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LoL: Goku lamenta eliminação do Flamengo: “Demos nossa alma”

League of Legends

Apesar de toda a torcida da comunidade brasileira, o Flamengo não conseguiu a classificação e foi eliminado do Mundial de League of Legends 2019 ao perder suas três partidas deste sábado (5). Ao perder para a DAMWON Gaming e para a Royal Youth, os rubro-negros foram ao desempate contra os turcos mas foram novamente derrotados.

Após as partidas, o Mais Esports conversou com o mid laner do Flamengo, Bruno “Goku” Miyaguchi, que falou sobre as diferenças entre o Dia 1 e o Dia 3, as dificuldades de adaptação e o sentimento de novamente ver o Brasil eliminado ainda na Fase de Grupos do Play-in.

Vocês tiveram um primeiro dia muito bom, surpreendeu bastante, até tendo um jogo convincente com a Royal Youth, mas agora no dia 2 não conseguiram encaixar. O que aconteceu?

No geral, não sei se ficou claro, mas nós tivemos muitas dificuldades no draft, mudamos de plano muitas vezes, ficamos meio confusos… Acho que a questão que mais afetou foi a nossa champion pool, que na hora de nos adaptarmos ao meta do Mundial, não fomos capazes de acompanhar os outros times, então acho que o que mais afetou foi definitivamente isso.

Algum campeão específico que vocês tinham dificuldade?

Por exemplo, Renekton nós sempre baniamos, sempre baniu, não queríamos jogar de Renekton, entre outros, Qiyana, isso vale para todos os jogadores do time.

Às vezes tem um campeão que vocês banem, não porque o jogador não sabe jogar com ele, o time que não sabe lidar com ele?

Sim, exatamente. Então, isso limitou muito nossas escolhas, nossas estratégias, para jogar contra os dois times e, acho que a RY é o time que tem a champion pool mais vasta, os jogadores deles até trocam de lane, não deu certo contra nós, mas já tínhamos treinado com eles e eles nos amassavam no treino, com estratégia de trocar de lane para pegar uma match-up boa, esse foi o fator mais impactante, porque não conseguimos bolar um plano que todos estivessem confortáveis e que seria bom para o jogo, ou escolhíamos um ou outro: ou era bom e não estava confortável, ou tínhamos que pegar um campeão aleatório, ou pegar cedo no draft, pois não temos muitas escolhas, eles podiam banir no 4 e 5, então estávamos pressionados contra a parede, nessa questão.

Hoje, se formos ver, parece que vocês se deram melhor jogando contra a DAMWON Gaming do que contra a Royal Youth, e a DWG é um time forte, por que você acha que isso rolou? Vocês tiveram um early-game muito bom contra a DWG, até o ShowMaker elogiou, ele ficou impressionado com o Shrimp, o Canyon também… vocês jogaram muito bem, mas contra a RY não. Foi isso de estratégia mesmo? Não conseguiram pegar algo?

Diria que a RY nos leu muito melhor, como time, e também o nosso primeiro jogo, nossa estratégia para o lado azul não foi concisa, demos blind top, Robo ficou muito atrás, estávamos contra o relógio por causa da Fiora, e eles tinham campeões muito móveis contra Thresh: Lee Sin, Ezreal, Le Blanc, era difícil achar alguma janela para pick-off.

Contra a DWG, eles se prepararam um pouco menos, era o último jogo deles, estavam mais relaxados, se ganhassem ou perdessem, não mudaria muito, então diria que o que mais pareceu que fomos melhor contra eles, foi o early-game mesmo, encaixamos certinho, ficamos 3k na frente, mas desandou no mid-game e perdemos.

Para nós que estávamos assistindo, pareceu que vocês tinham mais chance de ganhar da DAMWON do que contra a RY…

Porque, contra a DWG, mesmo com a vantagem, bastava um erro que o jogo desandava inteiro, e foi o que aconteceu, cometemos um erro principal que acabou desandando. Depois disso, o jogo ficou mais difícil, porque a DAMWON é um time muito bom, um vacilo que você dá, perde todo o ritmo de jogo, depois não consegue responder… Mas tínhamos uma chance. Se não tivéssemos errado ali, o jogo seria outro.

Essa foi sua primeira experiência internacional, foi eliminado de cara, como tem acontecido com o Brasil. O que você acha que pode levar para si, o que você acha que aprendeu e o que o Brasil pode fazer para melhorar?

