Entender a superioridade de um time é também entender como ele joga, como pensa, quais são seus padrões. Por isso eu, que talvez você conheça como Corres (ou nem conhece, tudo bem), vou tentar te apresentar os padrões apresentados pela Vikings Esports, segunda adversária da paiN Gaming neste Worlds 2024.
Entenda como pensa, drafta e joga a Vikings Esports
Diferente da análise do PSG Talon, primeiro adversário da paiN, vamos nos ater na última apresentação da equipe e um pouco do que deu pra ver na final regional. Algo também que deve ser adicionado é que vamos focar bastante no início de jogo desse time, que é onde ele é mais forte e não vimos isso acontecer nos últimos jogos.
Como drafta a Vikings?
Neste Worlds 2024, a Viking Esports apenas draftou no lado vermelho e nessa situação, pelo visto, a equipe vietnamita resolveu apostar em priorizar a escolha safe do mid-laner.
E isto já aparece como uma adaptação da equipe no Mundial de LoL, afinal, na demonstração da final, a prioridade antes parecia mais ter o AD e o jungle nas primeiras rotações. Vamos conferir mais afundo vendo a imagem dos últimos picks nos drafts:
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No lado vermelho, a Vikings apresentou uma novidade para o Worlds 2024, uma prioridade forte em garantir um mid estável pro Kati e o pick de ADC na primeira rotação. De resto, as escolhas são bem variáveis e situacionais.
No lado azul, do que sabemos, a Vikings costuma fechar a top-side nos três primeiros picks, com a tentativa de ter uma bot-lane agressiva. Um detalhe interessante é que a Kai’Sa não é campeão que você pensa como agressiva na lane phase, mas no jogo 3 da final da VCS, o Shogun (ADC) e o Bie (suporte) arriscam um lane swap pra conseguir essa vantagem de nível e farm.
Como pensa a Vikings?
O pensamento é praticamente só no Shogun. Como citado no exemplo anterior, até de Kai’Sa eles vão arrumar um jeito dele conseguir vantagem cedo, porque a Vikings Esports é um time que ignora conceitos de mapa e padrão pra priorizar a luta, o que é arriscado, mas pode dar muito certo se o seu ADC começou bem.
Se atendo um pouco aos números: na temporada regular do 2º split da VCS, em 90% dos jogos que a Vikings esteve na frente aos 15 minutos, foi vitória. Este número caiu para 70% nos playoffs, o que ainda é assustadoramente alto. Vamos fragmentar ainda mais este número!
Na temporada regular, em 86.2% dos jogos, o Shogun esteve à frente do seu oponente aos 15 minutos. Nos playoffs, o número caiu para 71.4%, o que também é bem alto, e a similaridade com os números anteriores não é à toa. Tudo é pensado no jogador e no que ele cria. O Gury (Jungler) sempre tenta invadir ao máximo, e aí o Kati só precisa jogar sua lane enquanto o Nanaue tenta escalar.
O que torna ainda mais coeso é a nova prioridade de draft da Vikings Esports. Se o Kati estiver de igual pra igual, o Gury conseguir criar ações cedo (jogou de Jarvan IV e Lee Sin, que fazem exatamente isso) e o Nanaue tiver scale (jogou de Camille, por exemplo), o time tem boas pontes para lutar constantemente. E é aí que a MAD foi bem contra a Vikings, o que dá muita esperança pra paiN!
Como a Vikings perdeu pra MAD Lions KOI?
Talvez o ponto mais positivo pra gente ver é como eles perderam. A Nidalee foi uma chave perfeita pra isso acontecer, e se você não reparou durante a série, nos dois jogos os junglers fizeram patches verticais, ou seja, os dois se invadiram e não tiveram tanta vantagem.
Mas a MAD criou um diferencial. O acompanhado dos invades do Elyoya foram cruciais para uma sequência de fatores determinantes na série, entenda:




