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First Stand 2026: G2 Rodrigo vê crescimento do LoL brasileiro: “Evolução clara”

First Stand 2026: G2 Rodrigo vê crescimento do LoL brasileiro: “Evolução clara”

Com raízes próximas do Brasil, Rodrigo, head de análise na G2, tem se sentido em casa no First Stand 2026. Enquanto, fora do Rift, ele aproveita e apresenta a cultura brasileira para sua equipe, dentro de jogo, a equipe europeia de Caps e companhia vem sofrendo para alcançar as equipes asiáticas.

Em entrevista exclusiva para o Mais Esports, Rodrigo contou como enxergou a série contra a Bilibili Gaming, a evolução de sua equipe e as diferenças entre a torcida europeia e brasileira, além, é claro, da estadia no Brasil.

A série contra a BLG foi difícil. O desempenho foi um susto pra vocês?

Assim, susto mesmo eu diria que não. A BLG é um time muito bom, então a gente já esperava que eles fossem jogar bem. Acho que, em termos de preparação, eles também fizeram um ótimo trabalho.

Eles focaram bastante em criar cenários desfavoráveis pro BrokenBlade e pro Caps, e hoje isso funcionou bem pra eles. É algo que a gente com certeza vai levar como aprendizado.

A gente já imaginava que eles iam pressionar mais o Caps, porque ele vem jogando muito bem. Mas acabou dando muito certo pra eles, tanto no top quanto no mid.

Mesmo assim, acho que tivemos boas posições nos jogos 1 e 2. Se tivéssemos executado melhor as teamfights, principalmente mecanicamente, dava pra ter vencido. No fim, acho que não foi o nosso melhor dia nesse aspecto.

Talvez a gente também tenha respeitado demais o nome. Porque, pelas posições que tínhamos, dava pra ganhar com base no early game. Mas, no geral, eles são muito bons. Não tem muito o que esconder. Quando estão bem preparados e jogam no nível deles, acabam levando vantagem.

Agora depende da gente aparecer melhor nos próximos dias.


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Foto: Reprodução/Riot.

A Karmine Corp alcançou a final do First Stand ano passado. Vocês tem a expectativa de, pelo menos, igualar esse resultado?

Assim, em termos de amostragem, a gente tem bastante treino contra outros times. Também já jogamos oficiais contra equipes grandes no ano passado, com esse mesmo roster. Então, em questão de capacidade, a gente sabe que consegue ganhar de qualquer um.

Desde que a gente apareça bem no dia e tenha uma boa preparação, o nosso objetivo é sempre vencer.

Acho que o caminho da Karmine Corp foi um pouco mais tranquilo dentro do torneio, sem desmerecer, claro, porque eles chegaram à final de qualquer forma.

Mas a gente está aqui para ganhar. E, como competidor, eu sempre vou acreditar que temos condições de vencer.

Como tem sido os treinos contra os times brasileiros? Sente que a nossa região está evoluindo?

Não, assim, é fácil dizer que a região está melhorando. Principalmente desde aquela campanha da paiN no play-in e, de lá pra cá, até o ano passado e agora neste ano, dá pra ver uma evolução clara no cenário brasileiro. Eu fico bem feliz de acompanhar.

Brinco até que, no escritório, quando um time brasileiro ganha de um time da NA, todo mundo fica maluco junto comigo. É algo divertido de ver.

Em termos de treino, a gente já enfrentou FURIA, LOUD e RED. No geral, os jogos de treino costumam ser bons pra gente, não vou mentir, a gente tende a ir bem em scrim.

Mas dá pra ver que tanto a FURIA quanto a LOUD conseguem construir boas vantagens no early game também.


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Foto: Reprodução/Riot.

Como tem sido o processo de tentar extrair o máximo dessa line-up, que já vem evoluindo recentemente, principalmente o SkewMond e Labrov?