Primeiro, acho que tem muito a mentalidade dos jogadores brasileiros. Eu vou generalizar, óbvio que não é todo mundo assim. Pela minha experiência, nos meus 5 anos de carreira, os jogadores brasileiros tem muito ego, por assim dizer, e isso limita muito na hora do jogador melhorar. O que eu acredito é que se você tem cinco jogadores medianos que estão dispostos a tentarem ser os melhores do Brasil e do mundo, e uma comissão técnica que consegue trabalhar em volta disso, com certeza o cenário vai evoluir. Acho que isso falta muito no Brasil.

Tem muito jogador que se acha muito mais do que é, isso atrapalha muito no desenvolvimento dos próprios jogadores, é uma barreira que existe mas que as próprias pessoas não vem. Eu falo isso com confiança porque eu já fui assim e para eu poder melhorar tudo que eu melhorei este ano, eu tive que quebrar essa barreira e me aceitar que “eu sou ruim, eu vou melhorar e eu serei muito melhor do que eu sou.” Diria isso e obviamente em como o Brasil por ter uma SoloQ ruim, parceiros de treino que são sempre os mesmos. Por exemplo, um boxeador treina com outro, um melhor talvez, nós treinamos com saco de pancada.

Flamengo foi eliminado após perder o desempate para a Royal Youth (Foto: Riot Games)

Mas, eu conversei com o Tinowns que está na Coreia, você foi para lá também esse ano, viu que a soloQ deles é muito mais competitiva. E se for uma bola de neve? O jogador brasileiro acha que a soloQ é ruim e não joga, e como ele não joga, ela fica ainda pior. Se tivéssemos 50 jogadores jogando, sempre no mesmo horário direto, talvez o nível melhoraria. Você concorda com isso?

Concordo, tem muito pro player que se recusa a jogar soloQ, que não presta etc, eu acho que não presta mas é o que temos. É o que eu falo com o Flanalista, eu sempre comentei com ele “Nossa SoloQ é muito pior que da Coreia” e ele dizia que “a soloQ é a pior do mundo que eu já joguei” e ele já jogou no NA, na China, Coreia… Mas ele completa, “mas é o que temos, melhor do que nada.”

Se todos os pro players jogassem soloQ, já iria melhorar. No Brasil, nossas scrims são às 13h e às 17h, e terminamos às 20h, se dessa hora até as 2h a SoloQ lotasse de pro-player, com certeza iria melhorar, mas não é o caso. Muitos se recusam a jogar e se dão por vencido. Isso vai na questão de ego também, porque “ah, não quero jogar com esse cara”. Por exemplo, na stream do Faker, o time dele pode estar feedando 0/10, jogo está 15-0, ele comete um erro e ele diz “se eu não tivesse feito isso, dava para ganhar o jogo”, ele não foca na galera, ele foca nele mesmo. Ele sempre, mesmo que o time seja ruim, foca no que ele pode fazer de melhor, e essa mentalidade falta nos pro-players brasileiros.

Você comentou que você melhorou muito este ano e você foi um dos melhores jogadores do Flamengo no Mundial. Você enfrentou o ShowMaker, um cara que eu até falei que o Faker passa aperto com ele, estava até com medo de como vai ser o Goku, Robo contra o Nuguri também, como foi para você jogar contra um cara desses? Um dos melhores do mundo na lane?

Jogar contra o ShowMaker foi muito legal, sinceramente. Ele joga muito bem a lane, eu só joguei com ele uma vez, mas eu senti que ele sabia o que estava fazendo. Eu não senti muita dificuldade, acho que ele jogou bem, é um ótimo jogador, mas esse “gap” de habilidade, ainda mais na lane phase, está diminuindo, não é tão grande. Mesmo eu sendo um jogador brasileiro, que nunca teve experiência, ele joga na LCK, ele bate na SKT e no Faker, acho que se você jogar de forma inteligente, não bem, mas inteligente, você não passa mal para nenhum jogador de nível mundial.

Manda um recado para a torcida do Brasil, o que você quer falar com o pessoal?

Primeiramente, queria pedir desculpas, porque obviamente esse não era o resultado que ninguém queria, principalmente nós do Flamengo. Saibam que demos o nosso máximo, mesmo isso não refletindo na nossa gameplay, mas posso dizer pelo meu time todo que demos nossa alma nesse Mundial, só tenho a pedir perdão à torcida que nos apoiou tanto.. É isso.

Mesmo com o fim da campanha brasileira no Mundial, a competição continua. Neste domingo (6), o Worlds dá uma pausa, mas volta com força total na segunda e terça-feira com os confrontos eliminatórios da Fase de Entrada.

Vitor Ventura

por Vitor Ventura

Publicado em 05 de outubro de 2019 • Editado há mais de 4 anos

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