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A Idolatria nos Esports: Os jogadores são maiores que as organizações?

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Diferentemente do futebol, onde “os jogadores passam, mas o clube é eterno”, os Esports têm mostrado como esta relação muda quando adicionamos os avanços tecnológicos e a proximidade dos jogadores e streamers com o público, muitas vezes, a um clique de distância. Em diversas modalidades, como CS:GO, LoL e até o mais recente Free Fire, essa nova dinâmica pode ser vista, como mostra este artigo escrito pela Betway.

O que define um ídolo? São títulos, conquistas, decisões, posicionamentos, atitudes, declarações… Nos Esports isso também é válido, mas pela fluidez das equipes e aproximação através de streams e engajamentos nas redes sociais, os próprios jogadores e até criadores de conteúdo acabam se tornando mais independentes dos seus clubes.

Vamos dar exemplo o “Verdadeiro”, Gabriel “FalleN” Toledo. Apesar de já ter conquistado dois Majors de CS:GO e tendo passagens marcantes por equipes como Luminosity, SK Gaming, MiBR e agora atuar pela Team Liquid, sua imagem não está presa a nenhuma dessas marcas. Pelo contrário, o jogador inclusive possui a sua própria marca, comercializando desde roupas até periféricos gamer com seu nick.

“A relação que criei durante mais de 18 anos competindo nos eSports com a torcida brasileira é algo especial e único. Não há como pensar em FalleN sem pensar na comunidade brasileira. Tivemos que passar por cima de muitos obstáculos e construir coisas maravilhosas juntos para conseguir estarmos aqui hoje e muitos dos fãs que acompanharam essa trajetória fazem questão de torcer pela continuidade da minha carreira. É maravilhoso sentir esse carinho e saber que a nação inteira está me apoiando, sempre”

FalleN Liquid CSGO
FalleN, jogador da Team Liquid (Foto: Divulgação/Team Liquid)

Em outras palavras, diferente do Futebol onde Zico é ídolo do Flamengo, Sócrates do Corinthians, Raí do São Paulo, FalleN não é ídolo de nenhuma equipe. FalleN é FalleN, ídolo universal da comunidade brasileira.

O mesmo pode se dizer de brTT, atirador que hoje defende a paiN Gaming, mas que já passou por diversas equipes no Brasil, e por todas, conquistou ao menos um título do Campeonato Brasileiro de League of Legends, o CBLOL. O “pai”, como é chamado pelo público, acumula seis títulos nacionais, mais do que qualquer organização, sendo o nome mais vitorioso do país na modalidade.

O maior exemplo dessa “inversão”, podemos perceber quando o jogador retornou à paiN para sua terceira passagem. No caso, ele anunciou que jogaria na paiN, antes da própria organização anunciar seu retorno, o que acontece em 99% dos casos.

brTT é ídolo da paiN? Sim, hoje, ainda mais depois de ter conquistado o 3º título da história da organização, mas brTT é também um Nome, uma Marca, um símbolo. Não à toa que, assim como FalleN, ele também possui sua própria empresa, a ReXpeita, onde comercializa roupas e acessórios.

“É possível acompanhar o dia a dia de um profissional, saber o que come, coisas que gosta de assistir, o que indica, como vive. Algumas décadas atrás, para acompanhar determinado jogador, você necessariamente precisava acompanhar os conteúdos do clube. Hoje isso é diferente”, afirma o Verdadeiro.

Ainda no LoL, temos uma situação um tanto quanto diferente. Parceiro da Betway, Baiano foi atleta profissional por anos e até chegou a uma final de CBLOL em 2016, quando defendia a Vivo Keyd. Pela CNB, dois anos depois, fez parte da equipe conhecida como “auto-fill”, mas mesmo assim, foi só quando deixou a carreira de atleta, em 2019, e começou a se dedicar às lives e criação de conteúdo, que seu nome ficou gigante.

Tudo começou quando o jogador iniciou o quadro “Baianalista” na sua stream, durante o MSI 2019. Chamando atenção do público com sua irreverência e comentários perspicazes, logo Gustavo Gomes cresceu de relevância.

Baiano Hamburgueria Baiburguer
Foto: Divulgação/Baiano

Porém, pode-se dizer que Baiano realmente explodiu quando organizou o primeiro CBOLÃO, no início da pandemia de Covid-19, quando o cenário competitivo brasileiro de LoL estava paralizado. Aquele primeiro torneio tinha como objetivo angariar fundos para ajudar ao combate da pandemia e foi um verdadeiro sucesso: mais de R$ 100 mil arrecadados, além de uma audiência que bateu recordes na Twitch e chamou atenção de personalidades mundo afora.

