O pesquisador e analista da indústria Joost van Dreunen publicou uma análise apontando que o Fortnite perdeu força como fenômeno cultural.
Para ele, as mais de mil demissões anunciadas pela Epic Games refletem um problema estrutural, não apenas um tropeço pontual.
Estagnação de jogadores e gastos acima da receita
Van Dreunen afirma que a base de usuários ativos do Fortnite está praticamente parada há anos. Parcerias de peso com Disney e LEGO não foram suficientes para reverter esse quadro.
A própria Epic admitiu que o engajamento caiu a partir de 2025, resultando em gastos superiores à arrecadação.
Para compensar, a empresa identificou US$ 500 milhões em cortes e aumentou o preço dos V-Bucks. O analista vai além dos números e enquadra a situação em um contexto maior:
A Epic Games é mais do que uma vítima do azar ou de um trimestre ruim. É o exemplo mais claro do que acontece quando as condições estruturais tornam o declínio inevitável.
Van Dreunen também traçou um paralelo com o Roblox, que segue em crescimento. Para ele, a diferença está no modelo: enquanto os jogadores do Roblox criam cultura, os do Fortnite tendem apenas a consumi-la.
Sweeney ainda inspira confiança
Apesar do tom crítico, o analista mantém otimismo em relação ao CEO Tim Sweeney. A avaliação é de que ele tem histórico para atravessar crises:
Ele é um construtor, não um engravatado. Acredita genuinamente em um futuro melhor para os jogos.
O Fortnite continua com números expressivos, mais de 1 milhão de jogadores simultâneos recentemente, e ainda tem colaborações relevantes no horizonte, incluindo um projeto com a Disney ainda em desenvolvimento.







