CBLOL 2026: “Consistência é a minha meta”, diz FURIA Tutsz

CBLOL 2026: “Consistência é a minha meta”, diz FURIA Tutsz

A FURIA foi uma das campeãs no ano de 2025, mas, ainda assim, a organização seguiu o título gerando dúvidas sobre a equipe. Para entender mais dessa reta final, dos rumores da janela de transferências, do bootcamp e do que esperar da FURIA na Copa CBLOL 2026, o Mais Esports teve a chance de entrevistar o mid-laner das Panteras, Tutsz, para tirar essas dúvidas.

Como você está e como você está sentindo que a FURIA está nesse início de 2026?

Eu estou muito bem. Individualmente, como pessoa, estou bem. Passei o Ano Novo tranquilo depois que voltei da Coreia.

Sobre a FURIA, no geral, acho que a gente está um pouquinho à frente porque não mudou nenhum jogador. A staff também se manteve, o Furyz já estava com a gente, então ele conhece bem como a gente funciona. Ele sempre teve um tato muito bom para entender no que somos fortes e no que não somos.


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Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr.

Hoje a gente já tem uma direção clara. Tem sido muito bom trabalhar assim, porque sinto que todo dia a gente melhora. O treino tem sido recompensador, sabe? Estou gostando bastante. No geral, o time está feliz, indo muito bem, e eu estou bem contente. Essa continuidade de todo mundo junto ajuda bastante.

Queria te perguntar sobre o ano passado. Na sua última entrevista para o Mais Esports, você comentou que não sabia se todo mundo continuaria junto na FURIA. Houve essa possibilidade? E o bootcamp ajudou a unir o time?

Cara, acho que não, na verdade. O bootcamp não ajudou necessariamente a juntar o time, porque, por exemplo, teve aquele episódio lá em que o pessoal estava cogitando que talvez o Tinowns pudesse vir para a FURIA. Enfim, não vou comentar tanto sobre isso, mas, antes de ir para o bootcamp, já estava confirmado que ia ser eu no time. Então não mudou muito nesse sentido.

Mas, assim, foram mais especulações mesmo. Normal de janela, querendo ou não, o meu contrato estava acabando. Enfim, havia uma possibilidade, sim, de não ser os cinco juntos de novo, mas, no fim das contas, principalmente a comissão técnica achou melhor manter.

E, como eles estão bem engajados esse ano e querem alguém que queira trabalhar bem de perto, eles já conheciam mais ou menos o meu perfil, que é esse de querer conversar bastante com o pessoal, entender como a gente vai trabalhar, o meta, e estar bem engajado nas coisas. Eles gostaram de me manter também. E eu também estava feliz de ficar, então foi um pouco natural, sabe? Acho que eles cogitaram trocar, mas acabou sendo meio natural ficar também.


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Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr.

Fazendo uma reflexão sobre o seu ano: o melhor momento da FURIA veio quando você estava muito regular, jogando em alto nível. Já no terceiro split parece que houve uma certa inconsistência, tanto no mid quanto no top. Como você avalia o seu 2025 e o que aconteceu para a FURIA não engrenar no final?

Acho que o primeiro split foi bem irregular porque a gente não tinha um jeito de jogar que gostava. Eu sou um jogador que funciona muito melhor com um time organizado, com sistemas claros. Quando existe um padrão de jogo que não exige ficar se adaptando o tempo inteiro aos erros, eu rendo muito mais.

No primeiro split, eu não concordava com muita coisa que a gente fazia e me sentia desconfortável o tempo todo. Em 2024, eu jogava de um jeito bem diferente dos outros times, e em 2025 acabamos adotando um estilo que não me agradava. Isso me afetou bastante.

Depois que fomos eliminados, treinamos bastante com times do NA aqui no Brasil, principalmente com a FlyQuest. Eles mostraram algumas tendências que eu já queria implementar, mas que a gente não estava fazendo. Depois desses treinos, começamos a adotar algumas dessas ideias, e isso me deixou muito mais confortável.


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(Imagem: Divulgação/Riot)

Conversando com a staff para esse ano, ficou claro que eu funciono muito bem em um time organizado, com sistemas definidos. Quando a gente joga de um jeito que eu acho bom e que todo mundo concorda, costuma dar certo para mim. Por isso, uma das metas é eu estar sempre bem engajado e alinhado com o time.

No segundo split, eu estava jogando com campeões confortáveis, em um macro que eu gostava bastante, e isso refletiu no desempenho. Já no terceiro split, tentamos jogar de vários estilos diferentes que não funcionavam bem para a gente, e isso acabou cobrando seu preço.

Mesmo assim, até os playoffs a gente estava indo bem. Tínhamos acabado de ganhar da Keyd em MD3 antes dos playoffs. Quando pegamos eles de novo, foi um susto. A qualidade dos treinos caiu um pouco e tudo ficou meio estranho. Para esse ano, estou bem confiante de que isso não vai acontecer novamente.

Dentro dessa ótica de sistemas e conforto, o bootcamp na Coreia ajudou em algo?

Na ótica de sistemas e conforto, eu acho que o bootcamp me ajudou a ficar mais confortável, principalmente no early game. Em algumas lanes, por exemplo, pensando que a Syndra tá forte, então você tem que saber jogar a matchup, tem que saber os limites e tal. E na Coreia você aprende muito mais isso do que no Brasil. Tanto por quantidade de jogo quanto por qualidade. Então, me ajuda a ficar mais confortável e melhor mecanicamente.