Assim, eu tô muito satisfeito com a evolução dos dois, principalmente do Skew. Mid e jungle são partes muito importantes do jogo, são posições que fazem o mapa rodar, então fico feliz de ver ele finalmente soltando todo o potencial.

A gente já tinha essa noção no ano passado também. Perdemos duas finais seguidas, mas ainda assim chegamos nelas, então sabíamos que éramos bons. O MSI foi bem amargo, mas, a partir do EWC, a gente mudou a chave, focamos nos nossos pontos fortes, trabalhamos neles e passamos a dar o máximo.

E isso vem dando resultado. Evoluímos bastante na forma de contestar visão e também na sinergia, principalmente entre jungle e suporte.

Tem sido uma evolução muito boa. Hoje, o Skew é um jogador extremamente forte, muitas vezes até extraordinário. Durante a LEC, ele brilhou muito, e eu realmente acho que ele é um dos melhores junglers do mundo atualmente, sem dúvida. Então fico bem contente com isso.

Como você enxerga o matchup contra a BNK FearX?

Eu sinto que, contra a BFX, o jogo gira muito em torno do bot. O Diable é um jogador muito bom, e o Kellin também joga muito bem os matchups de enchanter. Como isso é algo que a gente também trabalha bastante, acredito que conseguimos ter essa parte mais sob controle.

Ao mesmo tempo, acho que dá pra explorar bastante o mid. O Caps deve ter um bom cenário, principalmente contra o VicLa, então esse pode ser um dos nossos pontos fortes. No geral, não tem muito segredo. Acho que o jogo passa por aí. Mas deve ser uma boa série, a bot lane deles é bem forte, principalmente o Diable.


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Foto: Reprodução/Riot.

Como tem sido, pra você, mostrar um pouco do Brasil pros seus jogadores nesse tempo curto que vocês têm?

Cara, pra mim tem sido uma experiência muito legal, porque eu sempre falei bastante do Brasil pra eles, né? Eles já conheciam um pouco pelas minhas origens.

Então é muito legal ver isso se confirmando. Eu sempre hypei bastante a comida, falei de como as pessoas são simpáticas, e agora eles estão vendo isso na prática. Já foram em rodízio, já provaram doces…

Tá sendo muito bacana. Eu queria até ter mais tempo pra mostrar mais coisas, mas infelizmente não dá. Mesmo assim, tento aproveitar tudo que dá, até quando a gente pede comida no almoço ou jantar, eu fico empurrando: “pô, prova estrogonofe aí”.

Então tá sendo uma experiência bem divertida, eles estão gostando bastante do Brasil, e isso me deixa muito feliz também.

Como você enxerga as diferenças entre os torcedores europeus, que se concentram mais em organizações como KC, MKOI e, claro, a G2, e os fãs brasileiros?

Eu diria que os fãs europeus são muito mais regionais. Você vê, por exemplo, equipes da Espanha sendo apoiadas pelos espanhóis, as da França pelos franceses, e por aí vai. A gente acaba sendo meio “coringa”, porque recebe apoio de vários lados, mas os grandes times, como KOI e, principalmente agora, a Karmine Corp, têm uma base muito regional.

Já no Brasil, eu sinto que o apoio é muito mais ligado às personalidades. A galera se apega a jogadores específicos e passa a torcer por eles. Um exemplo recente é o Tatu. A paiN também sempre teve esse peso por causa das suas figuras históricas.

Aqui, muitas vezes o torcedor acompanha o jogador, como acontecia com o brTT, que levava a torcida com ele por onde passava.

Então eu vejo assim: no Brasil, a torcida é muito guiada por personalidades, enquanto na Europa ela é mais regional, mais ligada à nacionalidade e à identidade local.

Acompanhe o First Stand 2026

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Foto: Reprodução/LEC Flickr
Ian Teixeira

Ian Teixeira

Mais Esports desde 2025. Esta é a minha personalidade séria; a outra eu guardo para as lives.

Publicado emAtualizado

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