368 dias separam Ayu de sua última aparição no MSI junto da FURIA. Na ocasião, a derrota amarga para a GAM Esports por 3-2 colocou fim a uma campanha que deixou a impressão de que as Panteras poderiam ter ido mais longe. No cerne da equipe, o ADC brasileiro teve atuações tímidas em sua estreia internacional.
No ditado popular, o tempo é rei. Mais maduro e após grandes atuações no CBLOL 2026 1º Split, a Besta Mecânica retorna para o MSI 2026 — e, como apontou em entrevista exclusiva ao Mais Esports, mais confortável, experiente e seguro no palco:
Com certeza a gente vai enfrentar adversários muito difíceis, né? Mas acho que dá pra bater de frente, dá pra jogar bot lane ali tranquilamente, dá pra pegar uma match boa bot e fazer acontecer, né? Então eu acho que com certeza eu tenho uma responsabilidade maior nisso agora.
Confira, abaixo, mais trechos do bate-papo com Ayu, ADC da FURIA.
Como tem sido a chegada de vocês em Daejeon e esse primeiro momento de preparação na Coreia?
Diferente da última vez que viemos para o MSI, desta vez acabamos optando por fazer um bootcamp na T1, né? Então, em questão de jet lag, essas coisas, de se acostumar com o horário, quando o corpo não está funcionando muito bem, conseguimos nos adaptar melhor.
Tanto que todo mundo está conseguindo dormir bem. Então nos adaptamos bem já. E a nossa chegada aqui para o MSI, em Daejeon, está sendo bem tranquila. Conseguimos scrimar tranquilamente, não tivemos nenhum problema com comida etc. Então, no geral, está tudo bem tranquilo.
Esses detalhes de preparação, como adaptação ao horário e à alimentação, mudam muito para vocês?
Com certeza. Quando você sai da sua rotina, principalmente quando vai para outro lugar do mundo, né, que aqui, comparado ao Brasil, é muito diferente, realmente afeta. Mas, como já temos uma experiência da última vez, conseguimos nos adaptar melhor.
Como eu disse, viemos antes, então não temos nenhum problema com jet lag, já passou tudo isso. Em questão de comida, essas coisas, estamos lidando bem. E, sobre os treinos, estamos conseguindo marcar tranquilamente. Então, no geral, nos adaptamos muito bem.
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Vocês têm trocado informações ou treinado com outras equipes brasileiras aí na Coreia?
Optamos por não scrimar com nenhuma equipe brasileira ainda. Conseguimos bastante treino com times de fora, da LPL, da LCK e até mesmo da LCP. Então, acabou que não sobrou muito tempo para scrimar com os times brasileiros.
No geral, foi a melhor escolha, né? Mas, em questão de trocar informação e essas coisas, sempre fazemos, né? É bom para a região. Sobre os treinos, porém, acabamos optando por não treinar com nenhuma equipe brasileira.
Essa decisão de não treinar com times brasileiros passou mais pela staff ou pelos jogadores também?
Acreditamos que o mais importante é estudar o meta e ver o que os times estrangeiros estão fazendo. É um fator importante.
Então, se optássemos por scrimar contra times brasileiros, talvez saíssemos desse meta do MSI, que sempre acaba se fechando quando tem internacional. Por isso, optamos por dar prioridade aos times que estão na competição e ver o que eles estão fazendo.
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Entre LYON e Hanwha Life, quem você gostaria de enfrentar na estreia?
Eu gostaria de enfrentar a HLE, porque, com certeza, eles são um adversário mais difícil que a LYON, mas acho que jogar contra esses jogadores em um palco internacional seria uma experiência única.
Acho que temos chance de ganhar, não acho que é algo one-sided para eles. Então, com certeza, seria uma boa estreia, por assim dizer. Eu gostaria de enfrentar a HLE.
Como esse núcleo mais jovem da equipe chega para o MSI depois da experiência internacional do ano passado?
