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Celeiro de talentos: como a FURIA encontra e trabalha novos jogadores

League of Legends

Desde que o CBLOL Academy teve início, alguns times se destacaram com a revelação de jogadores e o fato de entender como esse novo modelo de campeonato funcionava para o ecossistema do CBLOL.

Uma dessas organizações é a FURIA, que vem sendo grande destaque nesse quesito, seja para jogadores no CBLOL, como tão para a competição interna do Academy. Conversamos com dois dos responsáveis por toda essa gestão de talentos para entender melhor como as coisas funcionam.

Fuuu, mid laner da FURIA Academy
Fuu, mid laner da FURIA Academy. Reprodução/Riot Games

O projeto trainee que deu certo

Iniciado em meados de 2020, quando ainda sequer existia divisão Academy no Brasil, as divisões de base da FURIA contavam com nomes hoje conhecidos do cenário brasileiro de LoL, como Betão (RED Canids), Goot (FURIA), Tatu (INTZ), Reaper (Liberty), Ryan (Liberty) e Titeito Além de zay e Ayu, que são destaques da Los Grandes e da FURIA e também passaram pelo projeto.

Três estão no CBLOL, enquanto outros quatro seguem no Academy e o outro chegou a disputar a divisão de base nas últimas etapas. Com a chegada das franquias, outros nomes conhecidos também passaram pela FURIA Academy, como Tyrin (Vivo Keyd), Sting (Vivo Keyd), Stepz (Vivo Keyd), Snaker (Six Karma), Telas (Vivo Keyd) e ProDelta (paiN Gaming).

Para Maze, coordenador desse projeto na FURIA, o trainee é um processo super importante.

É um processo bem longo. Nós tentamos fazer uma avaliação de diversos pontos no jogador para ver se ele se enquadra dentro do que a gente busca e eventualmente nós fazemos alguns tryouts e depois fazemos treinamentos específicos. Construímos um planejamento para cada jogador

Perguntado se foi surpreendido com o rápido resultado do projeto, Maze diz que fica super feliz com o processo, estudo e as pesquisas para fornecer um ambiente que eles possam se desenvolver esteja dando certo.

Ficamos muito satisfeitos, né? Significa que estamos andando num caminho que, desde lá do início, nós já buscamos

FURIA sempre teve renovações no elenco Academy e continua competitiva

Desde a chegada das franquias, a FURIA sempre renovou os seus jogadores majoritariamente com atletas com baixa experiência competitiva. Mesmo assim, a organização segue sempre lutando na parte de cima da tabela.

Gru e Manel, jogadores da FURIA Academy
Gru e Manel, jogadores da FURIA Academy. Reprodução/Ruit Games

Nesta etapa, os Panteras tiveram uma renovação quase que completa, apenas com Fuu e Stiner seguindo no elenco. Para Furyz, técnico da FURIA, é um desafio trabalhar com jogadores tão novos.

Ao mesmo tempo, vai de encontro com o que a FURIA preza, com relação a ter um ambiente de trabalho legal e que nós possamos trabalhar a longo prazo. Então, acho que tivemos uma evolução relativamente rápida, mas eu acho que isso tá muito mais relacionado ao ambiente

A joia Ayu

Um dos principais destaques do CBLOL nessa 1ª Etapa, o suporte Ayu estava no Academy da FURIA antes de substituir RedBert. Para Furyz, já era nítido que o jogador tinha um nível acima da divisão de base e já estava pedindo passagem para o elenco principal.

Eu acho que o Ayu, ele tinha uma mentalidade muito madura sobre o jogo. Ele tinha uma ideia muito clara do que ele queria fazer, do que precisava fazer e isso com muito pouca experiência. Então, com certeza ele é um cara fora da curva. Isso ficava evidente pra gente e agora estamos vendo isso no CBLOL. Mas, isso tudo vem de um longo trabalho aqui da FURIA, desde a base e também é por isso que mesmo com a saída dele, nós conseguimos nos adaptar com o Manel, que é outro menino sem experiência nenhuma e tem 16 anos

Ayu, suporte da FURIA no CBLOL
Reprodução/Riot Games

Furyz explica um pouco mais dos conceitos que a FURIA utiliza no processo de moldagem desses atletas que geralmente chegam na organização com 14 e 15 anos.

Eu acho que para a gente poder trabalhar com jogadores novos a primeira coisa é começarmos o trabalho bem de base, tentar nivelar todo mundo com os conceitos que achamos importantes dentro do jogo mesmo. É o primeiro definir esses conceitos para todo mundo estar na mesma página e aqui é um trabalho bem a longo prazo, sem querer cobrar resultado logo e isso gera um ambiente mais saudável, que conseguimos ter mais trocas e conversas para poder chegar em um consenso sobre o jogo, falar abertamente sobre problemas

Maze reitera que são vários profissionais que a FURIA entrega não só para as divisões principais, mas também para esses garotos.

Buscamos ser muito abertos e transparentes porque estamos lidando com o sonho deles e eles são muito novos. Então, muitos ali estão montando o que eles querem ser pro resto da vida, o caráter, estão se desenvolvendo como pessoa. Tem muita coisa ali que assim na parte de desenvolvimento do ser humano é muito preocupante. Então temos uma seriedade muito grande

FURIA x Keyd no Academy tinham 8 jogadores que passaram pelos Panteras

Em um dos confrontos dos playoffs, a FURIA encarou a líder Vivo Keyd Stars e um dado interessante pode ser observado. Dos dez jogadores, oito deles já tinham passado pela FURIA em algum momento da carreira. Seja no CBLOL ou também no Academy.

Isso nos deixa super feliz porque antes nós tínhamos uma rotatividade de jogadores muito baixa entre nomes. Nós temos que melhorar muito ainda e nunca estamos satisfeitos. Sempre estamos buscando mais informações, onde podemos melhorar

Para Maze, os resultados irão aparecer aos poucos, já que é um trabalho que começou há muito tempo a ser feito pela FURIA.

Desde lá de trás, nós já pensamos no quanto queríamos aumentar a rotatividade de jogadores

Tyrin, Sting e Telas no CBLOL Academy
Tyrin, Sting e Telas tiveram passagens pela FURIA na carreira. Reprodução/Riot Games

Jogadores experientes no Academy não são problema

Uma discussão que assola a comunidade de LoL brasileira é sobre figuras mais experientes tendo que disputar uma liga de desenvolvimento e se essa presença ajuda ou atrapalha. Para Furyz, é uma troca bem útil para os novatos.

Eu acho que jogar contra um time que foi melhor ou que foi o mais forte, sempre expõe dificuldades, algumas fraquezas nossas. Nós podemos lidar isso de duas formas: ficar puto porque eles são experientes ou nós usamos isso com uma oportunidade para melhorar e evoluir. Pros moleques, do nosso time, é muito bom. A nossa mentalidade na FURIA é encarar isso como uma forma de aprendizado, como vamos corrigir os erros e tudo mais. Principalmente para quem tá jogando é bem tranquilo. A competitividade é sempre boa

Complementando a resposta de Furyz, Maze comenta que a presença desses jogadores mais ajuda do que atrapalha os novatos.

Luis Santana

por Luis Santana

Publicado em 05 de abril de 2023 • Editado há 1 ano

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