Mas o negócio de sistemas e de time acaba sendo mais em time, né? A gente conversou, né, tipo, a própria staff falou: ‘Ó, o bootcamp é pra treinar mecânica, lane, não se preocupa com macro, essas coisas. Fighta mais, enfim, aproveitem pra treinar os dedos mesmo, porque o negócio de macro a gente vai resolver aqui mesmo.’ Então a gente foi com essa ideia e, pra mim, deu super certo, pelo menos.

Agora que os times estão fechados e os primeiros treinos já aconteceram, o que dá para esperar desse primeiro split?

Cara, assim, o nosso winrate de treino tá muito bom. Parece que todo time fala isso, mas, de fato, está muito bom. Sempre foi, menos nesse último split, sinceramente. Acho que o segundo split foi quando a gente melhor treinava, não só por winrate, mas pelo jeito que era o jogo também.

E acho que a gente tá, é que nem eu falei: pra mim, o mais importante é que todo dia parece bem nítida a evolução, sabe? Isso dá um sentimento de melhora e de recompensa muito bom, que faz todo mundo querer treinar, querer estar lá. Então eu acho que o planejamento da staff esse ano eu adorei, gostei bastante quando conversaram comigo, tanto no individual quanto como time. E eu tô bem contente, assim, tanto com os resultados que a gente tá tendo quanto com a nossa melhora.


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Foto: Reprodução/LoL Esports Flickr.

Com essa nova temporada e as missões de lane, você sente que o mid perdeu um pouco do controle do jogo?

Cara, o mid, assim, acho que ele tá um pouco mais fraco no geral, né? Não tem tanto impacto. E acho que o meta vai tender um pouco mais a bonecos que ganham a rota e ficam na rota, porque você quer fechar a quest rápido, já que a bota 2 é bem forte. Principalmente se for, tipo, uma bota de Penetração Mágica, tá ligado?

Por exemplo, se você estiver de Orianna, com uma bota de Penetração Mágica batendo no cara, e o cara, tipo, for dar uns dois roaming, ele vai ficar bem atrás, sabe? Então eu acho que isso vai recompensar um pouquinho mais os magos, no geral. E quando você joga de mago, você é dependente do seu time, né? Você não é tão solto. Seu boneco geralmente não tem mobilidade, ele é um pouco mais travado, então você depende mais do suporte e do jungle pra fazer as coisas com você também.

Então, eu acho que isso tira um pouco o espaço de jogadores que gostam de ser muito criativos, mas acho que beneficia também times que têm um certo perfil. Por exemplo, como a paiN: eles parecem um pouco beneficiados por esse tipo de meta, porque são mais estruturados naturalmente, já que os jogadores são mais veteranos e tal. Então acho que vai ser uma lane um pouco mais de controle e menos explosiva. É o jeito que eu vejo.


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(Imagem: Reprodução/LÇoL)

Você curte esse tipo de gameplay?

Como eu fui pra Coreia agora, tô bem feliz porque sinto que minha lane melhorou bastante lá, né? Então voltei agora com a lane forte, assim, e acho que vai ser muito bom.

Eu particularmente gosto dos dois metas. Eu gosto bastante de meta de boneco de engage. Não é como se Ahri e Taliyah também estivessem injogáveis, né? Eu acho que ainda são ok. Então eu acho que são mais aqueles bonecos que perdem muita lane que não vão ter tanto valor, sabe?

Pelo que percebi, parece que minion é o que stacka a missão mais rápido, então ficar muito atrás em farm vai ser bem ruim.

O que a comunidade pode esperar da FURIA em 2026? E o que você quer melhorar individualmente?

Bom, eu acho que, esperando da FURIA, sinceramente, vai ser a mesma coisa, mas com um pouco mais de consistência nos jogos. A gente não quer perder pro pior time do campeonato uma semana e ganhar do melhor na outra, como foi ano passado. Acho que a gente quer ser um pouco mais constante e, óbvio que com isso, a gente quer também conseguir títulos.

A meta do ano passado, querendo ou não, nas entrevistas que a gente conversava, era sempre algo como: “A meta é pelo menos um título em 2025”. E, tipo, meio que foi cumprida, mas de um jeito que a gente não esperava muito, né? Sexto no primeiro split, primeiro no segundo split e sexto no terceiro split. Então, tipo, não agradou muito à gente, sabe?

(Imagem: Divulgação/Riot Games)

Acho que a gente quer mais consistência no geral, estar sempre lá lutando pra ser os melhores e ganhar campeonatos. Mas também, se a gente perder algum dia, que seja de uma maneira um pouco mais justa, e não um apagão, como foi nesses splits. Então a gente quer trabalhar essa consistência.

E, pra mim, também é completamente sobre consistência. Eu sei o quão bom eu posso ser quando tô bem e sei o quão pouco impactante eu sou quando tô mal, quando eu jogo mal às vezes. Isso fica muito claro pra todo mundo. Então, a consistência é a minha meta.

Quando começa a Copa CBLOL 2026 1° split?

A Copa CBLOL 2026 começa no dia 17 de janeiro. A grande final da competição está marcada para cerca de um mês depois, para o dia 28 de fevereiro.

Foto: Reprodução/LoL Esports Flickr.

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Sérgio 'Correslol' Fiorini

Sérgio 'Correslol' Fiorini

Jornalista nos Esports desde 2022. Tropa da Edificação. Jornalismo que incomoda.

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