Acho que a principal diferença talvez seja mental, diria. Você chegar aqui de novo não tem aquele peso de: “Ah, é minha primeira vez aqui, será que eu vou performar bem? Será que vou conseguir mostrar meu jogo?”, etc. Com essa experiência, você já chega com a mente mais tranquila. Acho que consegue jogar mais o seu próprio jogo, em vez de pensar em coisas externas.
A experiência proporciona isso. E também proporciona saber que, mesmo se o treino estiver difícil, é porque os caras são bons, mas conseguimos tirar coisas disso. O time não explode, por assim dizer, muito rápido, né, porque já sabemos que conseguimos lidar com isso, andar para frente e melhorar cada vez mais.
Acho que estamos fazendo esse nosso dia a dia. Mesmo com treinos difíceis, estamos realmente dando improve dia após dia. Então, acho que essa experiência consegue proporcionar essa tranquilidade.
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Ayu, você sente uma responsabilidade maior para mostrar seu jogo neste MSI?
Acredito que sim. Acho que eu venho de um bom split do CBLOL. Acho que, comparado à vez que eu joguei MSI, eu tô bem mais confortável nesse meta. Acho que a minha leitura do meta junto com os coaches tá muito boa. Então realmente acho que é entrar no palco e mostrar o jogo.
Como vocês chegaram ao bootcamp na T1 e o que esse ambiente oferece para a preparação?
Não sei muito dos bastidores, de como foi conseguido o bootcamp etc. Mas, falando por experiência própria, já viemos aqui, né? Eu, Tutsz e Guigo viemos para a T1 no ano passado, no fim do ano, para fazer bootcamp. Então já era um lugar que conhecíamos, já conhecíamos a estadia, os arredores e como a T1 trabalhava.
Acho que é um lugar bem confortável, por assim dizer, e fico feliz pela FURIA ter escolhido esse lugar para ficarmos e fazermos nossa preparação, porque é um lugar muito bom. Sobre os bastidores, de como foi conseguido, não consigo dizer exatamente, mas é um lugar muito bom e confortável, como eu disse. Acho que todo mundo gostou bastante.
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A mensagem que vocês querem passar ao torcedor brasileiro é de confiança nessa lineup?
Com certeza, essa é a mensagem que queremos passar. Não só confiança, mas também tranquilidade. Não vamos ser um time que entra no palco, os caras ganham o primeiro mapa e simplesmente desaparecemos. Estamos em um momento em que sabemos no que somos bons e no que estamos pecando também.
Então é realmente esse momento de acreditar. Sabemos que somos um bom time, que temos bons jogadores. Então vamos com a confiança no alto, tranquilos também, com a cabeça no lugar, e vamos tentar mostrar o nosso jogo.
Qual jogador você mais quer enfrentar neste campeonato?
Acho que, para não dizer Faker, né, posso dizer Gumayusi. Acho que está mais perto de enfrentar ele, né?
De acordo com o sorteio, podemos acabar pegando a HLE. Então acho que enfrentar um cara que é tricampeão mundial e que já ganhou várias LCKs, cair com ele de frente logo na primeira chegada acho que vai ser uma coisa bem massa, por assim dizer.
Acho que vai ser um bom confronto e quero realmente ver esse nível dele no stage, né, ver como as pessoas jogam. Mas não só ver, né? Quero também bater de frente, vou dar o meu melhor, vou fazer o meu melhor. Então ele é uma pessoa que quero enfrentar.
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Vocês estão conseguindo acompanhar a Copa do Mundo daí?
Estamos acompanhando, sim. Infelizmente, o jogo do Brasil contra o Japão não conseguimos ver, porque acabava sendo um horário muito tarde para nós e precisávamos estar aqui hoje, agora, fazendo o nosso media day. Então acabamos não vendo, mas estamos acompanhando, sim.
Inclusive, o jogo do Japão contra o Brasil eu vou assistir depois, né, quando tiver no meu tempo livre. Mas todo mundo torcendo pelo Brasil, com certeza.
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