxa foi a estrela da equipe, Xyno. Confira em vídeo ou texto:
Como está o clima interno dessa LOUD chegando como chegou para os playoffs?
Cara, a gente está bem confiante. Pessoalmente, sim, eu posso dizer que estou bem confiante. Eu acredito que, quando entro no stage hoje em dia, eu tenho um sentimento de que não dá para perder. E esse é um sentimento muito legal, muito gostoso.
Mas acho que a gente ainda tem muito para aprender. Então, essa série demonstrou que ainda temos vários erros para corrigir, mas eu estou animado até para isso, né? Estou animado para corrigir e tornar o time o melhor possível, então tem sido muito legal.
Acho que os playoffs são um jogo totalmente diferente. A gente é muito acostumado com esse tipo de partida, então temos jogadores muito bons para esse tipo de situação, sabe?
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Gostaria de capturar esse sentimento que você falou de ficar muito animado para qualquer das situações, muito confiante. Você sente que isso é desde o início, apesar dos altos e baixos, ou veio agora para os playoffs?
Cara, eu não posso dizer que é desde o início, porque… quer dizer, no First Stand eu já estava bem animado para melhorar. Desde antes, na verdade, desde o bootcamp com a LOUD, na minha entrada no time, eu estava bem animado.
Senti que foram vários altos e baixos que, querendo ou não, desanimam um pouco. Mas, assim, acho que a vontade, o ânimo de ser competidor, ele não para nunca. E, quando você entra nessa situação, quando você alinha tudo — apesar de mudança de jogador, apesar de briga, essas coisas —, quando alinha tudo e pensa que todo mundo está na mesma página para melhorar junto, isso te dá um ânimo animal. É muito bom.
O TheShy diz em um documentário que, após vencer o Worlds, ele sentia que seria muito fácil ganhar de novo, voltar para o topo e tudo. Eu sei que não foi exatamente o Worlds que você ganhou quando venceu a Copa CBLOL, mas queria saber se você teve um pouco do mesmo sentimento pós-vitória e se o First Stand bateu em você.
Tem, tem relação. Acho que o First Stand deu uma quebrada, sim. Principalmente pelos treinos; eu não diria que é pela Copa CBLOL, mas nos treinos com a galera de fora eu estava mandando muito bem.
Contra times estrangeiros, eu senti que, pô, eu tenho jogo, eu dou jogo. Qualquer um, qualquer top laner do mundo, eu consigo jogar contra. E você ter esse tipo de sentimento quando está no Brasil, que a comunidade fala que é outro jogo, LoL 2, não sei o quê… Eu senti isso, fiquei com a expectativa lá em cima, e quando a gente foi para o First Stand e perdeu… isso quebrou um pouco, não vou mentir.
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Mas, depois do First Stand, acho que para esse split… eu não diria que a gente entrou de “salto alto” ou que falou: “ah, vai ser fácil”, porque eu senti que, pelo menos para mim, o último split foi muito… teve muitos acasos. Claro que a gente deu muito de si e tem muito mérito por isso, mas teve alguns acasos e eu disse para mim mesmo que, dessa vez, a gente precisava ganhar para realmente garantir que somos o melhor time hoje.
É como se a gente estivesse provando de novo, sabe? Apesar de toda a mística, a LOUD tem uma camisa muito pesada, playoff de CBLOL, a LOUD sempre ganha. Mas, de qualquer forma, acredito que a gente realmente deu um passo para trás para dar dois para frente.
O Uzent falou em uma entrevista que, quando ele chegou, os treinos não estavam bons. O clima estava meio tenso, o Envy também confirmou isso na coletiva, e eu fiquei com a dúvida: qual foi o papel do Xyno em tudo isso? Como você se portou como teammate nessa fase ruim?
É difícil falar, porque a gente teve muito mix de sentimentos, de sensações dentro da semana. A gente pode dizer que a LOUD é um time muito ruim de treino, a gente sempre foi, e estamos tentando melhorar. Por isso que a gente trocou de jogador; a última troca foi basicamente por causa de treino.
E, pelo menos para mim, eu sentia que a gente precisava melhorar nos treinos se quisesse ganhar. E isso era muito difícil. Sabe quando você está tentando fazer muito uma coisa e não consegue? Isso é muito estressante. E, quando sete pessoas estão tentando fazer a mesma coisa e as sete não conseguem, é mais ainda. O nosso manager também, o Roxo, falou muito comigo na nossa série contra a VKS na última semana.
Mesmo sendo uma pessoa bem jovem, eu acho que venho tentando ajudar muito a galera lá de dentro. Acho que a gente tem um mix de personalidades bem fortes, todo mundo quer falar, todo mundo quer dar sua opinião, e acho que, pelo menos dentro de jogo, uma pessoa precisa ter essa voz firme.
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Eu não acho que eu seja a voz firme dentro de jogo especificamente, mas, logo depois do jogo, no review e no off-game, eu tento mexer com todo mundo. Eu não quero ser muito egocêntrico e dizer: “ah, eu sou o líder”, assim, mas acho que, sim, as pessoas do nosso time me colocam numa situação em que eu consigo aguentar.
