Sócios da Vorax Liberty comentam criação da equipe

Geral
De:Victor Hugo Porto-
May 20, 2021

A Vorax Liberty, equipe que nasceu da união entre Vorax e Havan Liberty, disputará a segunda etapa do CBLOL 2021. Em coletiva de imprensa, a CEO da Vorax Marina Leite e o CEO da Havan, Samuel Walendowsky, falaram sobre a fusão entre as organizações.

“A Liberty tem um projeto de investimento no cenário de esports a longo prazo. Um exemplo é o centro de treinamento que vai ser inaugurado, o ponto de filosofia do time, a preocupação pelas pessoas que trabalham na organização e a preocupação com os atletas tendo em vista que há um investimento alto na saúde dos atletas. É louvável esse trabalho que a Liberty faz com psicólogo, nutrição, médico. Todos esses pontos foram bem importantes na nossa conversa para idealizar essa sociedade”, disse Marina Leite..

“Eu e o Samuel sempre tivemos um relacionamento muito bom, ético e profissional. Acho que as organizações se complementam na visão de como enxergamos a competição e dos nossos objetivos que é estar no topo do cenário de Esports, não só no Brasil. Temos uma visão muito parecida de que é importante mostrar isso internacionalmente, então não existe nenhum ponto conflitante das nossas visões e da filosofia das equipes. Trazer esse investimento financeiro também é muito importante, claro, porque somos uma organização e necessitamos de investimento. Porém, não é só isso, nós temos pontos de muita sinergia”, continuou Marina.

Marina também falou sobre o fato da Vorax e da Havan Liberty atuarem no VALORANT.

“Nós temos 2 times no cenário de VALORANT e não podemos competir no mesmo campeonato. Então estamos verificando todas as nossas peças, o que se complementa, o que é interessante. A primeira coisa é ter esse estudo. Mas deixo claro que não podemos competir com dois times da mesma organização, e somos a mesma organização. Faremos esse estudo para ver o que continua, o que é interessante, o que será realocado”.

Vorax Liberty
Vorax Liberty atuará no CBLOL 2021 (Imagem: Vorax Liberty/Reprodução)

A Havan Liberty não conseguiu a aprovação para entrar na franquia do CBLOL. Samuel Walendowsky comentou a sensação de entrar no torneio via união com a Vorax.

“Após a recusa das franquias no primeiro momento da Riot, nós seguimos com o planejamento, óbvio que algumas adaptações, mas nossa ideia ainda era continuar investindo em demais modalidades. Fomos pro VALORANT, fomos pro CS:GO, mais recentemente investimos nas lines femininas. Nós sempre buscamos essa expansão. O CBLOL é uma vitrine muito grande pro cenário de Esports, é um mercado muito grande e importante para qualquer organização de Esports. Então nós sempre conversamos com diversas organizações, temos um relacionamento bom com todas as equipes. A gente  sempre ouviu muitas necessidades, demandas e entendo possíveis parcerias até que encontramos essa sinergia de visão, filosofia, mercado, como pretendemos lidar com jogadores”.

“Essa sinergia aconteceu muito bem e por isso fez sentido para a gente dar esse passo e aproveitar essa oportunidade de voltar pro CBLOL com a Vorax. Teve o crivo da Riot para o início dessa sociedade, então passamos por essa aprovação e para a gente é muito legal, muito bom estar de volta como Vorax Liberty, conseguindo agregar a um trabalho que já vem sendo muito bem sucedido que é o caso da Vorax com o vice-campeonato no último split. Esperamos agregar não só em nível estrutural, como também em metodologia, valores e conseguir fazer uma transição bem legal para o próximo split”, continuou Samuel.

Marina falou das críticas sobre a junção com a Havan Liberty, já que a equipe leva o nome da Havan, rede varejista de Luciano Hang – apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

Eu realmente não tive muito tempo para ver esses comentários. Vi que tem bastante coisa, mas eu também acho que não são dos torcedores da Vorax. Creio que são apenas pessoas que curtem dar um hate independentemente do que aquilo que você faz ou deixa de fazer. Se formos nos importar com esse tipo de situação, não faremos nada, não executaremos nada. Agora em relação a posicionamento político, isso não interfere em absolutamente nada. Minha relação societária é com a Liberty, a Liberty tem sócios como o Samuel e o Lucas Hang, e mais dois irmãos do Lucas. Nossa conversa é estratégia, negociação, comercial, para fazer muita coisa acontecer. Não é política essa conversa. Concordo que política está em tudo que fazemos, mas eu estou juntando com a Liberty, acho que uma situação não tem interferência com a outra. A Havan é um patrocinador importantíssimo para a organização e ela receberá o que está acertado no nosso contrato. Mas minha relação societária é com a Liberty.

Samuel também comentou as críticas.

“Hoje a gente é Havan Liberty e ela traz muito peso de um posicionamento político conduzido pelo Luciano Hang, mas a Liberty tem um propósito de empresa por si só. Nós temos uma proposta de desenvolver jogadores, algo muito legal para os Esports. Lógico que o peso da marca Havan acaba sendo maior nesse primeiro ponto e é isso que chama atenção de qualquer comunidade, mas pretendemos em parceria com a Marina, com a Vorax, mostrar o que buscamos fazer. Quais são os nossos valores como equipe. Nós já buscamos trabalhar com o desenvolvimento de lines femininas, fazemos atitudes bacanas pro cenário que, ainda assim, com o peso da Havan, acaba sendo um pouco desviada por essa questão política e foge do que a gente vem fazendo como organização, como o departamento de saúde e performance e estrutura. Nós esperamos que no futuro consigamos conquistar públicos e uma comunidade que compartilhe esses mesmos valores, independente de posicionamento político, marcas envolvidas, mas sim compartilhe esses valores de espírito esportivo e desempenho de atletas”.

A Vorax surgiu da união entre ProGaming e Falkol, a última sendo gerenciada por Aristóteles “Toti”. Questionada, Marina Leite afirmou que a junção com a Liberty envolve apenas ela e a Havan Liberty. “O Toti não faz parte dessa sociedade”.

Samuel declarou também que, por ora, o projeto da Vorax Liberty atuará somente no CBLOL. As outras escalações da Havan Liberty continuarão com o nome original. No entanto, é algo que será discutido internamente no futuro.