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Circuito Desafiante 2025: “Acreditei que tinha nível”, diz Leleko sobre vaga na LTA

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Leleko teve uma ascensão incomum para um estreante no Tier 1 brasileiro de League of Legends. Alcançou a titularidade na mid lane da Vivo Keyd Stars, no que parecia um movimento temporário para substituir o, até então, titular Toucouille. Porém, o jogador se tornou o dono da rota central dos Guerreiros.

No fim do ano, parecia que tudo estava encaminhado para o jogador seguir trilhando seu caminho na elite do League brasileiro, após ser finalista em seu primero ano no CBLOL. Porém, para sua surpresa, Leleko foi de vice-campeão, para o retorno ao Tier 2.

A falta de oportunidade na LTA Sul, como foi renomeado o principal torneio do Tier 1 no Brasil, acabou sendo motivo de frustração para o mid laner, como revelou em bate-papo exclusivo com o Mais Esports:

Foi frustrante, com certeza. No início da janela de transferências, foi algo inesperado para mim. Eu realmente acreditava que tinha nível para garantir uma vaga no ano seguinte. Com a performance que tive e os resultados como rookie, senti que merecia essa oportunidade.

Foi uma montanha-russa de emoções. No começo, custei a acreditar que não teria uma vaga, mas, com o tempo, aceitei que, infelizmente, naquele momento, isso não aconteceria. Então, comecei a buscar outras alternativas para o meu futuro.

Leleko jogando na final do CBLOL 2024.
Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr.

Ao ser questionado sobre seu bootcamp na Coreia, que surgiu após a falta de oportunidades no Tier 1, Leleko foi categórico ao afirmar que foi a melhor a decisão que poderia ter tomado:

Senti que, se continuasse no Brasil fazendo as mesmas coisas, não conseguiria me desenvolver nem evoluir individualmente como jogador. Lá, tive a oportunidade de aprender muito jogando contra alguns dos melhores do mundo.

Cheguei até a competir de igual para igual contra alguns players renomados. No entanto, percebi que ainda precisava de mais tempo para alcançar o nível dos melhores, como Chovy e Zeka, Rookie, que são considerados referências individuais. Ainda não senti que estava nesse patamar, mas consegui me sair bem contra jogadores fortes, mesmo que um pouco abaixo desse topo.

O jogador ainda comentou sobre se visualiza o topo da mid lane no Brasil, com a aposentadoria de Dynquedo e a falta de nomes consolidados na rota dentro da região:

Após minha passagem pela Coreia, sinto que hoje consigo competir de igual para igual com todos os Midlaners da LTA. Então, acredito que, se eu conseguir desenvolver bem essas características para me tornar um protagonista, tenho capacidade para disputar esse trono.

Foto de Leleko entrando com Dynquedo na final do CBLOL 2024.
Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr.

Confira abaixo mais trechos da entrevista do mid laner do Corinthians E-Sports:

Você esperava já ter um impacto tão grande no seu primeiro ano de estreia no Tier 1?

No início, minha estreia foi algo inesperado. Quando estava na Academy, treinávamos contra times do CBLOL, e eu enfrentava bastante o Toucouille, então sabia o quão bom ele era. Naquele momento, parecia difícil imaginar que isso aconteceria.

Quando finalmente aconteceu, eu não tinha muitas expectativas, até porque nunca havia treinado direito com o time do CBLOL. Antes da estreia, participei de apenas um treino. No começo, tudo era muito incerto.

Mas, depois de algumas semanas treinando e jogando contra outros times, percebi que dava para ir longe, mesmo sendo meu primeiro ano como rookie no CBLOL. Senti que nosso time era muito forte e tinha nível para competir de igual para igual. Apesar de não termos conquistado o título, acredito que chegamos bem longe.

O que faltou para você se sagrar campeão em BH?

Ah, com certeza teria sido muito melhor se tivéssemos saído com a vitória em BH. Naquela época, eu estava muito confiante em mim e no nosso time, acreditando que conseguiríamos vencer.

Havia muitas coisas que poderíamos ter feito de forma diferente, mas, no fim, não conseguimos desempenhar bem no palco. Acho que ninguém conseguiu jogar no nível que estávamos acostumados naquela final, e isso fez a diferença. Senti que tínhamos nível para enfrentar aquela paiN, mas, no final, não conseguimos demonstrar o nosso verdadeiro jogo.