Se precisar de alguém para ficar numa situação ruim, eu vou ficar, e eles sabem que vou ficar de boa. Então, quando comecei a ter essa responsabilidade de ser o cara mais constante, querendo ou não, você ganha muita confiança dos teammates e da coaching staff. E, com essa confiança toda, eu pude entregar muita liderança para eles.
Então eu tenho tido um papel, sim, de falar. E depois da conversa que tive com o Roxo de novo, puxei uma conversa com todo mundo, e foi uma conversa muito boa.
Eu xinguei bastante a galera, mas acho que todo mundo acordou. E acho que não acordou porque estávamos fazendo coisas ruins necessariamente, mas porque vimos o nosso potencial.
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Quando você está muito no fundo do poço, você fica muito incerto até de existir, sabe? Você não sabe se deveria estar ali, se a sua posição é merecida. E eu tento lembrar para a galera que a gente ganhou, sabe? A gente é bom, a gente consegue.
E acho que esse é o meu papel principal no time hoje.
Essa conversa que você citou me fez perder um pouco a linha do tempo. Foi pós a vitória contra a VKS?
Antes da última vitória contra a VKS, a gente tinha tido semanas muito ruins, né? A gente estava com três derrotas seguidas no stage. Tiramos um jogador, mas os treinos continuavam ruins.
Acredito que eu também tive alguns erros de rotina, sim. Eu estava muito estressado, cobrando muito a galera. Demais, assim. Até demais. Eu ficava naquele “você não pode fazer isso, você não pode fazer aquilo, você não pode fazer isso”, e acabei dando uma exagerada na galera.
Então eu até falei para eles que eu também tenho minha culpa nisso, que eu também precisava pegar mais leve. A gente tinha bastante tempo, agora a gente tem duas vidas no playoff, e temos várias semanas para trabalhar e ficar bem.
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Então a gente deu um passo para trás, mas, ao mesmo tempo, olhamos para nós mesmos e pensamos: “ganhamos!”; A gente trocou de jogador e ganhou, significa que o nosso core é muito forte. A gente tem um coach muito bom. A gente tem muita estrutura e temos uma camisa pesada.
Juntamos todos esses fatores e, nessa conversa antes do jogo contra a Keyd — se eu não me engano, foi no sábado; o jogo era no domingo, a gente conversou no sábado de manhã, antes do treino —, logo depois tivemos um treino bem bom, em que conseguimos ganhar bastante informação, mas o treino não era o principal. Eu só disse que a gente precisava ter confiança, precisava ter vontade de jogar. E eu acho que, quando demonstramos isso naquele treino, eu falei: “pô, a gente já ganhou amanhã”.
Queria ouvir de você se você se considera o melhor top laner, porque a série que a gente viu hoje foi unilateral.
Tá, assim no seco? Ah… cara, sim. Eu acho que tenho muito a aprender e muito a melhorar.
Acho que só de estar nessas conversas de melhor top laner isso já significa muito para mim. Eu vejo algumas pessoas falando não sei quem, não sei o quê, e só estar nessa conversa para mim já é um privilégio, você entende? Tipo… eu não imaginava que estaria nessa posição. É uma posição privilegiada, não vou mentir, de ser considerado o melhor, então já é algo pelo qual eu preciso ser grato.
Mas, ainda assim… eu acho que, além do in-game, eu acrescento muita coisa para o time no off-game. Então acho que essa é uma das minhas forças, e eu tento sempre ajudar a galera. Às vezes é difícil, como eu falei: a nossa rotina estava difícil. E até eu mesmo, eu não estava muito animado. No treino, eu queria só que acabasse logo, porque os treinos estavam sendo ruins.
E quando você tem essa sensação como jogador, é a pior coisa que você pode sentir, sabe? Aí eu tive aquele clique e falei para a galera: “galera, a gente não pode continuar assim, a gente precisa mudar”. E a gente tem feito isso bem.
Então, sobre sua pergunta… eu acho que sim. Acho que todo mundo do meu time confia em mim e me acha o melhor, então, se eles me acham melhor, eu sou.
Algum recado para a torcida da LOUD, Xyno?
Só agradecer mesmo pelo apoio. Acho que a galera apoia muita gente. Sempre vem aqui no stage. Sempre manda muitas mensagens. Eu sou uma pessoa muito amada, eu consigo sentir isso.
Eu saio ali depois dos jogos e muita gente pede para tirar foto, e isso é algo que eu nunca imaginei na minha vida inteira. Então é algo muito maneiro, uma sensação de privilégio enorme. Quando você sente isso, você fica muito feliz.
Eu quero muito agradecer a galera. Quero também falar que a gente está dando o nosso melhor, assim como sempre deu.
Os jogos vão ser difíceis agora, temos equipes melhores. Vai afunilar um pouco, vai ficar só os times bons mesmo. Mas a gente sempre tem dado o nosso melhor e eu acho que essa é a nossa diferença.
Além de ser o time mais esforçado, é o time mais guerreiro também. A gente trabalha muito, entrega nosso sangue e suor até o final. E a gente tem uma torcida incrível, que apoia a gente em tudo. E essa é a receita para o sucesso, eu acho.
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