Da vitória sobre a Gen.G no First Stand à estreia no MSI 2026, SkewMond chega ao torneio cercado por uma pergunta maior do que a própria campanha da G2 Esports: ele pode virar a nova cara do League europeu e trazer esperança novamente para a região.
Em entrevista exclusiva para o Mais Esports, o jungler falou sobre esse peso num momento em que a equipe volta para o palco internacional com expectativa renovada:
Com certeza, fico muito feliz que as pessoas estejam começando a me reconhecer mais no geral, e também a me respeitar como jogador. Isso é muito legal. Mas, para mim, o mais importante é viver um dia de cada vez, né?
Confira, abaixo, o bate-papo completo com SkewMond, jungler da G2 Esports.
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade
Quais são as suas expectativas para este MSI?
Antes de tudo, obrigado pelo convite. Para este MSI, com certeza muita gente está hypando a gente porque conseguimos chegar à final no último torneio, lá no First Stand. E acho que, do nosso lado, só queremos continuar mostrando que somos capazes de vencer o melhor time do mundo.
Mas eu realmente acho que não vai ser tão, digamos, fácil quanto foi no First Stand, porque o meta mudou e os times também são bem diferentes. Tem muito mais times. Então vai ser mais competitivo.
E, sobre o playstyle desses times, acho que eles estão jogando de um jeito bem diferente de como o pessoal jogava no First Stand. Então vai ser bem legal de ver e desafiador para todo mundo.
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade
Como você vê a pressão em cima da G2 após os bons resultados recentes?
Quer dizer, do nosso lado, e pelo jeito que as coisas estão andando com a G2 no geral, não estamos pensando tanto assim nos nossos últimos resultados, como no First Stand, nas quartas de final do Worlds ou em finais. Só queremos mostrar o nosso melhor de novo.
E isso vem de trabalhar duro e entender como queremos jogar juntos e que tipos de draft queremos montar. Então, claro, muita gente espera uma derrota nossa, mas, do nosso lado, sabemos que seria meio irrealista nos colocar como o melhor time e achar que vamos para a final e ganhar o torneio, essas coisas.
Sabemos de verdade que, desta vez, vai ser diferente e que vamos precisar nos provar mais uma vez.
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade
Enfrentar a Top Esports na estreia traz um sentimento de revanche depois do último Worlds?
É bem empolgante jogar contra eles de novo, mesmo que tenham feito algumas mudanças desde o último Worlds, quando venceram a gente. Com certeza, entramos no torneio com esse sentimento de revanche e queremos muito, obviamente, ganhar deles.
Acho que vai ser uma partida muito boa para abrir o campeonato e também vai nos colocar em uma mentalidade boa, porque com certeza não vai ser fácil.
E, se conseguirmos sair por cima nesse jogo, provavelmente vamos pegar um bom momentum, porque ganhar de um time asiático obviamente não é algo fácil para a Europa no geral. Então vai ser legal de ver.
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade
A derrota para a TES no Worlds dá ainda mais combustível para buscar a revanche e provar de novo a força da Europa?
Com certeza. E, na maioria das vezes, quando as pessoas começam a ter esperança na Europa, ou no continente no geral, é porque esse time realmente consegue ter atuações consistentes contra os melhores times do mundo.
Então, de novo, quando você olha para o First Stand, isso dá muita esperança, porque vencemos vários times bons naquele torneio. Mas o mais importante é manter essa esperança e continuar com esse momentum neste campeonato.
Dessa vez, acho que vai ser bem um tudo ou nada, de certa forma, porque precisamos provar mais uma vez que a Europa tem chances aqui. É isso, fazer o nosso melhor para fazer as pessoas acreditarem.
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade
O First Stand no Brasil deixou uma marca especial em você pelos resultados e pelo apoio dos fãs?
Com certeza. Falando dos resultados, obviamente faz total sentido, né? Chegamos à final de um torneio internacional e conseguimos vencer times da LCK. Então isso sempre vai ser uma lembrança muito boa para todos nós.
