CBLOL 2026: “Estava acomodado na LOUD”, diz Robo sobre escolha pela paiN

CBLOL 2026: “Estava acomodado na LOUD”, diz Robo sobre escolha pela paiN

Após 1.496 dias, Robo voltou a ser o representante da rota superior da paiN Gaming. O jogador deixou a organização como tricampeão e retorna agora com mais quatro títulos no currículo, todos conquistados pela LOUD — justamente sobre a antiga equipe, em derrotas particularmente doloridas para a torcida dos Tradicionais.

Em bate-papo exclusivo com o Mais Esports, Robo afirmou que a decisão de fazer o caminho inverso ao daquela janela de transferências veio após uma reflexão: para seguir evoluindo, precisaria sair da zona de conforto e deixar a equipe esmeraldina.

Eu sentia que estava bastante acomodado na LOUD. Passei muito tempo lá, muita coisa deu certo e, em alguns momentos, tanto eu quanto a organização queríamos manter certas coisas que, na minha visão, já tinham mudado.

Com certeza, a mudança foi um dos fatores que pesaram na minha decisão. Meu objetivo é buscar evolução constante e tentar alcançar um nível ainda maior do que aquele que eu já atingi na minha carreira. A mudança de ambiente contribui para isso, sim.

O jogador também afirmou que enxerga em sua line-up sua melhor chance em alcançar seu objetivo de alcançar uma campanha internacional que mude a história do LoL brasileiro:

Eu confio muito nesse elenco, conheço o potencial de todos eles e tenho certeza de que podemos chegar muito longe. (…) Se a gente conseguir atingir o nível que eu acredito que seja possível, com certeza teremos um bom desempenho.
Esse (Uma grande campanha internacional) é o meu maior objetivo, o meu maior sonho, e espero muito que dê certo.

Você pode encontrar todas as falas do novo top laner da paiN no Youtube do Mais Esports:

Confira, abaixo, mais trechos do bate-papo com Robo.

Quais foram os motivos que fizeram você tomar essa decisão?

Cara, acho que o principal motivo da minha volta para a paiN foi a busca por títulos. Meu objetivo sempre foi vencer. Hoje, eu acredito que a maior chance de conquistar títulos está na paiN, então esse foi o fator principal que me trouxe de volta para cá.

Houve um rumor de que você estaria cogitando se aposentar nesta temporada. Essa possibilidade realmente passou pela sua cabeça?

Não, na verdade, isso não passou pelo meu radar. Meu objetivo ainda é ir bem internacionalmente e representar o Brasil da forma que, aos meus olhos, o país merece. Acho que isso ainda não aconteceu, e eu também não consegui fazer isso da maneira que gostaria. Então, enquanto esse objetivo não for alcançado, a aposentadoria não vai passar pela minha cabeça.

Talvez, daqui a algum tempo, eu mude de ideia, mas, no momento, não pensei em me aposentar em nenhum momento.


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Foto de Robo em sua primeira passagem pela paiN Gaming (Foto: Divulgação/paiN)

Você acredita que ainda tem muitos anos de carreira pela frente ou encara essa oportunidade na paiN como, talvez, a última chance em um grande time para alcançar grandes feitos?

Cara, acho que em diversos esportes, não só no LoL, está ficando cada vez mais claro que a ideia de que existe uma idade “muito velha” para jogar não faz sentido. Acho que isso não existe. O que realmente muda são as prioridades de cada pessoa.

Com o passar do tempo, as prioridades vão mudando, e muita gente acaba parando de jogar por causa disso. Às vezes a pessoa quer construir outra coisa, participar de outro projeto ou seguir um caminho diferente, e isso impacta tanto na decisão de parar quanto no desempenho dentro do jogo.

Mas acredito que, independentemente da idade, se você se mantiver focado e com um objetivo claro, dá para alcançar o que quiser. Muitos jogadores mais velhos, tanto no LoL quanto em outros esportes, estão surgindo e provando isso cada vez mais.

Enquanto eu tiver motivação, foco no LoL e o objetivo de vencer e ir bem internacionalmente, não vejo problema algum em seguir jogando. Isso pode mudar algum dia, claro, nunca dá para prever o futuro, mas hoje posso dizer com certeza que isso não passa pela minha cabeça em momento nenhum.


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Robo e Tinowns na preparação para a final da segunda etapa do CBLOL em 2020 (Foto: Bruno Alvares/Riot Games)

Como você enxerga que será a dinâmica no dia a dia da equipe, nos treinos e fora deles?

Acho que, para um time dar certo, todo mundo precisa sacrificar um pouco do que acredita ser o certo em prol do outro. Isso vale para os cinco jogadores e também para o treinador. É algo que a gente já sabe e que já está sendo conversado internamente, para que todos tenham espaço para dar opinião.

Em alguns momentos, eu vou ter que ceder a minha visão para a de outra pessoa, assim como o contrário também vai acontecer. Isso é normal. Ao longo da minha carreira inteira eu fiz isso. Nos últimos anos, fiquei mais conhecido por jogar como strong side, mas durante boa parte da minha carreira atuei como weak side, jogando mais sozinho e cumprindo outras funções.

Nem sempre joguei o jogo do jeito que, pessoalmente, acredito que ele deva ser jogado. Isso varia muito de time para time. Mas, por todos nós termos bastante experiência, sabemos que esse tipo de situação pode acontecer e, mais importante, sabemos como lidar com isso.

No fim das contas, quando todos os jogadores e a comissão estão alinhados em um mesmo objetivo e realmente querem alcançá-lo, esse tipo de questão deixa de ser um problema. E é isso que está acontecendo com a nossa equipe neste momento.

