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CBLOL 2024: “Perdemos a nossa identidade desde 2021” diz CEO da INTZ

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Lucas Simon, CEO da INTZ, conversou com o Mais Esports e falou sobre o atual momento da organização intrépida, história da organização e também citou uma “perda de identidade” desde que se iniciaram as franquias.

Confira a entrevista completa:

INTZ teve mais mudanças de elenco em três anos do que em toda a sua história antes do último título

A INTZ, apesar da má fase, é pentacampeã e ao longo da montagem de seus elencos eles usavam a metodologia do Moneyball: uma técnica que busca pesquisar e analisar bastante dado para um time trazer jogadores que estão abaixo do seu valor real de mercado e conseguir montar um elenco bom, mesmo com orçamento limitado.

No entanto, para Lucas Simon, a INTZ perdeu essa “identidade” que tinha. O CEO explicou as diversas mudanças de elenco nos últimos splits.

Pensando em um histórico, não é que a gente nunca teve orçamento, né? A gente nunca teve o maior, isso é verdade, mas a gente já teve um segundo maior, teve time valorizado. A gente entrou na franquia com bastante orçamento, não era o maior, de novo, nunca esteve o maior. E uma prova disso é que a gente trouxe a própria Revolta, né? Ele foi um dos maiores salários da liga, um dos maiores salários que a gente já pagou. E indo de forma contrária a uma linha de Moneyball, porque ele não estava em baixa, não foi barato, e teve um valor midiaticamente muito alto também, justamente porque a gente resgatou um pouco da história e do pedido da torcida, e com isso eu sinto que a gente perdeu um pouco a nossa identidade.

O CEO da INTZ conta também que a perda de identidade afetou diretamente o orçamento da organização.

Na foto, Lucas Simon, Ceo da INTZ, em entrevista exclusiva ao Mais Esports
(Foto: Divulgação/Mais Esports)

Perda de identidade da INTZ nos últimos anos

Desde o começo da franquia, a gente perdeu nossa identidade. Foi inclusive por isso que tivemos o plano em 2022 de reestruturação sobre o esportivo, mudando o que eu tinha que focar. Porque eu te montava um time muito com nomes que pediam, ia atrás do estrangeiro, ia trás de alguém que já foi campeão pela INTZ e fazendo investimentos enormes. Inclusive com o próprio Revolta, que não funcionou.

E a gente teve que rescindir contrato CLT, que é um negócio bizarro, basicamente, a gente paga de uma vez o que ele ia receber com o contrato inteiro. Essas coisas diminuíram o orçamento bom que tinha no começo das franquias, hoje ele já é muito pouco, sabe?

O Revolta citou sobre a INTZ de 2021 ter sido um dos maiores choques da carreira dele, confira a entrevista exclusiva com Revolta.

Lucas Simon conta sobre o retorno do Moneyball em 2023

Na foto a entrevista exclusiva do Mais Esports com o Lucas Simon, feita por Bruno "LeeonButcher" Pereira
(Foto: Divulgação/Mais Esports)

A gente retomou o Moneyball em 2003, por exemplo: o Nia nunca jogou profissionalmente, esse foi o maior scout que a gente fez na história. Então assim, a gente pensou que era nisso que a INTZ era diferente, vamos retornar com isso e funcionou. Ficamos muito felizes com a vinda do Damage que foi um suporte top 3, com o Tay que vinha tendo boas atuações nos últimos splits e com a permanência do Yampi, porque como a coaching staff diz, ele é o coração da equipe.

Acompanhe a trajetória da INTZ na cobertura completa do CBLOL 2024 1° split com calendário de jogos, resultados, tabela e outras informações aqui no Mais Esports!

Leia outras partes da entrevista: 

Na foto, a torcida intrépida (INTZ)
Reprodução/CBLOL Flickr
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Sérgio Fiorini
publicado em 22 de fevereiro de 2024, editado há 2 meses

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