CBLOL 2026: “Quero durar mais que um split. Estou dando minha vida pra isso”, diz LOS Drakehero

CBLOL 2026: “Quero durar mais que um split. Estou dando minha vida pra isso”, diz LOS Drakehero

A LOS fecha seu primeiro fim de semana de retorno ao CBLOL 2026 sem perder um jogo sequer, se mantendo invicta ao lado de RED Canids e FURIA. Porém, não foi só a Onda Laranja que voltou para o CBLOL, mas também o seu jungler.

Contando com exclusividade ao Mais Esports sobre sua trajetória pessoal até o retorno ao Tier 1, Drakehero falou sobre o desempenho meteórico do time, o bom momento pessoal e as metas para o ano de 2026.

Primeiro final de semana 2-0 tranquilo. Vocês esperavam isso internamente, baseado nos treinos?

Não tranquilo, mas a gente esperava que fosse conseguir 2×0.

A gente achou que ia ser muito difícil contra a Vivo Keyd Stars, sendo muito honesto com você, e que contra o Fluxo W7M fosse mais tranquilo. Mas acabou que, contra a VKS, conseguimos ter um jogo muito bom.

Juro por Deus, ninguém pensava que eu fosse ser tão tranquilo assim.


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Foto: Reprodução/Riot.

Todo mundo que estava falando sobre a LOS citava as muitas nacionalidades e os diferentes momentos de carreira das pessoas. Como foram os primeiros dias de adaptação?

Eu sabia que eu ia ter um pouco de dificuldade, porque seria a primeira vez falando inglês no time. Então, o que eu fiz? Durante a minha off-season, eu tirei quase todos os dias pra falar com o Enatron (Head-Coach da LOS) em inglês, pra já melhorar a fluência antes de começarem os treinos, porque eu sabia que teria dificuldade quanto a isso.

Também procurei um psicólogo, porque você não ter tantos brasileiros no time complica um pouco, não tem o que fazer. Você sente saudade de falar a própria língua de vez em quando. Mas, surpreendentemente, o inglês de todo mundo é muito bom, então isso ajudou bastante. Os coreanos são muito extrovertidos, então eu consegui ter muita proximidade com eles. Isso tudo me ajudou muito no começo.


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Foto: Reprodução/Riot.

E muito do sentimento que eu tenho é de que eu quero continuar jogando CBLOL. Eu quero durar mais do que um split, sabe? Estou dando minha vida pra poder fazer isso. Não quero que acabe aqui agora. Não quero lembrar de mim mesmo como uma pessoa que nunca conseguiu se firmar, sabe? Que sempre foi um em um dia e, no dia seguinte, era outro. Eu não quero isso pra mim.

Você quer ser mais constante, né?

Não só mais constante, mas eu quero alcançar coisas maiores. Por exemplo, um dos meus maiores desejos é jogar contra o Inspired. Tipo assim, caralho, imagina o quão broxante é viver minha carreira toda e nunca ter jogado contra o cara que eu quero jogar contra. Que isso, mano? Nem é tão difícil assim. O cara tá na LCS, pô!


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Foto: Reprodução/Riot.

Lembro bastante da sua off-season, você e o Duduhh recebendo bastante notoriedade por conta da Kings Lendas, né? Vocês jogaram juntos na FONatics. Essa experiência te ajudou?

Sim, porque eu fui recebendo propostas de outros times. Inclusive, tive conversas com a KaBuM!, e acabou que não foi pra frente, normal, acontece. E um dos principais motivos de vir pra LOS foi o fato de eu já conhecer o Duduhh, eu ser amigo dele.

Porque, obviamente, dá uma confiança a mais você conhecer alguém. Porque, tipo, imagina se fossem dois imports que eu não conheço, o Ackermann, que eu nunca joguei com, aí dois coaches que eu também não conheço. Eu não conhecia ninguém. Obviamente teria uma tendência a não ir, a princípio. Acho que é normal isso.

Só que, pelo fato de eu conhecer o Dudu, de eu conversar muito com ele, eu decidi trabalhar junto com ele. Até porque achei que eu poderia ajudá-lo no off-game.

A minha dúvida também vai para o seu off-game. Essa experiência na FONatics te ajudou nesse sentido também?

Cara, sim, porque eu acho que aprendi duas coisas que são muito cruciais pra mim.

Uma é que não é vergonhoso pedir ajuda. Esse foi o principal motivo de eu começar a procurar um psicólogo, senti que seria muito bom pra minha carreira.

E a segunda coisa foi entender que não importa o que você faça, se você estiver dando o seu máximo, você vai ter resultado por isso. Pode demorar, mas você vai ter resultados. Eu também tentei melhorar minha fala, pra falar mais pausadamente, pras pessoas conseguirem me entender melhor.

Então, o Kings Lendas me ajudou a entender os meus defeitos, a sacar que eu preciso melhorar e a não me culpar por eles.


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Foto: Reprodução/Riot.

Drake, você se surpreende com esse seu nível? Ou você acha que todo esse background te desbloqueou isso?

Cara, não vou mentir, não. Eu não me surpreendi. Porque acho que foi um conjunto de coisas muito grande que aconteceram, sabe?

Teve tudo que eu já comentei, sobre a questão pessoal, mas, somado a isso, veio o InvoKid (Assistant Coach), que tá me ajudando muito no dia a dia. Eu e ele, no mínimo, ficamos umas três horas conversando de jungle, tirando as scrims, sabe? Então, querendo ou não, isso tem me ajudado muito.

Uma coisa que pude entender é que muitas das dificuldades que eu tinha no passado pra conseguir jogar bem ou me manter jogando bem era porque minha cabeça era muito tumultuada. Com coisas que, obviamente, eram culpa minha. Só que, talvez por eu ser muito jovem, eu não entendia isso.

A LOS é o melhor time hoje do CBLOL?

Acho que ainda não. Se eu falasse isso, seria totalmente egocêntrico.

E o que falta pra ser, então?

Cara, eu colocaria três coisas ali. A primeira coisa, acho que seria mais tempo juntos. Não tem como um elenco que você preparou pro futuro, em apenas dois jogos, ser o melhor time do campeonato. Isso é impossível. Tem que ser realista.

A segunda coisa, pra mim, é buscar um maior entendimento individual. Acho que ainda me falta muito nisso pra eu conseguir ter o mesmo nível dos melhores junglers do campeonato. Esse é um objetivo meu.

E a terceira coisa, eu acho que é melhorar um pouco a comunicação ainda. Principalmente porque a gente tá treinando há muito pouco tempo. A gente treinou, sei lá, oito dias, eu acho. É muito pouco tempo. Oito dias de scrims é muito pouco.

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Foto: Reprodução/Riot.

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Sérgio 'Correslol' Fiorini

Sérgio 'Correslol' Fiorini

Jornalista nos Esports desde 2022. Tropa da Edificação. Jornalismo que incomoda.

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