Você pode se estressar, se frustrar e até desinstalar e reinstalar o League of Legends diversas vezes. Mas é ciência: os Campos da Justiça podem estar melhorando funções específicas do seu cérebro, segundo um estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia Eletrônica da China.
Os métodos para pesquisar os impactos do LoL no cérebro humano
A pesquisa, disponível no Instituto de Publicação Digital Multidisciplinar (MDPI), investigou como o treinamento com jogos digitais, incluindo o League of Legends, pode impactar a função cognitiva e a atividade cerebral.
O estudo, conduzido com 68 estudantes universitários, analisou mudanças em habilidades como atenção, memória de trabalho e função executiva, além de padrões de atividade neural ao longo do tempo.
Os participantes foram divididos em dois grupos: 33 jogaram LoL, enquanto 35 jogaram Legends of the Three Kingdoms, um jogo de cartas estratégico chinês.
Todos jogaram por uma hora por cinco dias na semana, durante cerca de sete meses. Antes do início, os participantes foram orientados a jogar apenas o título designado no estudo e evitar outros jogos.
Ao longo do período, o comportamento foi monitorado semanalmente por meio de autorrelatos, com validação a partir de dados oficiais das contas dos jogadores que autorizaram o acesso.
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Resultados apontam melhora de universitários em atenção, memória de trabalho e função executiva
Segundo os autores do estudo, embora os dois grupos tenham apresentado melhora cognitiva, quem jogou League of Legends teve ganhos mais expressivos, especialmente em atenção espacial e memória de trabalho.
O grupo também registrou mudanças mais significativs nos padrões de atividade cerebral, indicando maior eficiência no processamento de informações.
Outro ponto de destaque é que esses efeitos não foram apenas imediatos, com os benefícios observados no grupo de LoL continuaram presentes mesmo dez semanas após o fim do treinamento, que mostra um impacto mais duradouro no funcionamento do cérebro.
Pesquisadores apontam possíveis limitações na pesquisa
Vale ressaltar que o estudo tem suas limitações: O exame usado (eletroencefalograma, também conhecido como EEG) não consegue mostrar com precisão onde no cérebro as mudanças acontecem. Além disso, os pesquisadores dependeram do que os próprios participantes disseram sobre quanto jogaram, o que altera a precisão da pesquisa.
Também não controlaram fatores externos, como a carga de estudos de cada um, que pode ter influenciado os resultados, além de o nível cognitivo inicial, o que pode ter gerado diferenças desde na formação dos grupos.
Outro ponto é que não mediram o quanto os jogadores estavam engajados ou motivados, algo que pode afetar o desempenho. Por fim, todos os participantes eram jovens universitários saudáveis, então não dá para garantir que os resultados seriam os mesmos em outras idades ou perfis.
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