Você acredita que um dos motivos para a sua saída da LOUD foi justamente buscar uma mudança de ambiente, se desafiar em outro lugar?

Acho que envolve muitas coisas, principalmente a questão da mudança. Eu fiquei muito tempo na LOUD, foram quatro anos, se não me engano, representando a organização. Durante esse período, aconteceram situações em que, às vezes, eu concordava demais, outras em que não concordava tanto, mas acabava aceitando.

Da mesma forma, houve coisas que talvez não fossem as melhores para mim e que aceitei, assim como coisas que talvez não fossem as melhores para a organização e que eles também aceitaram. Apesar disso, a gente conquistou muita coisa e sempre manteve uma ótima relação.

No geral, mudar de ambiente é algo positivo para quem busca evolução. Esse também é um dos meus objetivos para 2026. A mudança de ambiente contribui para isso, sim. Mas não foi apenas um motivo isolado. Foi um conjunto de fatores que levou a essa decisão. E, felizmente, hoje estou na paiN e muito satisfeito com a escolha que fiz.


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(Foto: Divulgação/CBLOL)

Como vocês pretendem alinhar a expectativa da torcida com a necessidade de tempo para o time engrenar, levando em conta que este split é curto e já vale vaga para jogar o First Stand em casa?

A gente sabe que é um time novo. Querendo ou não, mudamos os solo laners, que são peças muito impactantes dentro da equipe. Além disso, chegaram jogadores veteranos, como eu e o Tin. Então, com certeza, vamos precisar de um tempo para nos adaptar.

Mas também não dá para mentir. A expectativa, tanto dos jogadores quanto da torcida, é vencer o campeonato. Mesmo que a gente talvez não chegue ao nosso nível máximo logo no começo, eu acredito que já vamos iniciar em um nível muito bom. Talvez ainda não seja o melhor que podemos alcançar, mas isso é normal em qualquer equipe.

Quanto mais tempo o time joga junto e mais tempo tem para treinar, melhor ele fica. Todo mundo aqui sabe disso, e acredito que a torcida também entenda. Ainda assim, não dá para negar que a expectativa é ganhar títulos. Esse é o maior objetivo de todos os jogadores, inclusive o meu.

Quem sabe até conquistar os três títulos do ano, o que seria incrível. Talvez esse seja o primeiro time a conseguir isso, o que seria histórico. Eu já participei de muitas coisas históricas na minha carreira e espero conseguir viver mais uma.

Você acredita que a decisão do Tin de optar pela paiN também pesou para você vir?

Com certeza. Como eu disse, meu principal objetivo é ser campeão e também ter bons resultados internacionais. A line-up sempre influencia muito nisso. Na minha visão, elencos são extremamente importantes para alcançar esse tipo de objetivo.

A paiN estava montando uma line-up muito forte, com jogadores muito bons em todas as rotas. Isso impactou diretamente a minha decisão, principalmente devido à bot lane. Jogar com o titaN, em especial, foi algo que pesou bastante.

Eu sempre quis jogar com ele. A gente nunca atuou junto na minha carreira, mas sempre se enfrentou bastante. Eu conheço o nível dele e sempre tive vontade de jogar ao lado dele, então isso teve um peso grande na minha decisão.


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Foto: Reprodução/paiN Gaming.

Você também volta a trabalhar com o Xero e o Cariok após quatro anos. O que você enxerga que mais mudou neles?

É um pouco difícil responder isso com certeza, porque ainda estamos bem no começo dos treinos. A gente está treinando há mais ou menos uma semana, então ainda não dá para afirmar tudo com clareza.

Mas a principal coisa que eu percebi é que eles estão muito mais experientes. Eles conseguem entender situações que talvez antes não entendessem tão bem e também têm opiniões mais fortes.

Naquela época, eles eram muito novos no cenário, principalmente o Cariok, que estava chegando como um jogador rookie. Ele já entrou em um time extremamente experiente, então talvez a voz dele não fosse tão ativa.

Hoje em dia, ele já tem uma visão própria de como jogar, do que quer fazer dentro da partida e de como espera que o time se comporte. Acho que essa é a principal diferença. É o amadurecimento natural com o tempo, algo que aconteceu com os dois. E, por enquanto, tem sido ótimo.


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Robo ao lado de Cariok no CBLOL 2020. Foto: Riot Games

Você acredita que esse grupo de jogadores, junto da comissão técnica e da organização, representa a melhor chance que você já teve de alcançar esse objetivo?

Acredito que sim. Como eu disse, estamos treinando há apenas uma semana, mas já deu para perceber que a paiN oferece uma estrutura muito boa para a gente. Temos suporte para tudo o que precisamos.

Agora, vai depender dos jogadores conseguirem aproveitar isso para alcançar um nível muito alto. Eu confio muito nesse elenco, conheço o potencial de todos eles e tenho certeza de que podemos chegar muito longe.

Claro que vai levar um pouco de tempo para ajustar a sinergia, alinhar melhor as ideias e entender completamente o patch. Mas, na minha visão, se a gente conseguir atingir o nível que eu acredito que seja possível, com certeza teremos um bom desempenho.

Um recado para a torcida da paiN e da LOUD?

Quero agradecer muito à torcida da paiN por todo o apoio e acolhimento. Tem sido incrível para mim. Eu não esperava ser tão bem recebido, então muito obrigado de verdade. Estou muito feliz com isso.

Quero agradecer também à torcida da LOUD. Quando eu saí, eles entenderam a minha decisão e me apoiaram. Sou muito grato por todo esse suporte ao longo do tempo.

Espero que vocês continuem torcendo por mim. Tamo junto, galera. Torçam por mim, por favor.

Foto: Divulgação.

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