Além disso, como você falou, estar no Brasil e ter aquele apoio de verdade dos fãs todos os dias, em todos os nossos jogos, foi incrível. E imagino que você provavelmente saiba também, mas lá em 2017, quando a G2 também chegou à final do MSI no Brasil, com o Perkz, mesmo sem termos vencido, dá para ver meio que uma ligação entre esses dois momentos.
É legal ver que, toda vez que estamos no Brasil, conseguimos performar. Então isso é muito bom. Obviamente, espero que da próxima vez a gente saia com o troféu. Mas, mesmo assim, foi uma experiência incrível.
Você tem acompanhado a Copa do Mundo?
É, eu gosto muito de assistir futebol no geral e sempre acompanhei torneios internacionais, como Euro, Copa América ou Copa do Mundo. Mas, dessa vez, está meio difícil para mim acompanhar qualquer jogo.
Realmente não consegui ver nenhuma partida por causa do horário, né? Aqui na Coreia, os jogos são tipo 2h, 4h da manhã, então não é muito realista para mim assistir. Mas tenho acompanhado os resultados bem de perto.
Você torce para algum clube específico?
É, quer dizer, obviamente, França em primeiro lugar. Depois eu só vou mais na vibe. Não tenho muito um time específico para torcer no geral.
É mais entre os clubes, você torce para algum time francês, como PSG ou Lyon?
Ah, tá. Sim, sim, com certeza. Quer dizer, eu sou meio que de Paris, ali perto, na França. Então, obviamente, gosto muito do PSG. E ver eles conseguindo vencer a Champions em sequência é bem louco. Então, sim, PSG é meu top 1 também.
Tem algo que você aprendeu com os esportes tradicionais e levou para a sua carreira nos esports?
Acho que assistir muitos atletas consistentes e jogadores de alto nível, tipo o Cristiano Ronaldo e vários outros — tem tantos nomes que eu nem conseguiria citar todos — ajuda muito.
Ver todos esses jogadores falando sobre o estilo de vida deles, a disciplina e a forma como encaram os próprios jogos é sempre muito impressionante, porque isso dá muita perspectiva sobre como posso encarar os meus próprios jogos também nos esports, mesmo sendo um estilo diferente, né?
Eu não vou entrar em campo e correr atrás da bola por 90 minutos, mas ainda assim é um jogo muito difícil psicologicamente. E tem muita coisa mental para trabalhar aqui nos esports. Então, aprendi muito com grandes jogadores.
SkewMond, como é lidar com a chance de virar o próximo grande nome do League europeu?
Mesmo que as pessoas estejam começando a me colocar muito para cima e a me acompanhar mais de perto, só quero continuar mostrando que consigo jogar bem de forma consistente. Seja na Europa ou agora no cenário internacional, dar o meu melhor é o que vai me dar confiança de que continuo sendo um bom jogador.
Então, mesmo que eu tenha ido muito bem no último First Stand, isso não quer dizer que eu necessariamente vou estar no topo neste também. É isso que espero, obviamente, porque sei que vou trabalhar duro para isso.
Tenho muita esperança para o futuro e espero conseguir performar bem de forma consistente mais uma vez.
Que mensagem você deixa para os fãs brasileiros?
É, queria agradecer mais uma vez pelo apoio que vocês deram pra gente no First Stand. Vocês foram incríveis e fizeram muito barulho. Então muito obrigado por isso, pelo apoio, e espero que vocês continuem torcendo pela gente nesse torneio. Então é isso, muito obrigado. Muito obrigado.
Acompanhe o MSI 2026
Fique sempre atento à cobertura completa do League of Legends no MSI 2026 com calendário de jogos, resultados, tabela e outras informações aqui no Mais Esports!
E se tem MSI, tem a costream do Mais Esports (Kick, Youtube e Twitch), se lembra!