Na foto, Leleko, que teve de substituir o Toucouille e ainda fez duas apresentações brilhantes!
Foto: Reprodução/CBLOL Flickr

Depois da final, você acabou saindo da Vivo Keyd. O que motivou esse fim de ciclo?

A minha saída da Keyd foi uma decisão do Seel, que escolheu o Kisee para continuar no time titular. Ele mencionou a possibilidade de eu seguir no Academy, mas, sinceramente, naquele momento eu não tinha interesse em jogar no Tier 2.

Além disso, havia a questão de que, se o seu time fosse do Academy, EU não poderia participar do torneio de promoção para subir para a LTA. Isso também pesou na minha decisão de não continuar.

Ao mesmo tempo, pensei no bootcamp. Foi uma combinação de vários fatores que me fizeram optar por não ficar no Tier 2 naquela fase. No fim, acredito que essa foi a melhor escolha para aquele momento.

Qual jogador você espelha mais seu jogo?

Os jogadores em que mais me espelho são nomes como Chovy e Zeka. Já achava o Zeka muito bom, mas, quando joguei contra ele, percebi que estava no mesmo nível do Chovy. Além deles, também gosto muito de assistir jogadores como Knight e Rookie, que sempre admirei.

Claro, tem o Faker também, mas, entre todos, esses são os que mais tento seguir como referência.

Na foto, Leleko, que teve de substituir o Toucouille e ainda fez duas apresentações brilhantes!
Foto: Reprodução/CBLOL Flickr

Seu perfil é um pouco diferente dos jogadores brasileiros com os quais estamos acostumados, tanto que o Seel te apelidou de “Iceman”. Você acha que isso é benéfico?

Sendo bem sincero, talvez se eu fosse um pouco mais extrovertido isso me ajudasse mais em relação à minha imagem. Mas, na verdade, acho que a minha natureza calma acaba me ajudando muito dentro do jogo.

Essa tranquilidade me permite jogar o meu jogo com mais clareza, mantendo a calma e conseguindo analisar as situações de forma fria e racional. Essa característica sempre foi uma grande vantagem para mim durante as partidas.

Disputar o torneio de acesso é uma motivação extra para estar de volta ao Tier 2?

A questão do Tier 2 era que, como eu planejava fazer esse bootcamp na Coreia, de quase dois meses, seria muito difícil para mim encontrar um time para o primeiro split, também no Tier 2. Isso porque a maioria, ou melhor, todos os times do Tier 2 já estavam formados desde dezembro ou janeiro.

Naquela época, já havia descartado essa possibilidade, pois não achava que seria possível encontrar um time para o primeiro split. Talvez para o segundo, mas a oportunidade no Corinthians apareceu meio por acaso, logo após o bootcamp.

Como percebi que nenhum time do Tier 1 iria querer fazer uma mudança entre o primeiro e o segundo split, vi que a melhor opção seria me mostrar no Tier 2, e o Corinthians me deu essa chance.

Foto do Leleko entrando no palco junto ao Grevthar.
Foto: Reprodução/LTA Sul Flickr

Por fim, você acredita que o Corinthians pode ser campeão do Circuito Desafiante, mesmo tendo níveis de investimento abaixo de LOS e KaBum! IDL?

Acredito que temos jogadores com nível para disputar esse título. Apesar de termos ganhado todos os jogos até agora e estarmos em primeiro, nosso começo como time nos treinos foi um pouco conturbado, porque os outros times já estavam treinando desde janeiro. A gente só começou a treinar junto no começo de março, por volta do dia 10.

Então, começamos um pouco depois, mas acho que, no início, tivemos uma performance acima do esperado, enquanto os outros times não estavam conseguindo render tão bem, pelo que vejo. No entanto, sinto que estamos melhorando nos treinos e ainda temos bastante tempo até a disputa pela vaga no torneio de promoção. Tenho confiança de que temos nível para chegar lá.

Acompanhe o Circuito Desafiante 2025

O Corinthians E-Sports, atual líder do Circuitão, só volta a competição na próxima semana, mas o torneio não para! Os times seguem disputando quem chegará os playoffs, e tentam pontuar para se manter afastados do rebaixamento.

Acompanhe a cobertura completa do Circuito Desafiante 2025 com calendário de jogos, formato, resultados, escalações e outras informações aqui no Mais Esports, além de votar nos times que vão vencer cada jogo no Bolão Mais Esports!

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Ian Teixeira

por Ian Teixeira

Publicado em 31 de março de 2025 • Editado há 3 dias

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