A LOUD fez seu primeiro 2×0, e isso veio de uma virada apoteótica contra a RED Canids, que estava invicta até então e havia dominado a Vivo Keyd Stars.
O fim de semana foi de 2×1 na Copa CBLOL 2026, com altos e baixos, assim como o início do Jean Mago, mid-laner da LOUD. O jogador falou em entrevista exclusiva ao Mais Esports sobre seus dois bons jogos deste domingo, momento, críticas, evolução e inspirações.
Quero começar pelo primeiro jogo onde tem uma fight onde você cancela o Kaze, parando o Azir completamente. Me baseando nisso, quero saber: qual é sua função dentro dos jogos da LOUD?
na luta DECISIVA o Jean Mago ANULOU e SOLOU o Kaze
humilhou ele SOLO, tirou totalmente da luta https://t.co/qniO2l8zJs pic.twitter.com/zGwYTlTaDT
— Tonin (@tonyynn3) January 25, 2026
Cara, esse foi um jogo meio que um “replay” do jogo de ontem contra a LOS. A gente perdeu demais na luta nível 3/4 no rio. E, em relação ao que você falou de qual é a minha função no jogo, se eu sei como eu jogo em relação a isso, eu acho que… cara, tanto o Sephis quanto o Raise me ajudam bastante em questão de matchup. Em questão de como me portar, como eu jogo a lane, o que eu tenho que fazer e tudo mais. Eles ajudam bastante nisso.
Apesar do jogo em questão, contra a RED, eles são muito mais fortes e tudo, mas Ryze é um pick que, fechando três itens ali com o item novo, o Atualizador, ele dá muito dano. Então, mesmo que ele esteja 0-5, feedando que nem um bot, eu ainda consigo fazer algo. Por isso, quando eu vi o Kaze ali e, na minha opinião, ele estava posicionado mal, acho que ele não tava esperando tanto dano também. Eu vi um gap ali pra tirar ele da fight.
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Parece que vocês conseguiram evoluir bastante a mentalidade. Queria ouvir de você sobre isso. Como foi o papo sobre mentalidade ao longo da semana?
Cara, depois lá da primeira semana contra a paiN, né? Apesar da gente ter ganhado, eu acabei morrendo bastante no jogo, e o pessoal do meu time me cobrou. Acho que foi um direito deles. Obviamente, eu acho que, se fosse qualquer outro, qualquer outra pessoa também seria cobrada. Mesmo a gente ganhando, eu acabei morrendo muito, acabei atrapalhando bastante o jogo.
O papo de mentalidade que a gente tem é que a gente sabe que somos um time novo. Agora o CBLOL tem três splits. Então, a gente tá meio que com a cabeça assim: óbvio que a gente quer ganhar esse split também, mas a gente tem noção de que a gente é um time novo. Só o RedBert é basicamente o único “velho” do time, que tem experiência.
De resto, nós quatro somos bem novos ainda, a gente não teve tanta experiência. Então a gente tá focando mais em melhorar, sabe? Não tanto só em ganhar, ganhar, ganhar, fazer comp roubada pra ganhar. A gente tá mais aberto pra ver no que a gente é bom, no que a gente não é bom, o que dá pra fazer e o que não dá, no que cada um é bom, e focar pensando no futuro. É basicamente isso.
E no que você tem sentido que você é bom?
Cara, eu sinto que sei bastante sobre lane phase. Apesar de não aparecer tanto nesses últimos jogos, acho que sempre foquei em lane phase, em querer ganhar e tudo mais. Eu sei quando eu não ganho, eu sei quando eu ganho. Eu sei que, na maioria do tempo, eu sei o que fazer e o que não fazer em relação à lane, a puxar, não puxar, wardar, essas coisas.
E com o Raise, que é um cara que jogava mid, eu acho… ele joga muito solo queue, fala com diversos coaches coreanos, entende bastante de mid e me ajuda bastante sobre match-up. Às vezes ele vê algumas match-ups de uma maneira diferente. Então eu acho que sou bom nisso. Tipo… mano, eu posso blindar aqui que, mesmo blindando, eu ainda vou fazer algo no jogo, sabe?
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Parece que você não sente as críticas, mas você sabe que elas existem. Então, como foi ir desbloqueando durante o jogo? Você não estava morrendo, você estava matando, você estava puxando o side, não estava sendo punido. Como foi viver esse passo a passo?
Cara, às vezes, assim… óbvio que as críticas entram na mente. “Ah, solado todo jogo”, “toma gap”, blá, blá, blá, “pior do mid”, sei lá o quê. Isso vai pegar na mente, não tem como. Só que, mano, se tiver que morrer pra que uma play seja boa, eu vou morrer. Eu sou assim.
Apesar das críticas e tudo mais, eu preciso ganhar confiança também. Eu tenho muito pouco jogo, competitivamente falando. Eu falei isso na entrevista coletiva: você comparar meus jogos com os mids do atual campeonato… os caras têm tipo 500, 600 jogos. Eu não tenho nem 50, quase. É uma diferença de confiança absurda.
O cara jogou tanto que tem uma confiança absurda. Eu ainda, sendo sincero, não tenho essa confiança toda de fazer o que eu quiser no jogo. O Kaze, por exemplo, tem uma confiança absurda, ele é muito bom. E isso é algo que eu ainda não tenho. Por isso que, às vezes, acaba sendo mais difícil e ruim.
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Essa é uma meta que você coloca pra você? Ser mais confiante dentro do jogo?
Sim, com certeza. É algo que falta. Eu sei que eu sou bom, acho que a maioria das pessoas sabe que eu sou bom, mas ainda falta essa confiança, essa experiência de viver, de jogar.
Cada vez mais jogando. Errei aqui? Mano, ainda vai ter outro jogo pra jogar. Que nem hoje, por exemplo: o primeiro jogo foi ruim, individualmente falando, mas tinha um segundo jogo pra jogar. Isso dá muita confiança. Eu vi que errei e falei: nesse segundo jogo eu vou tentar não fazer o que fiz de errado antes, vou tentar jogar melhor. Faz muita diferença ter mais jogos pra ganhar experiência e confiança.
Minha última pergunta. Eu lembro de uma história de bastidor que quando você estava para voltar para o competitivo você queria voltar junto com o Boal. Ele viveu algo muito parecido com você, foi desacreditado, todo mundo sabia que ele era mecanicamente bom, e foi campeão. É um cara que você se inspira?
Com certeza, antes de voltar pro competitivo, a gente tava combinando de voltar junto pro mesmo time, porque a gente já foi campeão junto pelo Flamengo em 2021.
Só que acabou não dando certo. Mesmo que a gente fosse pro mesmo time, ele ia jogar o principal e eu ia jogar o Academy, e isso pesou um pouco na minha decisão de ir pra RED.
Mas ele é um cara que me inspira sim. A gente sempre foi amigo, basicamente temos a mesma idade, ele é só um ano mais velho. A gente viveu o mesmo tempo de solo queue, de entrar no competitivo, a gente conversa bastante. E ver ele sendo campeão depois de tantas críticas, depois de tantos splits “ruins”, me inspira com certeza.
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