Desde então, Baiano não parou mais e foi aumentando sua área de atuação. Atualmente, além das lives, ele também se tornou empreendedor com sua própria hamburgueria, a Baiburguer. Mesmo com passagens por Keyd, CNB, sendo campeão do Logitech G Challenge pelo Santos e até sendo o primeiro brasileiro a jogar profissionalmente nos Estados Unidos, Baiano é Baiano, com seu próprio nome e marca.

Leia no Blog da Betway: Fanatismo no Esport: Será que a paixão pelos os ídolos já ultrapassa as marcas?

Talvez o caso até mais “assustador” seja o de Nobru. Ele é ídolo no Free Fire, jogo mais recente do que o CS e o LoL, mas já acumula mais de 1 bilhão de download em todo o mundo. Bruno Goes, seu nome verdadeiro, foi campeão Mundial pelo Corinthians na modalidade da Garena, mas quem disse que sua imagem está atrelada ao clube com mais de 100 anos de existência?

O Sport Clube Corinthians Paulista foi campeão Mundial de Futebol em 2012 e os jogadores daquele elenco estão para sempre estampados na história do time, como Cassio, Alessandro, Guerrero, Danilo… Mas Nobru, por sua vez, não só não depende do clube para se projetar, como ainda fundou sua própria organização, o Fluxo, junto com Cerol, e juntos foram campeões brasileiros logo no primeiro ano de existência e ficaram em 4º lugar no Mundial.

Comparando Nobru e Corinthians, a situação nas redes sociais é abismal … a favor do atleta. A Betway levantou os números de ambos na internet e o que se vê é bizarro: Nobru tem 11.2 milhões de seguidores no Instagram, praticamente o dobro do clube. No YouTube a diferença é ainda maior, tendo Nobru 12.5 milhões de inscritos contra 1.5 milhão do SCCP.

Apesar disso, temos sim organizações de Esports que conseguem manter uma base de fãs fixa, fiel e que se mantém, independente do jogador que vista sua camisa. No LoL, podemos citar o exemplo da paiN Gaming, que atua no cenário competitivo desde seu início, em 2012, e se utiliza justamente da tradição para atrair e manter seus torcedores, a quem chama de “Melhor Torcida do Mundo”.

Já que falamos da paiN, ela é uma das poucas organizações de Esports que, em um caso particular, consegue ter a mesma dinâmica do futebol, pois, assim como Marcos no Palmeiras e Rogerio Ceni no São Paulo, a paiN tem Kami. Kami, ou Kamikat começou sua carreira como jogador profissional no LoL já na paiN Gaming e na mesma org se manteve até o fim do seu ciclo, em 2017. Hoje, como criador de conteúdo,  ele continua sendo uma das caras da paiN nas redes sociais.

A LOUD é um outro exemplo de marca que possui uma quantidade gigante de seguidores e torcedores. Basta ver seu canal no YouTube com mais de 12 milhões de inscritos, e ver que, apesar de ser importante um time vencer e colecionar taças para atrair os olhos do público, também é fundamental compreender a linguagem e os hábitos daqueles que te acompanham.

“Bons resultados são importantes para que os times consigam ter uma torcida que os acompanhe. A parte de criação de conteúdo também é algo que os times vêm fazendo cada vez mais, para criar essa conexão. A realização de eventos presenciais. A criação de produtos de merchandising, como camisetas, uniformes, bonés e diversos outros itens, para que os torcedores possam estar vestindo a camisa de fato e se relacionando com a marca no mundo real”, declarou o diretor do MiBR, Fly, em entrevista à Betway.

Tendo tudo isso em mente, também é importante ressaltar o quão recente são os Esports. Estamos falando de um universo de modalidades esportivas que surgiram no Século XXI e ainda tem muito a galgar, ainda mais se comparados com esportes tradicionais. Fato é: organizações têm em seus jogadores grandes aliados (como Kami e paiN), mas também grandes concorrentes. Não se pode prever o que ocorrerá no futuro, mas o que se pode dizer é que, novamente, os Esports são pioneiros em uma nova dinâmica de idolatria.

Redação Mais Esports

por Redação Mais Esports

Publicado em 27 de setembro de 2021 • Editado há mais de 2 anos

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